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Tensão e bate-boca marcam eleições no Congresso NacionalSessões tensas, inclusive com bate-boca, marcam as eleições para os novos presidentes da Câmara e do Senado. Deputados opositores à candidatura de Michel Temer manifestaram indignação com a manobra que mudou o horário da votação. Eles tentam, inclusive, atrasar a votação na Câmara. No Senado, a disputa é acirrada. A base aliada a Lula vota rachada, já que tanto José Sarney quanto Tião Viana são candidatos do governo.
Reportagem CBN
Lucro do Bradesco cai 27% no 4º trimestreO Bradesco anunciou queda de 27% no lucro líquido do quarto trimestre frente ao mesmo período de 2007. A instituição, que deve perder a liderança em ativos do ranking brasileiro de bancos após a fusão do Itaú com o Unibanco, encerrou o quarto trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 1,8 bilhão, ante o lucro de R$ 2,1 bilhões um ano antes.
Reportagem CBN
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Preparando guerrilheros
O MANUAL DA GUERRILHA
Como roubar, fraudar cadastros do governo e até fabricar bombas e trincheiras – está tudo na cartilha secreta do MST apreendida pela polícia.
A fazenda Estância do Céu era uma típica propriedade dos pampas gaúchos. Localizada em São Gabriel, a 320 quilômetros de Porto Alegre, seus 5 000 hectares eram ocupados por 10 000 bois e 6 000 carneiros que pastavam entre plantações de arroz e soja. O cenário, de tão bucólico, parecia um cartão-postal. Tudo mudou na fria e ensolarada manhã do dia 14 de abril passado. Por volta das 7 horas, 800 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, invadiram a propriedade aos gritos. "Nós ganhamos. Ganhamos dos porcos. A fazenda é nossa." Armados com foices, facões, estilingues, bombas, rojões, lanças, machados, paus e escudos, os sem-terra transformaram a Estância do Céu em um inferno. Alimentos e produtos agrícolas foram saqueados. As telhas da sede da fazenda foram roubadas. Os sem-terra picharam paredes, arrancaram portas e janelas e espalharam fezes pelo chão. Bombas caseiras foram escondidas em trincheiras. Animais de estimação, abatidos a golpes de lança, foram jogados em poços de água potável. Quatro dias depois, quando a polícia finalmente conseguiu retirar os sem-terra da fazenda, só sobravam ruínas.
A barbárie, embora não seja exatamente uma novidade na trajetória do MST, é um retrato muito atual do movimento, que festejou seu aniversário de 25 anos na semana passada. Suas ações recentes, repletas de explosão e fúria, já deixaram evidente que a organização não é mais o agrupamento romântico que invadia fazendas apenas para pressionar governos a repartir a terra. Agora, documentos internos do MST, apreendidos por autoridades gaúchas nos últimos seis anos e obtidos por VEJA, afastam definitivamente a hipótese de a selvageria ser obra apenas daquele tipo de catarse que, às vezes, animaliza as turbas. O modo de agir do MST, muito parecido com o de grupos terroristas, é uma estratégia. A papelada – cadernos, agendas e textos esparsos que somam mais de 400 páginas – é uma mistura de diário e manual da guerrilha. Parece até uma versão rural, porém rudimentar, do texto O Manual do Guerrilheiro Urbano, escrito por Carlos Marighella e bússola para os grupos que combateram o regime militar (1964-1985). Os documentos explicam por que as ações criminosas do movimento seguem sempre um mesmo padrão.
O registro mais revelador sobre a face guerrilheira do MST é formado por quatro cadernos apreendidos pela polícia com os invasores da Estância do Céu em maio passado. As 69 páginas, todas manuscritas, revelam uma rotina militarizada – e bandida. "Muita arma no acampamento", escreveu Adriana Cavalheiro, gaúcha de cerca de 40 anos, uma das líderes da invasão, ligada aos dirigentes do MST Mozart Dietrich e Edson Borba. Em outro trecho, em forma de manual, o texto orienta os militantes sobre como agir diante da chegada da polícia. "Mais pedra, ferros nas trincheiras (...) Zinco como escudo (...) Bombas tem um pessoal que é preparado. Manter a linha, o controle de horas e 800 ml", anotou a militante, descrevendo a fórmula das bombas artesanais, produzidas com garrafas de plástico e líquido inflamável. O manual orienta os militantes a consumir o que é roubado para evitar a prisão em flagrante. Também dá instruções (veja trechos) sobre como fraudar o cadastro do governo para receber dinheiro público. Há até dicas sobre políticos que devem ser acionados em caso de emergência. Basta chamar o deputado federal Adão Pretto e o ex-deputado estadual Frei Sérgio. Ganha um barraco de lona preta quem souber o partido da dupla.
Em seus capítulos não contemplados pelo Código Penal, o manual expõe uma organização claramente assentada sobre um tripé leninista, com doutrinação política, centralismo duro e vida clandestina. Além de teorias esquerdistas, repletas de homenagens a Che Guevara e Zumbi dos Palmares, há relatos de espionagem e tribunais de disciplina. Uma militante, que precisou de "licença" de um mês para fazer uma cirurgia, só foi autorizada a realizar o tratamento com a condição de que ele fosse feito num único dia. Brigas, investigações internas e punições também explicitam o rígido e desumano controle exercido sobre suas fileiras. "Assim como nas favelas controladas pelo narcotráfico, o MST atua como polícia e juiz ao impor e fiscalizar seu código de conduta", afirma o filósofo Denis Rosenfield. Exagero? Talvez não. Dos 800 invasores que depredaram a fazenda Estância do Céu, por exemplo, 673 já foram identificados. Nada menos que 168 tinham passagem pela polícia. Havia antecedentes de furto, roubo e até estupro. "O MST é formado por alguns desvalidos, vários aproveitadores e muitos bandidos", diz o promotor Gilberto Thums, do Ministério Público gaúcho. "Eles usam táticas de guerrilha rural para tomar territórios escolhidos pelos líderes."
Embora raramente sejam expostos à luz, manuais de guerrilha são lidos como best-sellers nos acampamentos. Também no Rio Grande do Sul, berço e laboratório do MST, a polícia apreendeu três documentos que registram o lastro teórico de sua configuração de guerra. O mais recente, apreendido em julho passado, orienta os militantes a "se engajar na derrubada de inimigos estratégicos". Os inimigos, claro, não se resumem aos gatinhos das fazendas ocupadas pelo MST. O objetivo é a "derrota da burguesia", o "controle do estado" e a "implantação do socialismo". O documento lista exemplos de como "interromper as comunicações do inimigo" e "incendiar as proximidades para tornar o ambiente irrespirável". Pode não ser obra do acaso. Há dois anos, um membro das Farc foi descoberto pela polícia em meio aos sem-terra gaúchos. A combinação entre teoria e prática deixa poucas dúvidas sobre os propósitos do MST. O movimento, que seduziu a intelectualidade nos anos 80 e caiu nas graças do povão na década seguinte, está marchando para a guerrilha rural. Diz o filósofo Roberto Romano: "O MST está se filiando à tradição leninista de tomada violenta do poder por meio de uma organização centralizada e autoritária".
Fotos Antonio Scorza/AFP e Dida Sampaio/AE
O CHEFÃO E O PRESIDENTE: O comandante-em-chefe do MST, João Pedro Stedile, e o presidente Lula com um boné do movimento: simpatia recíproca, alianças, muitos cargos no Incra para os sem-terra e trégua nos ataques ao governo
A estratégia da guerrilha é um sucesso recente nos pampas graças a sua eficácia. As invasões e os acampamentos têm funcionado em muitos casos. Em novembro passado, após cinco anos de guerra com o MST, o fazendeiro Alfredo Southall resolveu vender a Estância do Céu ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). "Cansei da batalha. Joguei a toalha", desabafa. Suas terras serão transformadas em um assentamento para 600 famílias. O fazendeiro gaúcho Paulo Guerra teve sua fazenda invadida seis vezes desde 2004. Os invasores destruíram uma usina hidrelétrica e 300 quilômetros de cercas. Também queimaram dois caminhões, dois tratores e onze casas, além de abaterem 300 bois. "Minha família se dedica à fazenda há 100 anos. Podemos perder tudo, mas não vamos entregar nosso patrimônio ao MST", diz. Nos últimos dois anos, mais de 600 processos já foram abertos contra militantes do movimento. Uma ação judicial pede que o MST seja colocado na ilegalidade. Enquanto ela não é julgada, porém, os promotores têm conseguido impedir seus integrantes de circular em algumas regiões. "Não se trata de remover acampamentos. A intenção é desmontar bases usadas para cometer reiterados atos criminosos", justifica o promotor Luis Felipe Tesheiner.
O MST passa atualmente por uma curiosa transmutação política. Desde a chegada ao poder de Lula e do PT, aliados históricos do movimento, a sigla abrandou os ataques ao governo federal. A trégua, que beneficia a ambos, permitiu que os sem-terra apadrinhassem vinte dos trinta superintendentes regionais do Incra. É um comportamento muito diferente de quando o MST liderou as manifestações "Fora, FHC" e invadiu a fazenda do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002. O terrorismo agora é praticado preferencialmente no quintal de governadores de oposição a Lula, como a gaúcha Yeda Crusius e o paulista José Serra. A reputação do MST acompanha sua guinada violenta. Dez anos atrás, a maioria dos brasileiros simpatizava com a sigla. Agora, a selvageria, aliada à extraordinária mobilidade que levou 14 milhões de pessoas a ascender socialmente nos últimos anos, mudou a imagem do movimento. Pesquisa do Ibope realizada no ano passado mostra que metade dos entrevistados é contra os sem-terra. O MST, hoje, é visto como sinônimo de violência. "As pessoas descobriram que é possível melhorar de vida sem que para isso seja necessário fazer uma revolução", diz o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro. Às vezes é preciso tempo para enxergar o óbvio.
Fonte: VEJA Edição 2097, de 28 Jan 09
Como roubar, fraudar cadastros do governo e até fabricar bombas e trincheiras – está tudo na cartilha secreta do MST apreendida pela polícia.
A fazenda Estância do Céu era uma típica propriedade dos pampas gaúchos. Localizada em São Gabriel, a 320 quilômetros de Porto Alegre, seus 5 000 hectares eram ocupados por 10 000 bois e 6 000 carneiros que pastavam entre plantações de arroz e soja. O cenário, de tão bucólico, parecia um cartão-postal. Tudo mudou na fria e ensolarada manhã do dia 14 de abril passado. Por volta das 7 horas, 800 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, invadiram a propriedade aos gritos. "Nós ganhamos. Ganhamos dos porcos. A fazenda é nossa." Armados com foices, facões, estilingues, bombas, rojões, lanças, machados, paus e escudos, os sem-terra transformaram a Estância do Céu em um inferno. Alimentos e produtos agrícolas foram saqueados. As telhas da sede da fazenda foram roubadas. Os sem-terra picharam paredes, arrancaram portas e janelas e espalharam fezes pelo chão. Bombas caseiras foram escondidas em trincheiras. Animais de estimação, abatidos a golpes de lança, foram jogados em poços de água potável. Quatro dias depois, quando a polícia finalmente conseguiu retirar os sem-terra da fazenda, só sobravam ruínas.
A barbárie, embora não seja exatamente uma novidade na trajetória do MST, é um retrato muito atual do movimento, que festejou seu aniversário de 25 anos na semana passada. Suas ações recentes, repletas de explosão e fúria, já deixaram evidente que a organização não é mais o agrupamento romântico que invadia fazendas apenas para pressionar governos a repartir a terra. Agora, documentos internos do MST, apreendidos por autoridades gaúchas nos últimos seis anos e obtidos por VEJA, afastam definitivamente a hipótese de a selvageria ser obra apenas daquele tipo de catarse que, às vezes, animaliza as turbas. O modo de agir do MST, muito parecido com o de grupos terroristas, é uma estratégia. A papelada – cadernos, agendas e textos esparsos que somam mais de 400 páginas – é uma mistura de diário e manual da guerrilha. Parece até uma versão rural, porém rudimentar, do texto O Manual do Guerrilheiro Urbano, escrito por Carlos Marighella e bússola para os grupos que combateram o regime militar (1964-1985). Os documentos explicam por que as ações criminosas do movimento seguem sempre um mesmo padrão.
O registro mais revelador sobre a face guerrilheira do MST é formado por quatro cadernos apreendidos pela polícia com os invasores da Estância do Céu em maio passado. As 69 páginas, todas manuscritas, revelam uma rotina militarizada – e bandida. "Muita arma no acampamento", escreveu Adriana Cavalheiro, gaúcha de cerca de 40 anos, uma das líderes da invasão, ligada aos dirigentes do MST Mozart Dietrich e Edson Borba. Em outro trecho, em forma de manual, o texto orienta os militantes sobre como agir diante da chegada da polícia. "Mais pedra, ferros nas trincheiras (...) Zinco como escudo (...) Bombas tem um pessoal que é preparado. Manter a linha, o controle de horas e 800 ml", anotou a militante, descrevendo a fórmula das bombas artesanais, produzidas com garrafas de plástico e líquido inflamável. O manual orienta os militantes a consumir o que é roubado para evitar a prisão em flagrante. Também dá instruções (veja trechos) sobre como fraudar o cadastro do governo para receber dinheiro público. Há até dicas sobre políticos que devem ser acionados em caso de emergência. Basta chamar o deputado federal Adão Pretto e o ex-deputado estadual Frei Sérgio. Ganha um barraco de lona preta quem souber o partido da dupla.
Em seus capítulos não contemplados pelo Código Penal, o manual expõe uma organização claramente assentada sobre um tripé leninista, com doutrinação política, centralismo duro e vida clandestina. Além de teorias esquerdistas, repletas de homenagens a Che Guevara e Zumbi dos Palmares, há relatos de espionagem e tribunais de disciplina. Uma militante, que precisou de "licença" de um mês para fazer uma cirurgia, só foi autorizada a realizar o tratamento com a condição de que ele fosse feito num único dia. Brigas, investigações internas e punições também explicitam o rígido e desumano controle exercido sobre suas fileiras. "Assim como nas favelas controladas pelo narcotráfico, o MST atua como polícia e juiz ao impor e fiscalizar seu código de conduta", afirma o filósofo Denis Rosenfield. Exagero? Talvez não. Dos 800 invasores que depredaram a fazenda Estância do Céu, por exemplo, 673 já foram identificados. Nada menos que 168 tinham passagem pela polícia. Havia antecedentes de furto, roubo e até estupro. "O MST é formado por alguns desvalidos, vários aproveitadores e muitos bandidos", diz o promotor Gilberto Thums, do Ministério Público gaúcho. "Eles usam táticas de guerrilha rural para tomar territórios escolhidos pelos líderes."
Embora raramente sejam expostos à luz, manuais de guerrilha são lidos como best-sellers nos acampamentos. Também no Rio Grande do Sul, berço e laboratório do MST, a polícia apreendeu três documentos que registram o lastro teórico de sua configuração de guerra. O mais recente, apreendido em julho passado, orienta os militantes a "se engajar na derrubada de inimigos estratégicos". Os inimigos, claro, não se resumem aos gatinhos das fazendas ocupadas pelo MST. O objetivo é a "derrota da burguesia", o "controle do estado" e a "implantação do socialismo". O documento lista exemplos de como "interromper as comunicações do inimigo" e "incendiar as proximidades para tornar o ambiente irrespirável". Pode não ser obra do acaso. Há dois anos, um membro das Farc foi descoberto pela polícia em meio aos sem-terra gaúchos. A combinação entre teoria e prática deixa poucas dúvidas sobre os propósitos do MST. O movimento, que seduziu a intelectualidade nos anos 80 e caiu nas graças do povão na década seguinte, está marchando para a guerrilha rural. Diz o filósofo Roberto Romano: "O MST está se filiando à tradição leninista de tomada violenta do poder por meio de uma organização centralizada e autoritária".
Fotos Antonio Scorza/AFP e Dida Sampaio/AE
O CHEFÃO E O PRESIDENTE: O comandante-em-chefe do MST, João Pedro Stedile, e o presidente Lula com um boné do movimento: simpatia recíproca, alianças, muitos cargos no Incra para os sem-terra e trégua nos ataques ao governo
A estratégia da guerrilha é um sucesso recente nos pampas graças a sua eficácia. As invasões e os acampamentos têm funcionado em muitos casos. Em novembro passado, após cinco anos de guerra com o MST, o fazendeiro Alfredo Southall resolveu vender a Estância do Céu ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). "Cansei da batalha. Joguei a toalha", desabafa. Suas terras serão transformadas em um assentamento para 600 famílias. O fazendeiro gaúcho Paulo Guerra teve sua fazenda invadida seis vezes desde 2004. Os invasores destruíram uma usina hidrelétrica e 300 quilômetros de cercas. Também queimaram dois caminhões, dois tratores e onze casas, além de abaterem 300 bois. "Minha família se dedica à fazenda há 100 anos. Podemos perder tudo, mas não vamos entregar nosso patrimônio ao MST", diz. Nos últimos dois anos, mais de 600 processos já foram abertos contra militantes do movimento. Uma ação judicial pede que o MST seja colocado na ilegalidade. Enquanto ela não é julgada, porém, os promotores têm conseguido impedir seus integrantes de circular em algumas regiões. "Não se trata de remover acampamentos. A intenção é desmontar bases usadas para cometer reiterados atos criminosos", justifica o promotor Luis Felipe Tesheiner.
O MST passa atualmente por uma curiosa transmutação política. Desde a chegada ao poder de Lula e do PT, aliados históricos do movimento, a sigla abrandou os ataques ao governo federal. A trégua, que beneficia a ambos, permitiu que os sem-terra apadrinhassem vinte dos trinta superintendentes regionais do Incra. É um comportamento muito diferente de quando o MST liderou as manifestações "Fora, FHC" e invadiu a fazenda do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002. O terrorismo agora é praticado preferencialmente no quintal de governadores de oposição a Lula, como a gaúcha Yeda Crusius e o paulista José Serra. A reputação do MST acompanha sua guinada violenta. Dez anos atrás, a maioria dos brasileiros simpatizava com a sigla. Agora, a selvageria, aliada à extraordinária mobilidade que levou 14 milhões de pessoas a ascender socialmente nos últimos anos, mudou a imagem do movimento. Pesquisa do Ibope realizada no ano passado mostra que metade dos entrevistados é contra os sem-terra. O MST, hoje, é visto como sinônimo de violência. "As pessoas descobriram que é possível melhorar de vida sem que para isso seja necessário fazer uma revolução", diz o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro. Às vezes é preciso tempo para enxergar o óbvio.
Fonte: VEJA Edição 2097, de 28 Jan 09
Utilidade Pública
DICAS DE COMO ECONIZAR ENERGIA
Fonte:Reduz Energia
No ar condicionado
O condicionador de ar é um dos eletrodomésticos de maior consumo de energia. Utilize-o apenas o estritamente necessário.
Mantenha portas e janelas bem fechadas para evitar entrada de ar do ambiente externo.
Verifique o correto funcionamento do termostato; regulando-o adequadamente (25º).
Se possível, instale o aparelho onde ele não fique exposto ao sol.
No chuveiro
O chuveiro elétrico é responsável por cerca de 25% do consumo de uma residência.
Limite seu tempo debaixo da água quente ao mínimo indispensável.
Não tente aproveitar uma resistência queimada, isso aumenta o consumo.
Nos dias quentes, mantenha a chave de temperatura na posição "verão" (na posição "inverno", o consumo é aproximadamente 30% maior).
No televisor
O televisor é responsável por cerca de 5 a 15% do consumo total de uma residência.
Não deixe o televisor ligado sem necessidade.
Não durma com o televisor ligado.
Evite acidentes. Não tente consertar o televisor: mesmo desligado existe o risco de choque.
Na geladeira
A geladeira é responsável por cerca de 30% do consumo total de uma residência.
Coloque a geladeira em local ventilado, afastada de paredes, fora do alcance dos raios solares e distante de fogões e estufas.
Não use a parte traseira da geladeira para secar panos ou roupas.
Não deixe aberta, nem fique abrindo desnecessariamente.
Não coloque alimentos quentes na geladeira.
Verifique se as borrachas de vedação da porta estão em bom estado.
Descongele sua geladeira regularmente.
Observe as recomendações do fabricante.
Na máquina de lavar
A máquina de lavar roupa consome 2 a 5% do consumo total de uma residência.
Procure lavar de uma só vez a quantidade de roupa indicada pelo fabricante.
Utilize a dosagem correta de sabão para que você não tenha de repetir a operação enxaguar.
Leia com atenção o manual do fabricante para tirar maior proveito de sua máquina de lavar.
Na iluminação
Iluminação é responsável por cerca de 20% do consumo total de uma residência. Habitue-se a AP a apagar as lâmpadas dos ambientes desocupados.
Evite acender qualquer lâmpada durante o dia, utilizando melhor a iluminação natural.
As lâmpadas fluorescentes dão melhor resultado, duram mais e gastam menos energia.
E lembre-se: lâmpadas de maior potência consomem mais energia.
Planilha comparativa de lâmpadas
Lâmpada normal
Lâmpada eficiente
Incandescente de 40W
Fluorescente compacta de 9W
Incandescente de 60W
Fluorescente compacta de 15W
Incandescente de 100W
Fluorescente compacta de 23W
Fluorescente de 20W
Fluorescente de 16W
Fluorescente de 40W
Fluorescente de 32W
No ferro elétrico
O ferro elétrico é responsável por cerca de 5 a 7% do consumo total de uma residência. Habitue-se acumular a maior quantidade possível de roupas, para passá-las de uma só vez.
Use a temperatura indicada para cada tipo de tecido, no caso de ferro automático.
Quando precisar interromper o serviço, desligue o ferro.
Fonte:Reduz Energia
No ar condicionado
O condicionador de ar é um dos eletrodomésticos de maior consumo de energia. Utilize-o apenas o estritamente necessário.
Mantenha portas e janelas bem fechadas para evitar entrada de ar do ambiente externo.
Verifique o correto funcionamento do termostato; regulando-o adequadamente (25º).
Se possível, instale o aparelho onde ele não fique exposto ao sol.
No chuveiro
O chuveiro elétrico é responsável por cerca de 25% do consumo de uma residência.
Limite seu tempo debaixo da água quente ao mínimo indispensável.
Não tente aproveitar uma resistência queimada, isso aumenta o consumo.
Nos dias quentes, mantenha a chave de temperatura na posição "verão" (na posição "inverno", o consumo é aproximadamente 30% maior).
No televisor
O televisor é responsável por cerca de 5 a 15% do consumo total de uma residência.
Não deixe o televisor ligado sem necessidade.
Não durma com o televisor ligado.
Evite acidentes. Não tente consertar o televisor: mesmo desligado existe o risco de choque.
Na geladeira
A geladeira é responsável por cerca de 30% do consumo total de uma residência.
Coloque a geladeira em local ventilado, afastada de paredes, fora do alcance dos raios solares e distante de fogões e estufas.
Não use a parte traseira da geladeira para secar panos ou roupas.
Não deixe aberta, nem fique abrindo desnecessariamente.
Não coloque alimentos quentes na geladeira.
Verifique se as borrachas de vedação da porta estão em bom estado.
Descongele sua geladeira regularmente.
Observe as recomendações do fabricante.
Na máquina de lavar
A máquina de lavar roupa consome 2 a 5% do consumo total de uma residência.
Procure lavar de uma só vez a quantidade de roupa indicada pelo fabricante.
Utilize a dosagem correta de sabão para que você não tenha de repetir a operação enxaguar.
Leia com atenção o manual do fabricante para tirar maior proveito de sua máquina de lavar.
Na iluminação
Iluminação é responsável por cerca de 20% do consumo total de uma residência. Habitue-se a AP a apagar as lâmpadas dos ambientes desocupados.
Evite acender qualquer lâmpada durante o dia, utilizando melhor a iluminação natural.
As lâmpadas fluorescentes dão melhor resultado, duram mais e gastam menos energia.
E lembre-se: lâmpadas de maior potência consomem mais energia.
Planilha comparativa de lâmpadas
Lâmpada normal
Lâmpada eficiente
Incandescente de 40W
Fluorescente compacta de 9W
Incandescente de 60W
Fluorescente compacta de 15W
Incandescente de 100W
Fluorescente compacta de 23W
Fluorescente de 20W
Fluorescente de 16W
Fluorescente de 40W
Fluorescente de 32W
No ferro elétrico
O ferro elétrico é responsável por cerca de 5 a 7% do consumo total de uma residência. Habitue-se acumular a maior quantidade possível de roupas, para passá-las de uma só vez.
Use a temperatura indicada para cada tipo de tecido, no caso de ferro automático.
Quando precisar interromper o serviço, desligue o ferro.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
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Vale a pena Ler de novo
Minas EnigmaFernando Sabino
Minas além do som, Minas Gerais (Carlos Drummond de Andrade)
Se sou mineiro? Bem, é conforme, dona. (Sei lá por que ela está perguntando?) Sou de Belzonte, uai.
Tudo é conforme. Basta nascer em Minas para ser mineiro? Que diabo é ser mineiro, afinal? Inglês misturado com oriental? É fumar cigarro de palha, como o poeta Emílio, de Dores do Indaiá? Autran fuma cachimbo. Tem até quem fume cigarro americano. (No bairro do Calafate havia uma fábrica de "Camel".) Em suma: ser mineiro é esperar pela cor da fumaça. É dormir no chão para não cair da cama. É plantar verde pra colher maduro. É não meter a mão em cumbuca. Não dar passo maior que as pernas. Não amarrar cachorro com lingüiça.
Porque mineiro não prega prego sem estopa. Mineiro não dá ponto sem nó. Mineiro não perde trem.
Mas compra bonde.
Compra. E vende pra paulista.
Evém mineiro. Ele não olha: espia. Não presta atenção: vigia só. Não conversa: confabula. Não combina: conspira. Não se vinga: espera. Faz parte do decálogo, que alguém já elaborou. E não enlouquece: piora. Ou declara, conforme manda a delicadeza. No mais, é confiar desconfiando. Dois é bom, três é comício. Devagar que eu tenho pressa.
Apólogo mineiro: o boi velho e o boi jovem, no alto do morro — lá embaixo uma porção de vacas pastando. O boizinho, incontido:
— Vamos descer correndo, correndo e pegar umas dez?
E o boizão, tranqüilamente:
— Não: vamos descer devagar, e pegar todas.
Mais vale um pássaro na mão. A Academia Mineira, há tempos, pagava um jeton ridículo: duzentos cruzeiros — antigos, é lógico. Um dos imortais, indignado, discursava o seu protesto:
— Precisamos dar um jeito nisso! Duzentos cruzeiros é uma vergonha! Ou quinhentos cruzeiros, ou nada!
Ao que um colega prudentemente aparteou:
— Pera lá: ou quinhentos cruzeiros, ou duzentos mesmo...
Biografia - Davi - Gente que mudou a História
Davi (Rei de Israel) 1015 - 975 a. C.
Bíblico rei judeu nascido em Belém, na Judéia, tido como fundador do poder militar judaico e símbolo da aliança entre Deus e seu povo. Sua história é narrada na Bíblia, nos livros I e II de Samuel. Harpista na corte do rei Saul, primeiro rei de Israel, na guerra contra os filisteus, armado com uma funda, matou Golias, o gigantesco campeão dos inimigos. Essa vitória e outras que se seguiram despertaram o entusiasmo do povo. Enciumado, o rei resolveu eliminar o rapaz, embora este tivesse se casado com sua filha Micol e fosse amigo de seu filho Jônatas. Fugindo então da corte, viveu em seguida em vários lugares, enquanto seus partidários tornavam-se cada vez mais numerosos. Depois da morte do rei e seu filho em luta contra os filisteus, regressou à Judéia e sua tribo o nomeou rei, ao mesmo tempo em que as tribos restantes elegiam Isbaal, outro filho de Saul. Na guerra que se seguiu, Isbaal foi morto e assim ele tornou-se rei de Israel, fixando a capital em Jerusalém, que conquistou dos jebuseus, e para lá transferindo a Arca da Aliança, maior símbolo religioso dos israelitas. Como soberano foi um notável administrador e também muito culto. Poeta e músico, foi o principal criador das composições que formam o Livro dos Salmos, 150 poemas líricos do Antigo Testamento, primitivamente escritos em hebraico por autores diversos, mas na maioria, a ele atribuídos. Estes salmos eram cantados nos ofícios divinos do templo de Jerusalém, e depois foram aceitos pelas Igrejas cristãs como parte de sua liturgia. Seu primeiro filho Absalão, julgando-o velho para governar, tentou usurpar-lhe o trono a força, mas depois de fracassado foi obrigado a fugir e acabou morto por um general do exército real, apesar das ordens em contrário. Antes de morrer ungiu como rei seu segundo filho, Salomão, filho de seu adultério com Betsabéia, mulher de Urias, seu general, morto indiretamente por ordem do soberano para que este pudesse ficar legalmente com a viúva. Do grande e sábio Salomão descenderia mais tarde Maria e José.
Bíblico rei judeu nascido em Belém, na Judéia, tido como fundador do poder militar judaico e símbolo da aliança entre Deus e seu povo. Sua história é narrada na Bíblia, nos livros I e II de Samuel. Harpista na corte do rei Saul, primeiro rei de Israel, na guerra contra os filisteus, armado com uma funda, matou Golias, o gigantesco campeão dos inimigos. Essa vitória e outras que se seguiram despertaram o entusiasmo do povo. Enciumado, o rei resolveu eliminar o rapaz, embora este tivesse se casado com sua filha Micol e fosse amigo de seu filho Jônatas. Fugindo então da corte, viveu em seguida em vários lugares, enquanto seus partidários tornavam-se cada vez mais numerosos. Depois da morte do rei e seu filho em luta contra os filisteus, regressou à Judéia e sua tribo o nomeou rei, ao mesmo tempo em que as tribos restantes elegiam Isbaal, outro filho de Saul. Na guerra que se seguiu, Isbaal foi morto e assim ele tornou-se rei de Israel, fixando a capital em Jerusalém, que conquistou dos jebuseus, e para lá transferindo a Arca da Aliança, maior símbolo religioso dos israelitas. Como soberano foi um notável administrador e também muito culto. Poeta e músico, foi o principal criador das composições que formam o Livro dos Salmos, 150 poemas líricos do Antigo Testamento, primitivamente escritos em hebraico por autores diversos, mas na maioria, a ele atribuídos. Estes salmos eram cantados nos ofícios divinos do templo de Jerusalém, e depois foram aceitos pelas Igrejas cristãs como parte de sua liturgia. Seu primeiro filho Absalão, julgando-o velho para governar, tentou usurpar-lhe o trono a força, mas depois de fracassado foi obrigado a fugir e acabou morto por um general do exército real, apesar das ordens em contrário. Antes de morrer ungiu como rei seu segundo filho, Salomão, filho de seu adultério com Betsabéia, mulher de Urias, seu general, morto indiretamente por ordem do soberano para que este pudesse ficar legalmente com a viúva. Do grande e sábio Salomão descenderia mais tarde Maria e José.
"ENTRE ASPAS"
Cala-te Boca...
Uma modelo,desta bem afetada,quando não era conhecida,vivia torrando a paciência de assessores de imprensa e fotógrafos,para aparecer na mídia,hoje,famosa,evita de todas as formas,estes encontros com a imprensa,achando-se por demais, a sua vida devassada.Usa perucas diversas,óculos escuro,chapéus,evitando o que sempre buscou,E o público fascinado,faz e,aceita os seus caprichos.Engraçado,quando não tinha fama,procurava,agora que se tornou “celebridade”esforça-se para ser excêntrica ao máximo,tanto que nos desfiles e,eventos convidados,isola-se das demais,pois acha-se superior as outras colegas.Caso típico de frescura aguda e falta de personalidade extrema,exigindo, inclusive dos promotores dos eventos,distância das demais,ao ponto de ter seus camarins separados dos demais.Estes casos são comuns no meio artístico,existem cantores que não usam determinadas cores em seu vestuário,esquecendo-se que quando não tinha a fama e,a popularidade de agora,chegaram a dormir em bancos de praça e sem ter nada para cobrir-se e comer.Hoje exigem água mineral importada,linho branco,toalhas brancas,rosas no camarim,enfim,todo tipo de excentricidade,para não dizer,frescura que a vida pode proporcionar.Esquecendo-se das suas origens,pois nenhum deles,nasceu estrela.A convivência com a fama,manter a humildade,é coisa para poucos,pois isto é uma questão de berço.Educação doméstica.Esquecendo-se que o tempo irá passar e,a fama e a fortuna,se tornarão efêmera e terão que aprender a conviver com isso.Muitos superam,outros não.Vivem a vida inteira em busca do sucesso,quando consegue,esnoba.Coisa de gente idiota...rss
Uma modelo,desta bem afetada,quando não era conhecida,vivia torrando a paciência de assessores de imprensa e fotógrafos,para aparecer na mídia,hoje,famosa,evita de todas as formas,estes encontros com a imprensa,achando-se por demais, a sua vida devassada.Usa perucas diversas,óculos escuro,chapéus,evitando o que sempre buscou,E o público fascinado,faz e,aceita os seus caprichos.Engraçado,quando não tinha fama,procurava,agora que se tornou “celebridade”esforça-se para ser excêntrica ao máximo,tanto que nos desfiles e,eventos convidados,isola-se das demais,pois acha-se superior as outras colegas.Caso típico de frescura aguda e falta de personalidade extrema,exigindo, inclusive dos promotores dos eventos,distância das demais,ao ponto de ter seus camarins separados dos demais.Estes casos são comuns no meio artístico,existem cantores que não usam determinadas cores em seu vestuário,esquecendo-se que quando não tinha a fama e,a popularidade de agora,chegaram a dormir em bancos de praça e sem ter nada para cobrir-se e comer.Hoje exigem água mineral importada,linho branco,toalhas brancas,rosas no camarim,enfim,todo tipo de excentricidade,para não dizer,frescura que a vida pode proporcionar.Esquecendo-se das suas origens,pois nenhum deles,nasceu estrela.A convivência com a fama,manter a humildade,é coisa para poucos,pois isto é uma questão de berço.Educação doméstica.Esquecendo-se que o tempo irá passar e,a fama e a fortuna,se tornarão efêmera e terão que aprender a conviver com isso.Muitos superam,outros não.Vivem a vida inteira em busca do sucesso,quando consegue,esnoba.Coisa de gente idiota...rss
Um futuro bem próximo
Venezuela enfrenta desafio de reduzir dependência do petróleoClaudia Jardim:De Caracas para a BBC Brasil
Há uma década, o país que é o 5º exportador mundial de petróleo
Quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, abriu a sessão da bolsa de valores de Nova York em 1999, a crítica feroz ao capitalismo, presente em seus discursos dos últimos anos, passava longe do vocabulário do mandatário.
Essa história mudou. Chávez, que hoje defende a implementação de um modelo socialista no país, admite que no início de seu governo havia um momento de "indefinições".
"Hoje não tenho dúvidas, esse é o caminho (...) o impulso dessa revolução já está dado, o que temos que dar é boa direção rumo ao socialismo bolivariano", afirmou o mandatário em recente entrevista concedida a um canal de TV local, ao avaliar seus dez anos na Presidência.
No entendimento do governo, a consolidação do socialismo deveria passar pela recuperação do papel do Estado na economia, em uma tentativa de inverter a doutrina liberal aplicada nas décadas anteriores, de acordo com a avaliação da historiadora Margarita López Maya, da Universidade Central da Venezuela.
"Agora estamos outra vez em um processo de centralização do Estado na regulação de todos os âmbitos da vida nacional", afirmou López Maya à BBC Brasil.
Nacionalizações
Para recuperar o papel do Estado na economia o governo adotou como medida a re-estatização dos setores considerados estratégicos. Foram re-estatizadas as companhias de telecomunicações e de eletricidade, a Faixa Petrolífera do rio Orinoco (que em 2010 poderá ser certificada como a maior reserva petrolífera do mundo), a maior indústria siderúrgica do país e três empresas de cimento.
Para o economista Andrés Santeliz, professor da Universidade Central da Venezuela (UCV), com exceção do setor petrolífero, peça-chave da economia venezuelana, a medida não ataca o principal problema econômico do país, que a seu ver é o incremento da produção.
"Os recursos gastos nas re-estatizações seriam mais bem aproveitados se fossem aplicados em outras áreas de produção, para desenvolver infra-estruturas e moradias, por exemplo", afirmou.
Estima-se que o governo tenha investido cerca de US$ 6 bilhões em estatizações.
Diversificação da economia
Há uma década, quando Chávez assumiu o poder no país que é o quinto exportador mundial de petróleo, os principais desafios apontados pela sua equipe econômica eram tirar a Venezuela da recessão dos últimos anos e tornar a economia menos dependente do combustível. A promessa era "propiciar uma reativação econômica sobre bases sólidas e permanentes", diz o Programa Econômico de Transição 1999-2000.
A primeira tarefa o governo cumpriu. A economia se recuperou depois de enfrentar períodos de instabilidade política. O mais grave deles culminou em um fracassado golpe de Estado em 2002. Além disso, a Venezuela enfrentou uma greve do setor petrolífero entre 2002 e 2003, o que levou o país a uma recessão econômica com perda de 24% do PIB. A partir do terceiro trimestre de 2003 até o segundo trimestre de 2008, a economia Venezuela foi uma das que mais cresceram na América Latina, com uma média de 11,2%, números "sem precedentes na história" afirma o ex-diretor do Banco Central da Venezuela, Domingo Maza Zavala.
De acordo com relatório do BC divulgado ano passado, o crescimento é fruto indireto da bonança do setor petroleiro, e teria sido "estimulado pelo aumento de investimentos e o consumo" e também "pelo nível do gasto público associado à extensão dos programas sociais do governo". O gasto público que era de US$ 12 bilhões em 1998 saltou para US$ 140 bilhões em 2007, de acordo com dados da entidade financeira.
Mais dependência
O segundo e maior desafio, porém, que é reduzir o modelo de dependência do petróleo, a partir da diversificação da economia, continua. Na opinião do economista Enzo Del Búfalo, na última década essa transição se tornou ainda mais difícil. Quando Chávez assumiu o poder, o preço do barril do petróleo era cotado em US$ 7. Com o aumento da demanda mundial e a guerra no Iraque, aliadas a políticas de ajuste da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o preço do barril disparou, chegando a US$ 147 em julho de 2008.
"Todo esse auge petroleiro não se traduziu no mais importante para a economia que são os investimentos", afirmou o economista. "O modelo rentista petroleiro longe de ser eliminado se acentuou nesses dez anos", acrescentou.
Atualmente, 94% das exportações são de origem petroleira. Para Del Búfalo, o governo não investiu no campo produtivo e a "tendência à desindustrialização" iniciada na década de 90 teria sido incrementada neste período.De acordo com Confederação Venezuelana de Indústrias, o setor foi o que menos cresceu na última década em relação aos demais setores como o comércio, manufaturas e financeiro, com uma queda de 44% das atividades sob a atual gestão.
Disputa política
Na avaliação de Del Búfalo, as dificuldades em estabelecer um projeto de desenvolvimento também estão relacionadas com a disputa política entre governo e o setor privado. O divórcio entre o governo e o setor empresarial teve início na crise política de 2002-2003, quando logo depois do golpe a federação de empresários Fedecamaras implementou, aliada à direção da estatal PDVSA, um boicote que tinha como objetivo derrocar o presidente venezuelano.
Uma das conseqüências dessa disputa, na opinião de Domingo Maza Zavala, ex-diretor do BC, é que "não há coordenação entre o setor público e privado, o que há é enfrentamento e ameaças de expropriação, de confisco das empresas (por parte do governo)", afirmou Maza Zavala.
O ministro de Relações Exteriores, Nicolas Maduro, um dos homens do "núcleo duro" do governo, responsabilizou, por sua vez, a "elite empresarial" pelas dificuldades de estabelecer um plano comum de produção voltado ao desenvolvimento do país.
"Nós temos uma burguesia parasitária, ‘Miameira', dependente da visão comercial dos Estados Unidos. Ainda não temos uma burguesia nacional como existe no Brasil", afirmou Maduro à BBC Brasil.
Controle de câmbio
Na avaliação do economista Mark Weisbrot, co-diretor do Centro de Pesquisas de Política Econômica (CEPR, na sigla em inglês) de Washington, um dos principais problemas da economia venezuelana é o controle de câmbio, implementado em 2003. Com o bolívar cotado a US$ 2,15, ao mesmo tempo que o governo conseguiu conter a fuga de capitais no período de instabilidade política, o controle cambial trouxe como consequência uma supervalorização da moeda, um dos fatores que na opinião de Weisbrot impedem a diversificação da economia.
"O controle de câmbio faz com que as importações sejam artificialmente mais baratas e que as exportações não petroleiras sejam muito caras, colocando os bens comerciais venezuelanos em uma situação de desvantagem tanto no mercado internacional como no mercado interno", afirmou.
"Isso dificulta a diversificação da economia e a possibilidade de romper com a dependência do petróleo, porque para isso é necessário uma taxa de câmbio mais competitiva", acrescentou.
Na prática, para o governo é mais barato importar que produzir, lógica que foi incrementada para suprir o déficit na oferta de alimentos e de outros bens e serviços ocasionados pelo aumento da demanda dos últimos anos.Impulsionado pelo crescimento da economia, de 1998 a 2007 o consumo dos venezuelanos se incrementou em 18,7%, de acordo com o ministério de Finanças.
Crise financeira
Com o fim do boom petroleiro ocasionado pelo fim da crise financeira internacional, os especialistas afirmam que o governo terá que reajustar o orçamento, cuja base foi calculada com o preço do barril a US$60, e reduzir o gasto público. "Quando cair o gasto público, cairá a sustentação da demanda e por consequência a atividade econômica", afirma o ex-diretor do BC Maza Zavala.
Weisbrot acredita que o remédio para enfrentar a crise não é a retração do gasto, e sim mais investimentos. Para isso, o governo terá de criar um pacote de estímulos fiscais para reativar a economia. A longo prazo, o economista avalia que o governo terá de definir "uma estratégia clara de desenvolvimento" que inclua a indústria, o setor de tecnologia e a agricultura.
A desvalorização da moeda, defendida por alguns economistas, poderia ser uma receita amarga, advertem outros. Ao mesmo tempo que a medida tornaria o Bolívar mais barato e incentivaria o produção nacional, teria como conseqüência imediata o incremento da inflação, que só em 2008 registrou alta de 30%, com uma média na última década de 20,4%.
Acertando nos erros dos outros
Para analistas, erros da oposição fortaleceram ChávezClaudia Jardimde Caracas para a BBC Brasil
Chávez conta com enorme apoio popular na Venezuela
Além dos altos índices de popularidade, do controle sobre as Forças Armadas e da bonança do petróleo, o presidente da Venezuela Hugo Chávez contou com um elemento fundamental que colaborou para fortalecer seu poder ao longo da última década no país: o conjunto dos erros da oposição.
Na avaliação de analistas e políticos ouvidos pela BBC Brasil a tentativa, a qualquer preço, de derrubar o presidente e tirar a legitimidade de seu governo, aliada à divisão e a incapacidade desse grupo de propor um projeto alternativo ao chavismo, contribuíram para a consolidação da chamada revolução bolivariana.
O fracassado golpe de Estado, em abril de 2002, que chegou a afastar Chávez do poder por 48 horas, foi o primeiro e o principal erro da oposição na avaliação de Julio Borges, do partido opositor Primeiro Justiça (PJ) de centro-direita.
"O erro foi pensar que era preciso tirar Chávez do Palácio de Miraflores (sede do governo) quando o que tínhamos de ter feito era tirá-lo do coração das pessoas", afirmou Borges, da direção do partido.
Borges argumenta que a oposição ainda batalha para recuperar a confiança perdida junto à população no período de crise política no país.
"Ainda estamos pagando (pelo erro) porque ao final o que se produziu é que o país viu durante muitos anos que de um lado estava Chávez e o povo e do outro lado estava a oposição", acrescentou.
O golpe levou milhares de simpatizantes do presidente, provenientes fundamentalmente dos bairros pobres, a tomarem as ruas para exigir o regresso do mandatário ao Palácio de governo, episódio que fortaleceu o presidente.
A partir de então a polarização tomou conta da sociedade venezuelana e permitiu que a tese de que a disputa política na Venezuela também se tratava de uma batalha entre pobres (chavistas) e ricos (anti-chavistas) se fortalecesse.
Greve petroleira
Diferente da situação atual, em 2002, os partidos políticos eram um grupo minoritário na corrente opositora ao governo. Empresários, a cúpula da Igreja Católica e os meios de comunicação privados eram os grupos com maior poder de decisão.
"Todos eles tinham mais credibilidade do que os partidos políticos, porém, esses são setores que não foram feitos para negociar e sim para impor o seu ponto de vista", afirmou a historiadora Margarita López Maya, da Universidade Central da Venezuela.
Meses depois do golpe, a oposição organizou um locaute liderado pela federação de empresários Fedecamaras e pela direção da PDVSA, estatal petroleira responsável por 94% das divisas que ingressam ao país.
A medida, que tinha como objetivo levar à renúncia o presidente, afundou o país em uma crise econômica, com uma perda de 24% do Produto Interno Bruto (PIB) e de desabastecimento de alimentos e combustível.
"A teoria era de que não há governo na Venezuela que resista a três dias de greve petroleira. Chávez agüentou 62 dias (de locaute) e a greve morreu sozinha", afirmou o diretor do diário opositor Tal Cual, Teodoro Petkoff, ex-assessor de campanha do candidato presidencial Manuel Rosales.
Depois da greve, Chávez demitiu 18 mil funcionários da PDVSA e estabeleceu pleno controle da principal indústria do país, hoje um dos pilares de sustentação de seu governo.
Derrotas
Em 2004, a oposição acumulou mais uma derrota. Agrupados na organização civil Coordenadora Democrática, os opositores recolheram assinaturas e conseguiram submeter o mandato presidencial a referendo revogatório, em mais uma tentativa de encurtar o período de Chávez no poder. Foi o auge da polarização entre chavistas e anti-chavistas.
Chávez saiu vitorioso das urnas com 58,25% dos votos. Os opositores, porém, não acataram os resultados e acusaram o governo de ter manipulado a votação.
Teodoro Petkoff considera que, ao denunciar a fraude sem poder demonstrá-la, a oposição desqualificou a via eleitoral como alternativa à Chávez e desmobilizou seus eleitores para as eleições de governadores e prefeitos que ocorreram poucos meses depois.
"A abstenção nas eleições regionais foi tão grande que entregou de graça o controle do país a Chávez, sem oposição", afirmou. Na ocasião, os aliados do governo conquistaram 21 governos estaduais dos 23 em disputa.
A perda do espaço da oposição no Legislativo foi similar. Em 2005, buscando tirar a legitimidade da disputa para a eleição do novo Parlamento, os partidos opositores decidiram não participar do pleito, alegando que o sistema eleitoral era fraudulento. Até as eleições, a oposição controlava 45% das cadeiras na Assembléia Nacional.
A oposição "pensava que se as pessoas não participassem, o governo se deslegitimaria e perderia apoio popular, mas ao final quem perdeu credibilidade foi a própria oposição", afirmou Julio Borges (PJ).
Sem espaços institucionais para disputar politicamente com o chavismo, as ações da oposição de caráter público tiveram que limitar-se a manifestações de rua, em protestos que acabaram sendo ignorados pelo Executivo.
Nova oposição
A resistência da oposição à disputa eleitoral passou a mudar a partir de 2006, quando o candidato Manuel Rosales participou da eleição presidencial e aceitou a vitória - e reeleição - do presidente venezuelano com mais de 61% dos votos.
"Se marcou uma estratégia que admitia a democracia como caminho e o processo eleitoral como saída (para derrotar o chavismo)", afirmou Teodoro Petkoff, que assessorou Rosales durante a campanha eleitoral.
Mas foi a derrota do chavismo no referendo da reforma constitucional de 2007, porém, que deu novo fôlego à oposição, que passou a acreditar, ainda que com uma vitória apertada no pleito, que era possível vencer nas urnas.
"Pela primeira vez se ganhou uma de Chávez", disse Petkoff.
Os opositores do governo ganharam novos adeptos durante a campanha para modificar a Carta Magna. Primeiro o partido Podemos (social-democrata), que deixou a base governista e se aliou à oposição.
A outra ruptura veio com a saída do ex-ministro de Defesa Raul Isaías Baduel. O general, até então visto como um dos "heróis" que garantiram o regresso de Chávez ao poder durante o golpe, criticou o que chamou de "projeto autoritário" de Chávez e rompeu com o governo. Mas, diferente do que previam alguns analistas, Baduel tampouco foi aceito pela oposição.
"Em muitos casos os ataques contra mim provém mais da oposição do que do próprio governo", afirmou. Baduel defendeu a realização de uma nova Assembléia Constituinte para modificar a Constituição de 1999, proposta que não foi acolhida, até agora, pelos demais opositores.
Recuperação
Embalados com a vitória no referendo da reforma constitucional, os representantes anti-chavistas de maior peso conseguiram em alguns casos recuperar e, em outros, consolidar espaços de poder, nas eleições regionais realizadas em novembro do ano passado.
Manuel Rosales se consolidou como governador de ZuliaA vitória da oposição em cinco Estados e também da prefeitura da grande Caracas marcou uma mudança de atitude dos partidos opositores, inclusive da ala mais radical. "Foi a primeira vez nos últimos anos em que nenhum grupo opositor fez campanha pela abstenção", afirmou Julio Borges do PJ.
Ligado aos setores empresarial e agropecuário do Estado Zulia, Rosales se consolidou no poder local e entrou fortalecido na corrida às eleições presidenciais de 2013. Rosales - que é acusado de corrupção - conquistou a prefeitura de Maracaibo, capital zuliana e conseguiu eleger seu candidato Pablo Perez (ambos do partido Um Novo Tempo) como governador desse Estado.
No Estado de Miranda, um dos mais importantes do país, Capriles Radonski (PJ), saiu vitorioso, reforçando o peso de seu partido no campo opositor.
Em busca de um líder
Analistas consideram que a incapacidade de propor alternativas ao chavismo foi um dos principais fracassos da oposição.
Entre os anti-chavistas, há também muitos que acham que a oposição carece de um líder que seja capaz de unificá-los. Teodoro Petkoff admite que a única liderança existente no país, ainda que não concorde com ela, é a do presidente da República.
"A liderança de Chávez é massacrante, ao lado dele não cresce nada, por isso há tanta carência de referências políticas", afirmou.
Petkoff aposta que nos próximos quatro anos a oposição construirá uma candidatura presidencial viável, mas admite que, no momento, não há outro líder ou projeto no país comparáveis a Chávez e a revolução bolivariana.
"Ainda não há alternativa no país, há oposição, mas não há alternativa", afirmou Petkoff. "Todos os setores sociais que vão se desencantando (com o chavismo), quando olham para o outro lado, não vêem alternativa".
Para a historiadora Margarita López Maya, o desafio da oposição é entender que, no imaginário do venezuelano comum, a política liberal adotada nas décadas anteriores não seria aceita pelos venezuelanos. "Eles ainda não entenderam que, para os venezuelanos, este projeto está derrotado, que há que se pensar em um novo modelo", diz ela.
López Maya acredita que é necessário romper com o "messianismo" da era Chávez, mas a seu ver, "enquanto o governo tiver recursos e enquanto não houver uma oposição crível, os venezuelanos preferirão continuar como estão do que experimentar outras coisas", afirmou.
O opositor Julio Borges sintetiza o dilema vivido por seus aliados: "O problema é que os que não estão de acordo com Chávez ainda não se colocaram de acordo sobre o quê concordam. Sabem que não gostam disso (chavismo), mas o problema é: do que gostam então?".
Respeito à soberania do Brasil
Berlusconi diz que 'tentará de tudo' pela extradição de BattistiCesare Battisti havia sido preso no Rio de Janeiro em 2007
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, prometeu fazer todo o possível para conseguir a extradição de Cesare Battisti, que foi condenado à prisão perpétua na Itália pelo envolvimento em quatro assassinatos e obteve asilo político no Brasil no início deste mês.
O premiê, no entanto, afirmou que o caso não deve danificar “as excelentes e amigáveis relações bilaterais entre Brasil e Itália em nenhum setor de interesse recíproco”.
No comunicado à imprensa, Berlusconi disse que “é necessário que a questão continue se desenvolvendo em seu leito natural, o jurídico, em que a Itália tentará de tudo para obter a extradição de Battisti ao nosso país”.
“É fato bem conhecido que nesses dias o governo tenta todos os passos possíveis e necessários para tal finalidade, como a apresentação de um recurso ao Supremo Tribunal Federal…Esperamos o resultado confiantes.”
O asilo a Battisti foi concedido pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, alegando que Battisti poderia correr risco de vida se voltasse ao seu país.
Na quinta-feira, o STF deu ao governo italiano cinco dias para entrar com recurso contra a decisão de asilo.
Acusações
Ex-integrante de um grupo de extrema-esquerda, Battisti foi capturado no Rio de Janeiro em março de 2007, em uma operação que contou com a participação da Interpol e das polícias da Itália, do Brasil e da França.
Ele permanece detido em um presido em Brasília, enquanto aguarda a decisão do caso.
Na terça-feira passada, a Itália convocou para consultas seu embaixador em Brasília, Michele Valensise, em protesto contra a decisão do governo brasileiro de conceder asilo político a Battisti.
Na segunda-feira, o Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do processo de extradição de Battisti, pedido pela Justiça italiana.
Condenação
A decisão brasileira de conceder asilo conseguiu até mesmo unir forças políticas antagônicas na Itália, como partidos de centro-esquerda e centro-direita.
A Associação Italiana das Vítimas do Terrorismo emitiu uma nota em que afirma esperar que os "órgãos institucionais competentes italianos exerçam uma forte pressão contra o Poder Executivo brasileiro e tomem toda iniciativa possível para obter o respeito ao estado de direito italiano e à plena observação do direito internacional".
Cesare Battisti, de 52 anos, ex-militante do grupo Proletários Armados para o Comunismo, foi condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos, sendo dois deles como executor.
Os crimes foram cometidos entre 1977 e 1979, no período conhecido como anos de chumbo na Itália, durante a guerra do Estado contra grupos militantes de esquerda.
Em 1981, ele fugiu para a França e, quando estava para ser extraditado, fugiu para o Brasil, em 2004. A prisão ocorreu três anos depois, em um apartamento em Copacabana.
Muito longe da Paz


Após rompimento de trégua, Israel lança ataque aéreo sobre Gaza
Em Jerusalém*
Tropas israelenses entraram nesta terça-feira no início da tarde no sul da faixa de Gaza, a leste de Khan Yunes e, segundo testemunhas, abriram fogo contra uma fazenda situada no setor.
Helicóptero israelense faz patrulha sobre Gaza; palestino foi morto
Após a troca de ataques, acessos à faixa de Gaza foram fechados
ONU cobra ajuda humanitáriaSegundo fontes médicas, duas pessoas ficaram feridas num ataque aéreo israelense no sul da região. O ataque teria como alvo um palestino, supostamente membro do Hamas, que circulava de moto por Khan Yunes. Ele ficou gravemente ferido junto a outro transeunte.Antes, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, afirmou que seu país responderia ao ataque que matou um soldado de patrulha na fronteira com a faixa de Gaza. O exército israelense confirmou que outros três ficaram feridos na explosão de uma carga na fronteira com a faixa de Gaza."É um ataque sério. Não podemos aceitar, portanto responderemos a ele", declarou Barak, segundo um comunicado de seu ministério.Tzipi Livni, ministra das Relações Exteriores e chefe do Kadima, declarou: "Não me interessa quem o fez. Israel tem que responder".Pouco depois do ataque, os tanques e helicópteros israelenses abriram fogo na direção do sul da faixa de Gaza e mataram um agricultor palestino de 24 anos, indicaram fontes médicas. Ele foi alvo de tiros de um tanque israelense que acertaram sua casa ao leste de Deir el-Balah, no centro da região.Este incidente foi o ataque de maior violência desde que foi declarado um cessar-fogo em 18 de janeiro nos combates na faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, depois de uma ofensiva militar israelense de 22 dias. A ofensiva acabou com a morte de 1.400 palestinos, a maioria civis, e deixou mais de 5.000 feridos. Durante o conflito, morreram 13 israelenses - três civis e dez militares - e foram feridos mais de duzentos.Acessos fechadosApós os incidentes, Israel fechou todas as passagens e cruzamentos comerciais com a faixa de Gaza, confirmou o responsável israelense de coordenação das atividades do Governo nos territórios palestinos, Peter Lerner."Na manhã de hoje a parte israelense nos informou que as passagens não serão abertas até próximo aviso", declarou Raed Fatuh, diretor da Autoridade Palestina para a coordenação em Gaza.Fattouh lamentou que "mais uma vez isto signifique que a ajuda humanitária e o combustível não entrarão na faixa de Gaza".
Em Jerusalém*
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ONU cobra ajuda humanitáriaSegundo fontes médicas, duas pessoas ficaram feridas num ataque aéreo israelense no sul da região. O ataque teria como alvo um palestino, supostamente membro do Hamas, que circulava de moto por Khan Yunes. Ele ficou gravemente ferido junto a outro transeunte.Antes, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, afirmou que seu país responderia ao ataque que matou um soldado de patrulha na fronteira com a faixa de Gaza. O exército israelense confirmou que outros três ficaram feridos na explosão de uma carga na fronteira com a faixa de Gaza."É um ataque sério. Não podemos aceitar, portanto responderemos a ele", declarou Barak, segundo um comunicado de seu ministério.Tzipi Livni, ministra das Relações Exteriores e chefe do Kadima, declarou: "Não me interessa quem o fez. Israel tem que responder".Pouco depois do ataque, os tanques e helicópteros israelenses abriram fogo na direção do sul da faixa de Gaza e mataram um agricultor palestino de 24 anos, indicaram fontes médicas. Ele foi alvo de tiros de um tanque israelense que acertaram sua casa ao leste de Deir el-Balah, no centro da região.Este incidente foi o ataque de maior violência desde que foi declarado um cessar-fogo em 18 de janeiro nos combates na faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, depois de uma ofensiva militar israelense de 22 dias. A ofensiva acabou com a morte de 1.400 palestinos, a maioria civis, e deixou mais de 5.000 feridos. Durante o conflito, morreram 13 israelenses - três civis e dez militares - e foram feridos mais de duzentos.Acessos fechadosApós os incidentes, Israel fechou todas as passagens e cruzamentos comerciais com a faixa de Gaza, confirmou o responsável israelense de coordenação das atividades do Governo nos territórios palestinos, Peter Lerner."Na manhã de hoje a parte israelense nos informou que as passagens não serão abertas até próximo aviso", declarou Raed Fatuh, diretor da Autoridade Palestina para a coordenação em Gaza.Fattouh lamentou que "mais uma vez isto signifique que a ajuda humanitária e o combustível não entrarão na faixa de Gaza".
Cuidados com a pele
Protetor solar é item indispensável para quem vai à praiaAlém de evitar manchas e câncer de pele, o produto é considerado um ótimo antirugas.
Quem for pegar uma praia não pode esquecer de levar na bagagem o protetor solar. Além de evitar manchas e câncer de pele, o produto é considerado ainda um ótimo antirugas. O gesto que a cantora lírica Cristina Sorrentino repete em frente ao espelho virou rotina há apenas cinco anos, quando ela descobriu um aliado da beleza. "Cada vez que o verão ia embora eu ficava marcada com aquelas manchinhas indesejáveis. O protetor solar veio como uma arma contra aquilo”, disse Cristina. A proteção contra os raios solares é tão importante quanto o uso de hidratante para o rosto. Mas diante de tantas marcas e tipos é difícil escolher o produto mais adequado. Para fugir das dúvidas é fundamental conhecer o tipo de pele. Se a pele for oleosa, aposte no gel ou fluido de consistência bem leve, que devem ser reaplicados a cada duas horas. "O importante é que sempre na embalagem do produto para pele oleosa esteja escrito que é não comedogênico, o que quer dizer que não provoca cravos e espinhas”, explicou a dermatologista Márcia Donadussi. Para a pele seca o protetor pode ser mais cremoso e ajudar na hidratação. Já para as pessoas de pele mista, a recomendação é intercalar o gel no verão com o uso do creme no inverno. “A maioria das peles brasileiras varia entre mista a oleosa. Geralmente, a pele mista apresenta mais oleosidade na região da testa, do nariz e do queixo”, completou Márcia. A cor da pele é determinante para e escolha do protetor. “Peles mais escuras devem utilizar filtro solar pelo menos 15. Filtro solar menor de 15 não deve ser utilizado. Com base nisso, peles mais claras a gente pode optar por filtro 30 ou até muitas vezes 60, levando em consideração o tempo que a pessoa vai ficar exposta”, esclareceu Márcia. Para quem busca praticidade, há produtos com substâncias que combatem o envelhecimento e até tonalizantes. “Pode ser usado diariamente, até no lugar da base, da maquiagem e o que muitas vezes uniformiza a tonalidade da pele do rosto com o corpo. Muitas vezes o rosto estando protegido fica mais claro e, usando filtro solar tonalizante, a gente consegue uniformizar”, falou Márcia. A empresária Sandra Boni tem pele mista e experimentou vários produtos até descobrir o tipo ideal. Ela não se arrepende. “Hoje eu tenho responsabilidade comigo mesma. Gosto do meu rosto e da minha pele. Então, eu uso diariamente”, disse.
Somos bem melhor que isto
Campanha publicitária de rede italiana provoca protestosAs modelos aparecem nas fotos feitas na praia, no Rio de Janeiro, contracenando com homens vestidos como se fossem policiais militares.
Uma campanha publicitária de uma rede italiana de roupas femininas está provocando protestos. Nas fotos, as modelos aparecem na praia, no Rio de Janeiro, em poses consideradas um estímulo à violência contra a mulher. Elas contracenam com homens vestidos como se fossem policiais militares. As fotos foram feitas na praia de Ipanema. A campanha está sendo exibida em outdoors na cidade de Nápoles, na Itália. No Brasil, a repercussão foi negativa. A Secretaria Especial de Turismo do Rio de Janeiro informou que vai enviar à Embaixada italiana em Brasília um pedido de retirada imediata da propaganda das ruas. A secretaria considera que a campanha não só desrespeita a polícia fluminense como também compromete a imagem do Rio de Janeiro no exterior. A Polícia Militar também repudiou a campanha e disse que ainda não é possível afirmar se o uniforme é o oficial ou semelhante à farda da corporação. As imagens serão analisadas por especialistas. Nas ruas, as fotos provocaram indignação. “Isso é um grande desestímulo ao nosso turismo. Todos nós perdemos”, disse o morador.
Vai acabar recebendo medalha de Comendador
IMPUNIDADE TOTAL E IRRESTRITA
JUSTIÇA ARQUIVA MAIS UM PROCESSO CONTRA JOSÉ DIRCEU NA 15ª VARA* FEDERAL DE BRASÍLIA
Aristeu Moreira
A 15ª Vara Federal de Brasília decidiu arquivar o processo em que o ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, José Dirceu, era acusado por supostas irregularidades na liberação de verbas federais destinadas a Cruzeiro D'Oeste, cidade paranaense administrada por seu filho, o prefeito Zeca Dirceu (PT).A decisão judicial contempla, ainda, o prefeito Zeca Dirceu (recém reeleito), a exemplo do pai, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de improbidade administrativa.Cassado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2005, por suposta participação no chamado "mensalão", Dirceu comemora, assim, a terceira vitória em processos - duas só nesse início de ano. Há 15 dias, a 9ª Vara Justiça Federal, também de Brasília, já o havia excluído de ação por improbidade administrativa, movida pelo mesmo MPF.
E, em novembro do ano passado, a Justiça Federal determinou o arquivamento de processo penal no qual o ex-ministro sofria, de parte do MPF, a mesma acusação de improbidade administrativa e tráfico de influência.
*APENAS LEMBRAR QUE 'VARA' É TAMBÉM O COLETIVO DE PORCOS...
VIANNA
JUSTIÇA ARQUIVA MAIS UM PROCESSO CONTRA JOSÉ DIRCEU NA 15ª VARA* FEDERAL DE BRASÍLIA
Aristeu Moreira
A 15ª Vara Federal de Brasília decidiu arquivar o processo em que o ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, José Dirceu, era acusado por supostas irregularidades na liberação de verbas federais destinadas a Cruzeiro D'Oeste, cidade paranaense administrada por seu filho, o prefeito Zeca Dirceu (PT).A decisão judicial contempla, ainda, o prefeito Zeca Dirceu (recém reeleito), a exemplo do pai, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de improbidade administrativa.Cassado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2005, por suposta participação no chamado "mensalão", Dirceu comemora, assim, a terceira vitória em processos - duas só nesse início de ano. Há 15 dias, a 9ª Vara Justiça Federal, também de Brasília, já o havia excluído de ação por improbidade administrativa, movida pelo mesmo MPF.
E, em novembro do ano passado, a Justiça Federal determinou o arquivamento de processo penal no qual o ex-ministro sofria, de parte do MPF, a mesma acusação de improbidade administrativa e tráfico de influência.
*APENAS LEMBRAR QUE 'VARA' É TAMBÉM O COLETIVO DE PORCOS...
VIANNA
Modéstia na contabilidade
Entenda a esperteza dos banqueiros
Oragoo.net
O que é spread bancário?
O spread bancário (pronuncia-se spréd) é a diferença entre os juros cobrados pelos bancos nos empréstimos a pessoas físicas e jurídicas e as taxas pagas pelos bancos aos investidores que colocam seu dinheiro em aplicações do banco.
Quanto maior o spread bancário, maior é o lucro que os bancos têm nas operações de crédito. É por conta disso que o spread bancário brasileiro, um dos mais altos do mundo, é criticado por economistas independentes, líderes sindicais, empresários e pelo governo – o dinheiro que poderia estar movimentando a economia é “engolido” pelos bancos.
O que é spread bancário?
O spread bancário (pronuncia-se spréd) é a diferença entre os juros cobrados pelos bancos nos empréstimos a pessoas físicas e jurídicas e as taxas pagas pelos bancos aos investidores que colocam seu dinheiro em aplicações do banco.
Quanto maior o spread bancário, maior é o lucro que os bancos têm nas operações de crédito. É por conta disso que o spread bancário brasileiro, um dos mais altos do mundo, é criticado por economistas independentes, líderes sindicais, empresários e pelo governo – o dinheiro que poderia estar movimentando a economia é “engolido” pelos bancos.
Que maldade...rss
FRASE DO DIA !!!!!
"A SITUAÇÃO DOS MERCADOS FINANCEIROS É TÃO RUIM, TÃO RUIM, QUE JÁ HÁ MULHERES CASANDO POR AMOR"
"A SITUAÇÃO DOS MERCADOS FINANCEIROS É TÃO RUIM, TÃO RUIM, QUE JÁ HÁ MULHERES CASANDO POR AMOR"
Quando o banqueiro perde,ele empata
Ganho de banco no país é o mais alto do mundo
da Folha Online
Levantamento do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) mostra que o "spread" bancário no Brasil equivale a 11 vezes a taxa média registrada nos países desenvolvidos.
O "spread" representa a diferença entre o custo do dinheiro captado pelo banco e o custo efetivo do empréstimo repassado ao consumidor.
O estudo foi feito a pedido da Folha, que publica em sua edição deste domingo a reportagem com os resultados.
A média do "spread" brasileiro foi de 34,88 pontos percentuais em 2008, ante 3,16 pontos nos bancos de Primeiro Mundo. Mesmo considerando o grupo das nações em desenvolvimento, a diferença ainda é ampla: pelos cálculos do Iedi, a média simples das taxas de 62 países aponta para uma taxa de 6,55 pontos.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) contestou a metodologia do instituto, sob o argumento de que é impossível comparar "spreads" brutos.
A Federação reconheceu que a taxa brasileira é alta, devido aos juros altos, escala limitada e dificuldades para recuperação de ativos.
da Folha Online
Levantamento do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) mostra que o "spread" bancário no Brasil equivale a 11 vezes a taxa média registrada nos países desenvolvidos.
O "spread" representa a diferença entre o custo do dinheiro captado pelo banco e o custo efetivo do empréstimo repassado ao consumidor.
O estudo foi feito a pedido da Folha, que publica em sua edição deste domingo a reportagem com os resultados.
A média do "spread" brasileiro foi de 34,88 pontos percentuais em 2008, ante 3,16 pontos nos bancos de Primeiro Mundo. Mesmo considerando o grupo das nações em desenvolvimento, a diferença ainda é ampla: pelos cálculos do Iedi, a média simples das taxas de 62 países aponta para uma taxa de 6,55 pontos.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) contestou a metodologia do instituto, sob o argumento de que é impossível comparar "spreads" brutos.
A Federação reconheceu que a taxa brasileira é alta, devido aos juros altos, escala limitada e dificuldades para recuperação de ativos.
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