sábado, 21 de fevereiro de 2009

"ENTRE ASPAS"

GRUPO SELETO


Pasmem,este é o título de um dos tópicos da coluna de hoje, do Jornal O Globo,Panorama Político,assinado por FERNANDA KRAKOVICS (interina) com LUIZA DAMÉ.
Vejamos a notícia:
“Dos 15 suplentes de senador que estão no exercício do mandato,cinco (gn) enfrentam investigação do Supremo tribunal Federa.O mais novo deles é Roberto Cavalcanti (PRB-PB),suplente de José Maranhão (PMDB-PB),que assumiu o governo do estado.Os outros são Gim Argello (PTB-DF),Lobão Filho (PMDB-MA),Neuto de Conto (PMDB-SC) e Wellington Salgado (PMDB-MG),entre as acusações estão corrupção,formação de quadrilha e gestão fraudulenta de instituição financeira.”
Em qualquer país sério,estas pessoas jamais poderiam ser representante do povo,ou poderia legislar em seu nome.Que autoridade moral tem um cidadão deste para criar e votar Leis,em nome de um povo que não o elegeu.Gozar das benesses do poder,ter imunidade parlamenta e, foro privilegiado.Não cabe a um país que deseja ser sério,aceitar que estas figuras, fiquem à margem da Lei,livrando-se das responsabilidades que terão que assumir.A Constituição Federal de 88,diz em seu art.5º

TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;...

Bastaria,nada menos que,a Constituição fosse cumprida,como reza o art.5º,a igualdade perante todos.
Mas somos um país diferente,existe um grupo homogêneo de marginais;iniciando-se a sua formação,já como vereadores,dando seqüência a prefeitos,deputados estaduais,governadores,deputados federais e senadores,formando uma verdadeira quadrilha,que juntos,só visam exclusivamente,seus próprios benefícios,Raríssimas são as exceções,tão raras que podemos conta-las nos dedos de uma das mãos.Isso nos deixa envergonhados,pois da maneira que esta corja funciona,não teremos solução nem a longo prazo,pois o propósito, é a perpetuação.
Qualquer país sério do mundo,jamais permitiria que alguém,respondendo a processos,atua-se em nome do povo,em um cargo eletivo.Legislando e, gozando de prestígio que o próprio povo não o delegou.Isto parece-me uma excrescência .Nem o próprio voto,estes “senadores” receberam.O simples cidadão,que luta com todas as dificuldades que a vida lhe impõe,sabe o que é ter o nome LIMPO,ser honrado,pois sem esta condição,será marginalizado,seu crédito abalado.Terá uma vida ainda mais difícil.
Mas existem os desiguais,estes heterogêneos,que se fundem na política,formando um amalgama indestrutível,com poderes desafiadores,pois tudo podem e,nada sofrem.Seus processos arrastam-se por anos,sem que a lei os alcance e,nós pobres mortais,assistimos a tudo isso de maneira passiva,tolerante e,burra.Nada fazemos ,ou tentamos fazer para que este estado de coisas se modifique.Aceitamos com resignação ao nosso destino,o destino de ser uma nação de pessoas acomodadas.Se fossemos um povo sério,estes Cavalcanti, Argello,Lobão,Neuto e Wellington,estariam respondendo os seus processos na primeira instância,onde receberiam as suas sentenças,como todos nós,cidadão, somos obrigados a fazer.A lei deveria ser igual para todos,sem distinção,porém existem alguns privilegiados onde a lei não os alcança.
Temos que tomar a iniciativa, urgente, de acabar com o famigerado suplente.Este para nada serve,a não ser,financiar com dinheiro sujo,lavado,o candidato majoritário,a espera do retorno do seu investimento.Que seja eleito o segundo mais votado,desta forma,legitima-se a sua eleição,pois disputou através do voto,o seu mandato.
Não sei até onde terá alcance as minhas palavras,porém,quero ser diferente deste povo passivo,que tudo aceita e,nada faz para melhorar as coisas que tanto nos faz mal.Registro desta forma,meu inconformismo,a minha indignação,o meu repúdio.Não assistirei o aumento do caos,sem,ao menos,dizer que sou contra ele.Fiz a minha parte,mostrei a intolerância que nos acompanha,cabe a nós cidadão,aceitar ou mudar este estado de coisas.

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