terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Críticas ao protecionismo dos EUA

UE e Canadá criticam protecionismo em pacote de Obama

Brasil também criticou protecionismo em pacote

A União Européia e o Canadá alertaram nesta segunda-feira que uma cláusula do pacote de recuperação econômica proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pode levar a mais protecionismo por parte do país.
A cláusula em questão é conhecida como “Buy American” (compre produtos americanos, em tradução livre) e procura assegurar que apenas ferro, aço e manufaturados produzidos nos Estados Unidos sejam usados em projetos de construção contemplados pelo pacote.
O embaixador da União Européia em Washington, John Bruton, criticou a medida e afirmou que ela mandaria um mau sinal para o mundo.
“Se a primeira legislação importante que Obama assinar como presidente for em parte protecionista, isto não mandará uma boa mensagem”, disse Bruton ao jornal Financial Times.
Em uma carta para os líderes do Senado dos Estados Unidos, o embaixador do Canadá em Washington, Michael Wilson, afirmou que, se a cláusula estiver no pacote aprovado, abrirá um precedente negativo com repercussões globais.
“Os Estados Unidos perderão a sua autoridade moral de pressionar os outros (países) a não adotarem medidas protecionistas”, diz Wilson na carta, segundo a rede de TV canadense CBC.
Já o ministro do Comércio Exterior canadense, Stockwell Day, afirmou que seu país espera ser excluído de qualquer medida do tipo, que, segundo ele, poderia levar a uma depressão global.
“Estas medidas protecionistas, em uma hora de recessão, só pioram as coisas”, disse à rede CBC.
“Isto poderia causar medidas de retaliação, e nós não queremos fazê-lo”, afirmou Day.
Brasil
Na semana passada, o governo brasileiro também criticou a cláusula de preferência por produtos americanos no projeto de pacote de Obama.
“Eu li que o presidente (dos Estados Unidos, Barack) Obama tomou uma decisão de que, nos novos investimentos deles, devem usar só aço da siderúrgica americana. Se isso for verdade, é um equívoco. O protecionismo nesse momento vai agravar a crise, não resolvê-la”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista no Fórum Social Mundial, em Belém, no Pará.
A cláusula também recebe oposição de membros do Partido Republicano nos EUA.
Por causa das críticas, a Casa Branca afirmou que está revisando esta parte do pacote, embora o vice-presidente, Joe Biden, tenha afirmado na semana passada que considera legítimo que parte da cláusula “Buy American” esteja no plano.
Obama pediu nesta segunda-feira pressa ao Senado pela aprovação do pacote.
Leia mais na BBC Brasil: Obama adverte que mais bancos dos EUA devem falir
O plano de mais de US$ 800 bilhões foi aprovado na semana passada pela Câmara dos Representantes e agora será analisado pelo Senado, onde sua aprovação é quase impossível sem o apoio dos republicanos.
O líder dos democratas no Senado, Harry Reid, afirmou esperar que o plano seja votado ainda esta semana.

O custo da farra


VEJA - Edição 2097
Entrevista: Raul Velloso
O CUSTO DA FARRA:Especialista em finanças públicas afirma que o governo promoveu um inchaço estatal na fase de bonança e agora terá menos poder de manobra para reagir à criseGiuliano Guandalini
"O peso do governo terá de encolher, e não aumentar, para que o ajuste no setor privado seja menos severo"
Governos ao redor do planeta aumentam os gastos públicos para combater a pior crise financeira em oitenta anos. O Brasil deveria fazer o mesmo? Não, diz um dos maiores especialistas em finanças públicas do país, o economista Raul Velloso, de 63 anos, ex-secretário adjunto de Planejamento e Ph.D. pela Universidade Yale, nos Estados Unidos. Para Velloso, o custo da máquina pública no Brasil já passou da medida há muito tempo. Agora, segundo ele, a crise reduzirá a arrecadação de impostos, e o setor público terá de frear suas despesas na marra: "Durante muito tempo, os cidadãos engoliram pagar novos tributos para financiar os gastos. Isso acabou. Ao contrário da China, por exemplo, o Brasil vai ter de enfrentar ao mesmo tempo o déficit nas contas externas e a ameaça da inflação. Por isso não poderá aumentar os gastos para combater a desaceleração na economia".
O governo brasileiro vai elevar para 103 o total de adidos no exterior, com salário de até 37 000 reais. Também planeja admitir até 50 000 novos servidores. O que o senhor acha dessas contratações? Elas deveriam ser imediatamente suspensas, assim como deveriam ser renegociados todos os reajustes de servidores aprovados no fim do ano passado. Historicamente, em início de mandato, há restrição de contratações e de aumento salarial do funcionalismo. Com o passar do tempo, os governantes cedem às pressões políticas e aos lobbies dos sindicatos dos servidores. Os presidentes perdem a força, ficam menos austeros. Abrem as comportas. Essa é a regra. Mas agora as comportas se abriram demais. O governo perde a cada dia sua disposição de reduzir os custos da máquina pública."No início, os governantes restringem contratações. Com o tempo, cedem aos lobbies dos sindicatos. Perdem a força e abrem as comportas. Essa é a regra. Mas agora as comportas se abriram demais"Mas no mundo inteiro os governos decidiram aumentar os gastos públicos para combater a recessão econômica. Por que no Brasil o remédio deve ser o oposto? Porque, ao contrário de outros países, o Brasil precisa lidar com o déficit nas contas externas e com a inflação. Se os gastos públicos crescerem ainda mais neste momento de escassez de dólares, haverá um aprofundamento do saldo negativo nas transações do país com o exterior. Isso enfraqueceria o real, e a alta do dólar seria repassada para os preços, pressionando a inflação. Haveria também o risco de um aumento na taxa de juros, desestimulando os investimentos privados e o consumo.
Por que países como a China não enfrentam esse dilema? Lá a inflação deixou de preocupar, e os chineses não possuem déficit nas contas externas - há ainda sobra de dólares na economia deles. Aqui, o peso do governo terá de encolher, e não aumentar, para que o ajuste no setor privado seja menos severo - e para que não haja uma retração mais aguda dos investimentos. É isso que muitos parecem não ter compreendido. Aqui não sobra dinheiro público para investimentos. A máquina absorve praticamente tudo.
O governo argumenta que há falta de mão-de-obra em alguns departamentos, daí a necessidade das contratações. O senhor concorda? Reconheço a necessidade de trazer gente nova à administração pública. Mas por que não remanejar os funcionários antigos, muitas vezes ociosos? Por que um engenheiro ou um técnico de informática precisam ser exclusivos de determinada repartição ou setor? Deu-se prioridade aos aumentos generalizados, e não à eficiência. Todos os sindicatos dos servidores se aproveitaram para reivindicar aumento de salário no ano passado, com a recomposição dos planos de carreira de praticamente todo o funcionalismo. Veio uma farra de reajustes que vão custar mais de 20 bilhões de reais aos cofres públicos em 2009. Com a crise, é preciso enxugar a máquina pública, e não aumentá-la.
Se esse ajuste não for feito, quais serão as consequências? O Banco Central terá de aumentar os juros. Ou deixar a inflação correr solta. O resultado de mais inflação seriam juros ainda mais altos no futuro, e menos crescimento, por causa da queda nos investimentos privados. Portanto, o setor público terá de ajustar seus gastos inexoravelmente, por bem ou por mal. É melhor que o faça por bem. Chegou a hora de mudar a atitude em relação à gestão das contas públicas. A arrecadação, durante os anos de bonança, cresceu sempre mais do que o PIB (produto interno bruto, soma de todas as mercadorias e serviços produzidos por um país em um ano). O ápice desse processo foi em outubro do ano passado. Mas isso já faz parte da pré-história. Agora a arrecadação deixará de crescer.
O que precisa ser feito para controlar o inchaço dos gastos com o funcionalismo? Além da suspensão dos concursos e da renegociação do aumento de salários já programado para este ano, é emergencial que se aprove o projeto de lei que impõe um teto ao reajuste dos servidores. O mais curioso é que esse projeto foi proposto pelo próprio governo, no início de 2007, no lançamento do PAC (programa de Aceleração do Crescimento). Seu texto prevê um limite para o reajuste do funcionalismo, que seria dado pelo repasse da inflação medida pelo INPC mais 1,5%. Se essa lei já estivesse valendo, teria sido possível economizar 11 bilhões de reais em 2007. Esse projeto se perdeu, virou uma alma penada no Congresso. Ninguém sabe onde ele está. Justamente enquanto se postergava a votação dessa medida, todos os sindicatos dos servidores se aproveitaram para reivindicar o aumento de salários.
Como se dará o contágio da crise externa nas finanças públicas do país? Chegou ao fim, depois de seis anos, a bonança internacional, que havia incentivado o crescimento econômico brasileiro e o consequente aumento na arrecadação de tributos. O mundo mudou completamente de três meses para cá. O que valeu no Brasil até outubro virou pré-história. Antes, o governo conseguia ampliar seus gastos e ainda assim manter o superávit fiscal primário, porque a arrecadação tributária crescia ainda mais. Essa fartura, decorrente da bolha financeira, acabou. Agora vai surgir um novo mundo, o qual não sabemos ainda direito como será. Ocorrerá a reversão de muitos dos ventos favoráveis que empurravam o país e ajudavam o governo.
Que ventos deixaram de soprar a favor do país? O crédito externo secou. As empresas passaram a ter dificuldades para refinanciar suas dívidas em moeda estrangeira. Um exemplo foi a Petrobras, que precisou recorrer a credores locais, até mesmo à Caixa, porque não encontrou quem lhe emprestasse lá fora. Estima-se que haja 72 bilhões de dólares em débitos das companhias brasileiras que vencerão em 2009. De onde sairão esses dólares? Haverá uma disputa por recursos. O ingresso de capital dos investimentos estrangeiros também diminuirá. As multinacionais, com dificuldades em sua matriz, vão reduzir os projetos. As compras de empresas nacionais por grupos estrangeiros cessaram. Houve ainda fuga de investidores internacionais no mercado financeiro. O Brasil voltou a enfrentar um problema antigo, que imaginava extinto: a falta de dólares.
Como o governo deveria reagir a esse problema? Se eu fosse o presidente Lula, eu me mudaria para Washington para tentar atrair dólares do Tesouro americano ou de instituições multilaterais - o Banco Mundial e, quem sabe, até o Fundo Monetário Internacional - a fim de garantir que o ajuste do déficit externo não seja tão drástico. O drama é exatamente este: o sistema financeiro privado dos países ricos não vai poder ser fonte de financiamento exatamente porque é nele que a crise está enraizada. O governo americano, portanto, tornou-se praticamente a única fonte disponível de dólares.
Como, se o coração da crise está exatamente nos Estados Unidos? Não podemos nos esquecer de que, por serem os emissores do dólar, a moeda de curso internacional, o dinheiro mais aceito no mundo, os Estados Unidos recebem uma enxurrada de recursos de todo o planeta. Verifica-se agora uma versão ainda mais acentuada da chamada flight to safety (fuga para a segurança), comportamento esperado em qualquer turbulência. Posso fazer um paralelo com a crise do petróleo na década de 70. Naquela ocasião, o dinheiro estava com os países árabes. Eles depositavam os dólares adicionais que recebiam nos bancos americanos, e estes faziam a reciclagem para países co-mo o Brasil, importadores de petróleo. Agora, os dólares estão sobrando não nos bancos, mas no governo americano. Só ele poderá fazer essa reciclagem.
Uma vez passada a fase mais crítica, os ventos não podem voltar a inflar as velas do Brasil? Não na mesma intensidade. Esqueça. O setor bancário mundial está encolhendo. É o que se chama de desalavancagem. Os bancos internacionais emprestavam, em média, doze vezes o total de seus depósitos. A alavancagem era de doze, portanto. Estima-se que vá recuar para oito. A conclusão é que vai diminuir o fluxo de dólares na economia global. As grandes empresas brasileiras, que estão profundamente inseridas no mercado mundial, sentirão esse efeito. Para completar, houve redução no preço das matérias-primas (commodities) exportadas pelo Brasil, o que enxugou ainda mais a oferta interna de dólares. Por isso, não resta dúvida de que esse novo mundo será pior do que o anterior, o que exigirá um ajuste nas contas do governo.
O que pode ser feito a curto prazo, que independa de reformas profundas e difíceis, para travar o avanço na gastança pública? Os esforços precisam se concentrar nos itens de maior peso no orçamento do governo. As despesas de previdência, assistência social e funcionalismo representam 70% dos gastos do governo. É necessário conter o avanço desses gastos. Essa conta cresceu bastante por causa da política de conceder aumentos ao salário mínimo bem acima da inflação. Isso não pode acontecer. Os pagamentos ligados ao salário mínimo representam quase um quarto de todas as despesas do governo. É justo manter o poder de compra do salário mínimo, mas, na atual circunstância, não faz nenhum sentido conceder reajustes acima da inflação. O impacto nas contas públicas é devastador. Cada real de aumento no salário mínimo significa uma despesa extra superior a 200 milhões de reais ao ano. "A carga tributária chegou ao limite. Não há como criar mais impostos sem que a sociedade reaja e se oponha. Durante muito tempo, os cidadãos engoliram pagar novos tributos. Isso acabou"O governo não poderia acomodar o aumento dos gastos e a queda na arrecadação valendo-se da criação de mais impostos? É improvável que consiga. Na última década, o total dos impostos pagos pelos brasileiros subiu de menos de 30% para quase 40% do PIB. É esse o tamanho da bicada do governo. Essa carga chegou ao limite. Não há como criar mais tributos ou alíquotas sem que a sociedade reaja e se oponha. Durante muito tempo, os cidadãos engoliram pagar novos tributos. Isso acabou. A derrota do governo em sua tentativa de prorrogar a CPMF (contribuição provisória sobre movimentação financeira) comprovou a aversão da sociedade. Ninguém aceita mais. Isso não impede, obviamente, que a Receita Federal busque aumentar a arrecadação apertando a fiscalização.
Há uma década, os estados são obrigados a gastar menos do que arrecadam, por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal. Que avaliação o senhor faz dessa lei? A Lei de Responsabilidade Fiscal, junto com a renegociação das dívidas dos estados, mostrou-se fundamental para equilibrar as contas do setor público. Os governos estaduais, até 1998, possuíam déficits em suas finanças. Aquela situação trazia uma incerteza muito grande sobre se a dívida pública sairia do controle e deixaria de ser paga. Essa fragilidade tornava o país vulnerável em meio a crises financeiras, porque, ao menor sinal de perigo, havia fuga de dólares. A questão é que os gastos do governo federal permanecem descontrolados. Ao contrário dos estados, a União pode aumentar suas despesas de custeio à larga, como tem feito, sem que haja nenhum impedimento. Chegou o momento de acabar com essa farra.

Índios pedem veto a controle sobre ingresso nas reservas

Decreto exige que as ONGs submetam seus projetos ao Ministério da JustiçaIndigenistas dizem que não participaram do preparo do texto; Tuma Jr. afirma que o debate incluiu a Funai e que a região precisa de "porteiro"

Folha de São Paulo -FERNANDA ODILLADA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Índios e missionários pedem o arquivamento do decreto que restringe a entrada e o trabalho em terras indígenas. Prometem protestar contra as novas regras do Ministério da Justiça e denunciar que foram excluídos da discussão do texto durante o Fórum Social Mundial, que começa hoje em Belém (PA).Encaminhado no início de dezembro à Casa Civil, o decreto obriga ONGs, religiosos, pesquisadores, ambientalistas e educadores a submeterem seus projetos em área indígena à análise prévia do Ministério da Justiça. O texto ficou 45 dias à espera da assinatura do presidente Lula. Há duas semanas, voltou para a equipe do ministro Tarso Genro, que não pretende alterar o documento.A pressão de índios e indigenistas, porém, surtiu efeito. A Casa Civil devolveu o decreto ao Ministério da Justiça e diz que haverá uma consulta pública para debater as regras.Pelo decreto, para entrar ou trabalhar em território indígena será preciso explicar o objetivo do projeto, seus custos e financiadores e apresentar estudo de impacto sociocultural. Se a reserva estiver na faixa de fronteira ou na Amazônia Legal, será preciso autorização do Ministério da Defesa e do Conselho de Defesa Nacional."Queremos colocar porteiro, porque porta a Amazônia já tem", diz o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., um dos responsáveis pelo decreto, que pretende controlar a atuação de ONGs e de estrangeiros em áreas indígenas: as ONGs precisam se cadastrar no Ministério da Justiça e o pesquisador estrangeiro necessita de visto específico de trabalho.Os indigenistas criticam o decreto e alegam que sua discussão ignorou até mesmo a Comissão Nacional de Política Indigenista, que faz parte do Ministério da Justiça. "Só tivemos conhecimento do decreto mais de dez dias depois de ele ter sido encaminhado à Casa Civil. Foi preciso exigir uma cópia para ler o texto", diz Saulo Feitosa, secretário-adjunto do Conselho Indigenista Missionário e membro da CNPI."Nem na época da ditadura houve esse tipo de controle. Tutela é coisa do passado", diz Feitosa, convencido que o governo cedeu às pressões de militares e do agronegócio.Outro ladoTuma Jr. defende o texto: "A natureza do problema exige um decreto urgente. Mas se a Casa Civil entender que é necessário uma consulta pública, que se faça logo". Ele nega que índios e indigenistas não participaram do debate e diz que a Funai e a Associação Brasileira de ONGs participaram da confecção do decreto. A Funai diz, porém, que só cedeu técnicos à pasta."É uma questão de soberania. A desculpa para internacionalizar a Amazônia é dizer que não há controle. Quando propomos regras, reclamam que é ditadura", lamenta ele.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2701200911.htm

Samba do criolo doido

Por Paulo Sérgio Loredo:

1 - Banco do Brasil compra um "pedaço" da Votorantim (BV - Banco Votorantim).
2 - Votorantin compra Aracruz com esses recursos, somados a uma "ajudazinha" do BNDES.
3 - Camargo Correa compra outro "pedaço" da Votorantim - (CPFL)...
Alguém, além dos interessados, pode entender isso ?


Lulla utiliza as alavancagens do mercado financeiro mundial (mutretas) para arrotar que NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS ... e agora que a porca torce o rabo condena tudo o que defendeu como os preços disporocados das commodities, petroleo do pré-sal e alhures como o credito desenfreado a aposentados e credito consignado que agora arrebentarão nos pobres coitados, diminuindo sobremaneira o consumo e que, portanto, geram desemprego.

Cláudio Humberto

Assunto:

- Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) é acusado de fraudar prêmio Congresso em Foco.

- Após eleições para presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, começa a temporada de retaliações.

- PSDB inicia no Senado corrida por cargos nas comissões permanentes da Casa.

- O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) alegou “razões éticas” para votar no petista Tião Viana à presidência do Senado Federal.

Para ler estas notícias na íntegra acesse:
http://www.claudiohumberto.com.br

Castas na Índia

Caminho das Índias - Sistema de Castas

O Sistema de Castas da Índia é uma divisão social importante na sociedade Hindu, não apenas na Índia, mas no Nepal e noutros países e populações de religião Hindu.
Originalmente, as castas eram apenas quatro: os brâmanes (religiosos e nobres), os xatrias (guerreiros), os vaixas (camponeses e comerciantes) e os sudras (escravos).
À margem dessa estrutura social havia os párias, sem casta ou intocáveis, hoje chamados de haridchans ou haryans. Com o passar do tempo, vem acontecendo centenas de subdivisões, que não param de se multiplicar. Por volta de 850 a.C. teve origem na Índia o malfadado sistema de castas, embora as opiniões dos especialistas a respeito da data exata do seu nascimento estejam divididas.
Só se sabe que surgiu com os árias, e a partir daí começou a desenvolver-se e se firmar na cultura do país.
A aceitação da opressão de certas castas “nobres” sobre a maioria sofredora.
- Este é o código sócio-religioso conhecido como "Sistema de Castas", fundamental no hinduísmo e que influencia toda a estrutura da sociedade na Índia. Apesar de a discriminação em função das castas, hoje, ser proibida pela constituição indiana, o sistema continua sendo observado, na prática, por mais de 80% da população do país, segundo sensos recentes.
Sua origem parece proveniente da divisão entre o imigrante ária, de pele clara, e os nativos (dasya), denominados escravos (dasas), que se distinguiam pela pele escura.
Os árias são descendentes dos povos brancos de famílias indoeuropéias. As primeiras referências históricas sobre a existência de castas se encontram em um livro sagrado dos hindus, chamado Manu, possivelmente escrito entre 600 e 250 a.C.
Define-se casta como grupo social hereditário, no qual a condição do indivíduo passa de pai para filho, endógamo, pois ele só pode casar-se com pessoas do seu próprio grupo.
Estão predeterminados também sua profissão, seus hábitos alimentares, o tipo de vestuário e etc., o que leva à formação de uma sociedade estática.
Em outras palavras, não há como escapar, é simplesmente impossível, a alguém que tenha nascido numa situação de vida miserável, trabalhar para melhorar essas condições. Não pode haver aspiração ao crescimento ou ao progresso, seja profissional, social ou mesmo espiritual, e nem de espécie alguma.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Música - DJ videBula - Click para ouvir a música

http://www.innocencemidis.com.br/m.id.is/romanticas/taylo_swift/taylor_swift_-_the_way_i_loved_you.mid

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Vale a pena Ler de novo

O conto da ilha desconhecida
José Saramago

"Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco. A casa do rei tinha muitas mais portas, mas aquela era a das petições. Como o rei passava todo o tempo sentado à porta dos obséquios (entenda-se, os obséquios que lhe faziam a ele), de cada vez que ouvia alguém a chamar à porta das petições fingia-se desentendido, e só quando o ressoar contínuo da aldraba de bronze se tornava, mais do que notório, escandaloso, tirando o sossego à vizinhança (as pessoas começavam a murmurar, Que rei temos nós, que não atende), é que dava ordem ao primeiro-secretário para ir saber o que queria o impetrante, que não havia maneira de se calar. Então, o primeiro-secretário chamava o segundo-secretário, este chamava o terceiro, que mandava o primeiro-ajudante, que por sua vez mandava o segundo, e assim por aí fora até chegar à mulher da limpeza, a qual, não tendo ninguém em quem mandar, entreabria a porta das petições e perguntava pela frincha, Que é que tu queres. O suplicante dizia ao que vinha, isto é, pedia o que tinha a pedir, depois instalava-se a um canto da porta, à espera de que o requerimento fizesse, de um em um, o caminho ao contrário, até chegar ao rei. Ocupado como sempre estava com os obséquios, o rei demorava a resposta, e já não era pequeno sinal de atenção ao bem-estar e felicidade do seu povo quando resolvia pedir um parecer fundamentado por escrito ao primeiro-secretário, o qual, escusado se ria dizer, passava a encomenda ao segundo-secretário, este ao terceiro, sucessivamente, até chegar outra vez à mulher da limpeza, que despachava sim ou não conforme estivesse de maré."...

Biografia - Padre Cícero Romão - Gente que mudou a História

Padre Cícero Romão
(Religioso brasileiro) - 24/3/1844, Crato (CE) - 20/7/1934, Juazeiro (CE)




"O nome do padre Cícero / ninguém jamais manchará, / porque a fé dos romeiros / viva permanecerá / pois nos corações dos seus / foi ele um santo de Deus / é e pra sempre será." Os versos de Expedito Sebastião da Silva, em forma de cordel, registram a devoção do povo nordestino, e de todo o povo brasileiro, ao Padre Cícero Romão Batista, ou simplesmente Padim Ciço.

Desde pequeno interessado em religião, Cícero Romão, aos 16 anos, foi para a cidade de Cajazeiras, na Paraíba, estudar no famoso Colégio do Padre Rolim. Dois anos depois, com a morte do pai, vítima do cólera, Cícero voltou para junto de sua mãe e de duas irmãs.

Em 1865, ingressou no Seminário de Fortaleza, onde foi nomeado sacerdote cinco anos depois. Celebrou sua primeira missa em Juazeiro, em 1871, onde se estabeleceu como capelão.

No pequeno povoado, assolado pela seca e pela fome, o padre Cícero Romão foi conquistando a confiança do povo. Transformou a antiga capelinha num templo vistoso e muito freqüentado pelos devotos de toda a região.
No dia 6 de março de 1889, um fato fora do comum abalou a cidadezinha de Juazeiro: a beata Maria de Araújo não conseguiu engolir a hóstia da comunhão porque esta se transformou em sangue. O fato tornou a se repetir várias vezes, chegando a ser considerado milagre não só pelo povo da região, mas por médicos e autoridades que foram checar o fenômeno.

Nesse mesmo ano, no dia 7 de julho, por iniciativa do reitor do Seminário do Crato, uma romaria levou até Juazeiro 3.000 fiéis para ver a transformação da hóstia em sangue. Juazeiro rapidamente tornou-se um centro de romaria e de devoção. O fato não agradou às autoridades eclesiásticas. O bispo do Ceará, dom Joaquim José Vieira, solicitou ao padre Cícero Romão um relatório sobre o acontecido.

Padre Cícero foi solicitado a comparecer ao episcopado em Fortaleza e, em 1891, foi instituída uma comissão para investigar o assunto. A Igreja optou pela proibição do culto aos panos ensangüentados e impôs uma retratação ao padre Cícero.

Padre Cícero viajou a Roma, onde ficou durante nove meses, voltando com a permissão de continuar celebrando missa. Novas deliberações, no entanto, obrigaram-no a deixar a ordem pouco tempo depois.

Padre Cícero passou a atender os romeiros em sua própria casa. Passou a participar mais intensamente da vida política da região, juntando-se ao movimento pela emancipação da cidade de Juazeiro, então sob jurisdição do Crato.

No dia 4 de outubro de 1911, padre Cícero Romão tornou-se o primeiro prefeito de Juazeiro. No ano seguinte, tornou-se também vice-presidente do Estado.

Em 1914, participou da Sedição de Juazeiro, passando para a história como revolucionário. Voltou a ser prefeito de Juazeiro, cumprindo mandato até 1927.

Padre Cícero faleceu aos 90 anos, de problemas renais, deixando consternado o povo que lhe tinha fé. Rejeitado pela Igreja, tornou-se o verdadeiro santo do povo, venerado em todo o Nordeste Brasileiro. A ele atribuem-se curas milagrosas e poderes sobrenaturais.

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Charge


Ainda não será desta vez

Libertação de refém das Farc não ocorrerá na 2a-feira BOGOTÁ (Reuters)
- A operação para a libertação do ex-governador do Estado colombiano de Meta Alan Jara, sequestrado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), não será feita na segunda-feira, apesar de a operação ter sido reativada quando o governo do país autorizou que a senadora Piedad Córdoba participe da missão, informou a Cruz Vermelha.
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Sem querer diminuir margem de lucro

Bradesco vê aumento de calote e crédito fraco em 2009 SÃO PAULO (Reuters)
- Mesmo avaliando que o pior momento da crise global já ficou para trás, o Bradesco prevê que a maior parte dos seus efeitos ainda estão para ser colhidos nos próximos meses, na forma de desaceleração nas operações de crédito e no aumento da inadimplência.
Artigo Completo

E ficou tudo como queriam...

Eleito presidente do Senado, Sarney defende autonomia BRASÍLIA (Reuters)
- O ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) foi eleito nesta segunda-feira para comandar o Senado, no biênio 2009/2010, derrotando o petista Tião Viana (AC) por 49 votos a 32. Em suas primeiras declarações, defendeu a autonomia da Casa e disse que vai atuar sem diferenças partidárias.
Artigo Completo

Vitória de Temer

Temer é eleito presidente da Câmara em dupla vitória para o PMDB


BRASÍLIA (Reuters) - O deputado Michel Temer (PMDB-SP) é o novo presidente da Câmara para o biênio 2009/2010. Trata-se de uma dupla vitória para o PMDB, que venceu no Senado com José Sarney (AP), em resultado anunciado pouco antes.
Em votação secreta e eletrônica, Temer, que teve o apoio de 14 partidos, foi eleito com 304 votos dos deputados, desbancando Ciro Nogueira (PP-PI), com 129, e Aldo Rebelo (PT-SP), que teve 76 votos. Votaram 509 dos 513 deputados.
Temer, que já presidiu a Câmara por dois biênios seguidos entre 1997 e 2000, substitui Arlindo Chinaglia (PCdoB). Presidente nacional do PMDB há sete anos, ele é deputado federal desde 1987.
(Reportagem de Fernando Exman)

Neve fecha escolas na Grã - Bretanha















Uma forte nevasca atinge boa parte da Grã-Bretanha nesta segunda-feira, provocando a paralisação de transportes e o fechamento de milhares de escolas em todo o país.
A Federação das Pequenas Empresas britânica informou que 20% dos trabalhadores do país - cerca de 6,4 milhões de pessoas - não conseguiram chegar a seus locais de trabalho por causa do mau tempo.
A área mais afetada é o sudeste, onde está a capital, Londres, e que enfrenta a pior nevasca dos últimos 18 anos.
Durante toda a manhã, os ônibus londrinos pararam de funcionar, e apenas algumas linhas voltaram a circular no início da tarde. Várias linhas de metrô e de trens de subúrbio estão fechadas ou operam com atrasos.
Diante da situação, o prefeito de Londres, Boris Johnson, reconheceu que a cidade não está equipada para lidar com condições climáticas extremas.

Aeroportos
Ao oeste da capital, o aeroporto de Heathrow - o mais movimentado do mundo e de onde partem os vôos para o Brasil – teve vários atrasos e cancelamentos depois do fechamento temporário das duas pistas. Uma delas já foi reaberta.
Antes do fechamento das pistas, um avião da Cyprus Airlines derrapou após a aterrissagem e parou em um gramado, mas os passageiros foram retirados sem grandes problemas.
Outros aeroportos britânicos permanecem fechados ou operam com dificuldades.
Várias linhas de trem em todo o país foram fechadas. O Eurostar, que liga Londres a Paris e a Bruxelas, está funcionando com atrasos por causa do mau tempo também no norte da França e na Bélgica.

Alerta
A principal agência de meteorologia do país emitiu um alerta para a Inglaterra, o País de Gales e partes da Escócia.
A Highway Agency, o principal órgão que administra as estradas britânicas, reforçou o número de patrulhas e colocou mais funcionários nos postos de controle.
No entanto, a agência avisou aos motoristas para só saírem de casa em caso de extrema necessidade.
Os serviços de meteorologia prevêem mais neve para esta terça-feira.

Querendo trabalho

Brasileiros demitidos tentam voltar ao trabalho à força no Japão

Ewerthon Tobace - De Kosai (Japão) para a BBC Brasil


Cartaz pede admissão de trabalhadores temporários
Cerca de 50 brasileiros desempregados fizeram um piquete, na manhã desta segunda-feira, na porta da fábrica de autopeças Asmo, na cidade japonesa de Kosai, província de Shizuoka. Oito deles, uniformizados, tentaram entrar à força na empresa e voltar ao trabalho.
Houve confusão, pois eles foram impedidos pelos seguranças de passar pelo portão. "Este foi um ato histórico, pois nunca no Japão se tentou a reintegração à força de um demitido ao quadro de funcionários", disse Francisco Freitas, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Estrangeiros e vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Japão, à BBC Brasil.
Funcionários da administração da Asmo acompanharam o protesto, mas ninguém quis fazer comentários para a imprensa. A empresa tinha nas suas linhas de montagem cerca de mil brasileiros. Segundo cálculos do sindicato, até o começo de março sobrarão menos de 200 dekasseguis.
Todos os demitidos possuíam contratos de trabalho temporários, que eram renovados a cada dois meses. "A Asmo agiu de forma errada perante a lei, pois ela deveria ter efetivado esses trabalhadores há muito tempo", afirmou Freitas.
No Japão, segundo a lei trabalhista, após três anos em um mesmo emprego, o trabalhador temporário tem o direito de ser contratado como funcionário efetivo. Entre os demitidos da Asmo, havia brasileiros que estavam na empresa há mais de cinco anos.
O sindicato vai pedir uma nova reunião com a administração da Asmo. "Queremos que eles readmitam os brasileiros", disse o sindicalista. "Se não houver acordo, o caminho vai ser o tribunal."
"Com a crise, as empresas começaram a fazer cortes em massa, sem pensar na responsabilidade social", acrescentou Freitas. "Elas não podem simplesmente jogar os trabalhadores na rua sem antes tentar outras opções, como a redução da jornada de trabalho e salarial, ou férias coletivas."
Revolta
Luiz Arias, de 40 anos, foi um dos que tentou entrar à força na fábrica. Ele trabalhava na empresa há um ano e não quis assinar a carta de demissão proposta pela Asmo.
Silvio Iwamoto já considera voltar para o Brasil
"Este ato foi simbólico, para chamar a atenção do governo e dos empresários", disse Arias. "Tem japonês em situação ruim, mas os mais prejudicados são os estrangeiros."
Há 18 anos no Japão, Arias deixou São Paulo para tentar a sorte como imigrante. "O brasileiro hoje não é mais aquele do começo do movimento dekassegui, que andava de bicicleta e comia mal", avalia.
"Hoje, ele faz parte da sociedade, ele consome carro e casa", acrescenta. "Um veículo novo que a gente compra é um pedido a mais para essa empresa que nos demitiu."
Silvio Iwamoto, de 33 anos, é outro que não conseguiu voltar ao trabalho. "Minha esposa também trabalha na Asmo, mas já foi avisada que seu contrato não vai ser renovado", contou. Há 17 anos no Japão, com três filhos pequenos, ele não sabe qual rumo tomar.
"Tive de tirar as crianças da escola, porque senão não terei como pagar o aluguel e a comida", afirmou.
Revoltado, Iwamoto já pensa em desistir de continuar no país e voltar para Bauru (SP). "Estou me sentindo como um objeto descartável", lamentou. "Meu único objetivo aqui era poder pagar os estudos dos meus filhos para que tivessem um futuro melhor do que o dos pais."

Dez anos de poder

Chávez completa dez anos no poder com aposta em referendo

Cláudia Jardimde - Caracas para a BBC Brasil


Chávez participou de evento da campanha pelo referendo no sábado
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, completa dez anos no poder nesta segunda-feira com as atenções voltadas para o dia 15 de fevereiro, quando os venezuelanos decidirão em um plebiscito se aprovam o fim do limite à reeleição para cargos públicos, entre eles a Presidência.
O governo declarou feriado nesta segunda-feira para celebrar o aniversário de uma década, e anunciou que poderia impor sanções administrativas a empresários que não cumprirem a determinação. A medida provocou críticas por parte de empresários da oposição, segundo a imprensa local.
Na avaliação de analistas ouvidos pela BBC, o chavismo passará pelo teste das urnas em fevereiro debilitado pela centralização de poder nas mãos do presidente, já que a base governista e o próprio Chávez consideram que não existe substituto capaz de dar continuidade ao projeto de socialismo chavista.
“Se depois de 14 anos da chegada de Chávez ao poder (período após a conclusão do segundo mandato) não há uma liderança substituta e o processo revolucionário depende ainda dele é sinal de uma extraordinária debilidade em relação à organização e transformação da sociedade”, afirmou o sociólogo Edgardo Lander, da Universidade Central da Venezuela (UCV).
“Obviamente o que aconteceu na Venezuela não teria ocorrido sem ele, mas ao mesmo tempo Chávez é o limite do processo venezuelano, da democratização, de tudo”, acrescentou.
"Chávez é a instituição"
Na opinião do historiador venezuelano Miguel Tinker Salas, professor de História Latino-americana da Pomona College, da Califórnia, essa debilidade pode significar inclusive, o fim do chavismo.
“Processos políticos que não conseguem desenvolver uma liderança diversificada e que não conseguem institucionalizar o processo de mudanças se desgastam e podem ser facilmente suplantados”, afirmou.
O presidente venezuelano tem mostrado nos últimos anos que é ele quem determina das decisões macroeconômicas às de menor importância na vida pública.
Para o general Alberto Müller Rojas, vice-presidente do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Chávez se transformou "numa instituição", diante do desmantelamento das instituições do país ao longo da última década .
“Aqui não há instituições, elas se desmantelaram, ninguém as tombou. Os sindicatos não existem, os partidos políticos não existem, a Igreja não existe, não há instituições que agreguem e quando não há, surge um líder e ele é a instituição”, afirmou Müller Rojas.
Para o sociólogo Edgardo Lander, no entanto, a situação é mais complexa. Ele afirma que o estilo de liderança do presidente impossibilita o surgimento de um líder alternativo a ele.
"Há um ausência de crítica e autocrítica. Há uma espécie de autocensura dos que rodeiam o presidente porque querem se manter ali (no governo). Então, o presidente está rodeado de gente que nunca lhe diz nada", afirma Lander.
Tensão
A disputa pela aprovação ou não da reeleição no referendo é tensa. Se a tendência dos pleitos anteriores se repetir, a polarização entre partidários e opositores de Chávez deve garantir uma alta participação de simpatizantes dos dois grupos, que se vêem desafiados a mostrar sua vontade também nas urnas.
A última pesquisa de intenção de voto realizada pela empresa Datanálisis, divulgada na última semana, mostra uma pequena vantagem do governo.
De acordo com a Datanálisis, 51,5% dos venezuelanos apóiam o fim do limite a reeleição, enquanto 48,1% rejeitam a proposta. O estudo tem margem de erro de 2,72%.
É o tudo ou nada. Se o chavismo perde, é o começo do fim.

Edgardo Lander, sociólogo
"É o tudo ou nada. Se o chavismo perde, é o começo do fim", afirma Edgardo Lander.
O analista político Javier Biardeau, também da Universidade Central da Venezuela, concorda.
Na opinião dele, uma vitória do "não" no referendo seria o equivalente a um referendo revogatório do mandato presidencial e instauraria um período de crise política, motivada tanto pelos chavistas quanto pelos opositores.
"Se o governo perder, no interior do chavismo haverá uma disputa política para ver quem será o substituto de Chávez. Do outro lado, a oposição poderia aproveitar a derrota do governo para tentar um referendo revogatório para antecipar a saída de Chávez", afirma.

Cláudio Humberto

Assunto:

- Ministério do Trabalho que usar Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para pagar dívida do "Sistema S".

- Mesmo com a crise financeira, governo federal não cancelará os concursos públicos para contratar mais 50 mil novos funcionários.

- Presidência da República receberá dois novos aviões.

- Lançamento da pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República acontecerá em novembro.

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