quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Analistas apostam no setor elétrico

Poral EXAME

A valorização de quase 5% no Ibovespa em janeiro conferiu um certo alívio ao mercado, que ainda digeria as perdas de mais de 40% acumuladas em 2008. Mas ainda é cedo para empolgação, ressaltam os especialistas. "O mercado vem apresentando muita volatilidade, oscilando entre uma curta onda de otimismo ocasionada pelos anúncios de pacotes econômicos e o duro quadro pintado pelos dados econômicos, que mostram que o mundo ainda pode ficar pior antes de demonstrar sinais de melhora", diz o Unibanco em relatório.
Enquanto a tempestade não passa, os analistas continuam sugerindo aos investidores buscar abrigo nas ações de setores menos impactados pelo mercado externo, com forte geração de caixa e baixa exposição ao câmbio, como energia elétrica e telecomunicações. Neste mês, houve mudança, porém, na escolha dos papéis destes setores. O HSBC, por exemplo, viu melhores oportunidades nas ações da Tractebel e da Energias do Brasil que nas da CPFL Energia e da AES Tietê. Já a Planner preferiu substituir as ações da CPFL Energia pelas da Light e as da Brasil Telecom pelas da Telesp.
Os papéis de empresas produtoras de matérias-primas também fazem parte das recomendações. No mês passado, eles foram o destaque da Bovespa, registrando altas de até 20%. "Apesar do cenário desfavorável, os valuations dessas companhias já estão muito descontados, o que abre espaço para uma correção", explica a corretora Spinelli. Isso, no entanto, não exclui a possibilidade de novas quedas nas próximas semanas. "Acreditamos que os setores ligados a commodities (petróleo, mineração e siderurgia) ainda poderão ser impactados negativamente no curto prazo, com as perspec
leração econômica mundial e consequente redução na demanda por esses produtos", ressalta o HSBC.
Fevereiro será um mês marcado pelo impacto dos balanços nas ações. Embora os papéis já embutam em seus preços as projeções de resultados, surpresas não estão descartadas - tanto para melhor, quanto para pior. Na avaliação do Unibanco, novas correções ainda serão feitas. "Os principais efeitos da crise começarão a ser sentidos agora, levando os investidores a, mais uma vez, revisar para baixo suas projeções de crescimento de lucros e geração de caixa."
Entram: Usiminas, Energias do Brasil, Tractebel, Ambev Saem: CSN, Pão de Açúcar, CPFL Energia, AES Tietê, CCR Rodovias

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