sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Limite de MPs e reforma política


Limite a MPs e reforma política são prioridades, diz Sarney

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou na quinta-feira que entre as suas prioridades estão a fixação de um limite às medidas provisórias (MPs) e a aprovação de uma reforma política.
Para Sarney, um aliado próximo do Palácio do Planalto que foi eleito com a ajuda da oposição, as medidas provisórias deveriam se restringir a apenas alguns temas, como economia e finanças, guerra e ordem interna e calamidades públicas.
"As medidas provisórias constituem, sem dúvida, uma armadilha que foi colocada na Constituição de 1988 para a governabilidade do Brasil", disse o presidente do Senado a jornalistas em seu gabinete, destacando que as MPs têm prejudicado os trabalhos do Congresso.
Sarney disse que pretende fazer um esforço com a Câmara para acelerar a regulamentação das MPs e também da reforma política, analisando em conjunto todos os projetos sobre esses assuntos que estão em tramitação no Congresso.
"(A reforma política) é outro tema que não pode ficar na mesa do Brasil, porque tem sido um empecilho para o nosso desenvolvimento", destacou.
O presidente do Senado também revelou os integrantes da comissão criada para debater a crise financeira global: Pedro Simon (PMDB-RS), Francisco Dornelles (PP-RJ), Marco Maciel (DEM-PE), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Aloizio Mercadante
(PT-SP).
MERCOSUL
O presidente do Senado descartou o uso de seu cargo para fazer prevalecer sua posição contrária à adesão da Venezuela ao Mercosul.

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