quinta-feira, 25 de setembro de 2008
O que vai nos sobrar...
Pelos indígenas O POVO Online - O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal, votou ontem, em Brasília, pela decretação da nulidade de todos os títulos de propriedade de fazendeiros instalados na Reserva dos Índios Pataxó Hã Hã Hãe, no Sul da Bahia. Eros Grau, relator da ação, baseou seu voto na constatação de que a Constituição de 1967 já previa que as terras indígenas deveriam ser preservadas. Ele lembrou que todos os títulos de propriedade da região são posteriores àquela Carta Magna e, por isso, devem ser anulados. O julgamento da ação, que tramita há 26 anos no Tribunal, foi suspenso por um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito.
Este é o País do faz de conta
Em depoimento de uma hora, sargento nega grampo e participação na ... G1.com.br - Em um depoimento de uma hora de duração, o terceiro-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo negou ter participado da Operação Satiagraha da Polícia Federal e garantiu ainda não ter qualquer envolvimento com os grampos ilegais contra políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Aos olhos dos "especialistas"
Medidas do Banco Central são vistas com bons olhos por especialistas A Tarde On Line - As medidas anunciadas nesta quarta-feira (24) pelo Banco Central para preservar o sistema financeiro brasileiro foram bem avaliadas por especialistas ouvidos pela Agência Brasil."As decisões ajudam a irrigar o sistema", explicou o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (ABEL) sobre o adiamento do recolhimento compulsório com alíquota de 20%, de 14 de novembro deste ano para 16 de janeiro de 2009. "O BC deixa de receber para que as empresas possam emprestar mais", concluiu.
Não se surpreendam com ele
Chávez diz ter acordado compra de aviões com a China G1.com.br - Pequim. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, assegurou hoje ter pactuado com a China a compra de aviões de treino e reconhecimento, um assunto sobre o qual Pequim não se pronunciou, após um dia marcado pela assinatura de acordos de petróleo.
Do Principado Civil
DE PRINCIPATU CIVILI - Nicolaus Maclavellus, ou Nicoló Macchiavelli foi um gênio. Ou alguém conhece escritor dos anos 1500 que seja tão atual quanto ele?
"Mas passando a outra parte, quando um cidadão privado, não por perfídia ou outra intolerável violência, porém com o favor de seus concidadãos, torna-se príncipe de sua pátria, o que se pode chamar principado civil (para tal se tornar, não é necessária muita virtude ou muita fortuna, mas antes uma astúcia afortunada) digo que se ascende a esse principado ou com o favor do povo ou com aquele dos grandes. Porque em toda cidade se encontram estas duas tendências diversas e isso resulta do fato de que o povo não quer ser mandado nem oprimido pelos poderosos e estes desejam governar e oprimir o povo: é destes dois anseios diversos que nasce nas cidades um dos três efeitos: ou principado, ou liberdade, ou desordem.
O principado é constituído ou pelo povo ou pelos grandes, conforme uma ou outra destas partes tenha oportunidade: vendo os grandes não lhes ser possível resistir ao povo, começam a emprestar prestígio a um dentre eles e o fazem príncipe para poderem, sob sua sombra, dar expansão ao seu apetite; o povo, também, vendo não poder resistir aos poderosos, volta a estima a um cidadão e o faz príncipe para estar defendido com a autoridade do mesmo. O que chega ao principado com a ajuda dos grandes se mantém com mais dificuldade daquele que ascende
ao posto com o apoio do povo, pois se encontra príncipe com muitos ao redor a lhe parecerem seus iguais e, por isso, não pode nem governar nem manobrar como entender. Mas aquele que chega ao principado com o favor popular, aí se encontra só e ao seu derredor não tem ninguém ou são pouquíssimos que não estejam preparados para obedecer. Além disso, sem injúria aos outros, não se pode honestamente satisfazer os grandes, mas sim pode-se fazer bem ao povo, eis que o objetivo deste é mais honesto daquele dos poderosos, querendo estes oprimir enquanto aquele apenas quer não ser oprimido. Contra a inimizade do povo um príncipe jamais pode estar garantido, por serem muitos; dos grandes, porém, pode se assegurar porque são poucos. O pior que pode um príncipe esperar do povo hostil é ser por ele abandonado; mas dos poderosos inimigos não só deve temer ser abandonado, como também deve recear que os mesmos se lhe voltem contra, pois que, havendo neles mais visão e maior astúcia, contam sempre com tempo para salvar-se e procuram adquirir prestígio junto àquele que esperam venha a vencer. Ainda, o príncipe tem de viver, necessariamente, sempre com o mesmo povo, ao passo que pode bem viver sem aqueles mesmos poderosos, uma vez que pode fazer e desfazer a cada dia esse seu poderio, dando-lhes ou tirando-lhes reputação, a seu alvedrio. E, para melhor esclarecer esta parte, digo que os grandes devem ser considerados em dois grupos principais: ou procedem por forma a se obrigarem totalmente à tua fortuna, ou não. Os que se obrigam e não são rapaces, devem ser considerados e amados. Os que não se obrigam devem ser encarados de dois modos: se fazem isso por pusilanimidade ou por natural defeito de espírito, deverás servir-te deles, máxime que são bons conselheiros, porque na prosperidade isso te honrará e na adversidade não precisarás temê-los. Mas quando eles, ardilosamente, não se obrigam por ambição, é sinal que pensam mais em si próprios do que em ti: desses deve o príncipe guardar-se temendo-os como se fossem inimigos declarados, porque sempre, na adversidade, ajudarão a arruiná-lo."
Textos do Livro - O Principe
"Mas passando a outra parte, quando um cidadão privado, não por perfídia ou outra intolerável violência, porém com o favor de seus concidadãos, torna-se príncipe de sua pátria, o que se pode chamar principado civil (para tal se tornar, não é necessária muita virtude ou muita fortuna, mas antes uma astúcia afortunada) digo que se ascende a esse principado ou com o favor do povo ou com aquele dos grandes. Porque em toda cidade se encontram estas duas tendências diversas e isso resulta do fato de que o povo não quer ser mandado nem oprimido pelos poderosos e estes desejam governar e oprimir o povo: é destes dois anseios diversos que nasce nas cidades um dos três efeitos: ou principado, ou liberdade, ou desordem.
O principado é constituído ou pelo povo ou pelos grandes, conforme uma ou outra destas partes tenha oportunidade: vendo os grandes não lhes ser possível resistir ao povo, começam a emprestar prestígio a um dentre eles e o fazem príncipe para poderem, sob sua sombra, dar expansão ao seu apetite; o povo, também, vendo não poder resistir aos poderosos, volta a estima a um cidadão e o faz príncipe para estar defendido com a autoridade do mesmo. O que chega ao principado com a ajuda dos grandes se mantém com mais dificuldade daquele que ascende
ao posto com o apoio do povo, pois se encontra príncipe com muitos ao redor a lhe parecerem seus iguais e, por isso, não pode nem governar nem manobrar como entender. Mas aquele que chega ao principado com o favor popular, aí se encontra só e ao seu derredor não tem ninguém ou são pouquíssimos que não estejam preparados para obedecer. Além disso, sem injúria aos outros, não se pode honestamente satisfazer os grandes, mas sim pode-se fazer bem ao povo, eis que o objetivo deste é mais honesto daquele dos poderosos, querendo estes oprimir enquanto aquele apenas quer não ser oprimido. Contra a inimizade do povo um príncipe jamais pode estar garantido, por serem muitos; dos grandes, porém, pode se assegurar porque são poucos. O pior que pode um príncipe esperar do povo hostil é ser por ele abandonado; mas dos poderosos inimigos não só deve temer ser abandonado, como também deve recear que os mesmos se lhe voltem contra, pois que, havendo neles mais visão e maior astúcia, contam sempre com tempo para salvar-se e procuram adquirir prestígio junto àquele que esperam venha a vencer. Ainda, o príncipe tem de viver, necessariamente, sempre com o mesmo povo, ao passo que pode bem viver sem aqueles mesmos poderosos, uma vez que pode fazer e desfazer a cada dia esse seu poderio, dando-lhes ou tirando-lhes reputação, a seu alvedrio. E, para melhor esclarecer esta parte, digo que os grandes devem ser considerados em dois grupos principais: ou procedem por forma a se obrigarem totalmente à tua fortuna, ou não. Os que se obrigam e não são rapaces, devem ser considerados e amados. Os que não se obrigam devem ser encarados de dois modos: se fazem isso por pusilanimidade ou por natural defeito de espírito, deverás servir-te deles, máxime que são bons conselheiros, porque na prosperidade isso te honrará e na adversidade não precisarás temê-los. Mas quando eles, ardilosamente, não se obrigam por ambição, é sinal que pensam mais em si próprios do que em ti: desses deve o príncipe guardar-se temendo-os como se fossem inimigos declarados, porque sempre, na adversidade, ajudarão a arruiná-lo."
Textos do Livro - O Principe
Edir Macedo prega que evangélicos tomem o poder
Deus tem um plano político para os fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e para os evangélicos que sejam seus aliados: governar o Brasil, segundo as palavras do bispo Edir Macedo, fundador e chefe da Igreja Universal, no livro "Plano de poder", lançado a
duas semanas das eleições.
A reportagem é de Tatiana Farah e publicada pelo jornal O Globo, 21-09-2008.
A partir de uma leitura política do Antigo Testamento, Macedo incita os evangélicos à mobilização partidária, seguindo o "projeto de nação" que Deus teria sonhado para os hebreus, que ele chama de cristãos. O livro tem co-autoria de Carlos Oliveira, diretor
presidente do jornal "Hoje em Dia", de Minas Gerais.
"Tudo é uma questão de engajamento, consenso e mobilização dos evangélicos. Nunca, em nenhum tempo da história do evangelho no Brasil, foi tão oportuno como agora chamá-los de forma incisiva a participar da política nacional", escreve Macedo, estimando em 40
milhões a comunidade de evangélicos no país:
"A potencialidade numérica dos evangélicos como eleitores pode decidir qualquer pleito
eletivo, tanto no Legislativo, quanto no Executivo, em qualquer que seja o escalão, municipal, estadual ou federal".
Sobrinho de Macedo, Marcelo Crivella disputa a prefeitura do Rio pelo PRB, partido ligado à Igreja Universal.
"Forte apelo emocional"- É para essa comunidade, que Macedo chama de cristãos com exclusividade (ele exclui os cristão católicos brasileiros), que Deus teria feito os planos de governo.
No texto - repleto de expressões de linguagem de marketing e administração -, Macedo lança as bases para uma militância evangélica político-partidária. Diz que no Brasil a comunidade é como um "gigante adormecido", que se mantém alheia ao processo eleitoral. Para o cientista político Roberto Romano, Macedo envia uma mensagem aos fiéis para que deixem de lado o pudor de lidar com a política.
— Antes, os protestantes acentuavam a ruptura com o mundo. A política, a idéia de quanto mais abençoado o homem, mais rico ou poderoso ele era, era jogada para o católico ou para o judeu. Os evangélicos estão mudando essa idéia. Agora, Macedo diz:
"Vocês jáforam conquistados para Jesus, sabem como isso os consola. Mas para que o `plano de Deus' se realize, temos de deixar de ter o pudor de mexer com a política".
Apesar do texto frio, recheado de expressões filosóficas como "contrato social" e comparações com Thomas Hobbes e Maquiavel,Romano aponta a paixão na retórica.
— Há um forte apelo emocional escondido nessa carapaça de raciocínio do livro, dizendo que as armas maquiavélicas da política devem ser usadas santamente a serviço de Deus.
A estrutura do pensamento é sempre esta, Deus propõe um contrato com o povo: "Se me reconhecerem, eu os cumularei de bênçãos".
Assim, Deus é que tem de receber o poder de volta. O programa político de Edir Macedo está posto aí — diz Romano. Professor de ética na Unicamp, Romano disse que foi bem escolhida por Macedo a época para lançar o livro, às vésperas da eleições.
Afirmou não estranhar o avanço da Igreja Universal sobre a política.
— É próprio do Edir Macedo usar essa terminologia de administração e marketing; ele usa isso na igreja dele, assim como a teologia sincrética. Essa teologia da prosperidade. Não me surpreende que esteja transformando essa bem-sucedida empresa em partido, em base política.
O professor alerta que a liderança do bispo Macedo está longe de ser inconteste.
— Os evangélicos têm todo o direito de tentar chegar ao poder, mas Edir Macedo está querendo dar o salto maior que a perna.
Mesmo igrejas pentecostais têm reservas em relação à Universal; nem estou falando do pastor Caio Fabio, cujas denúncias são uma bomba de explodir quartel. É improvável que a Iurd assuma um poder inconteste desses citados 40 milhões de evangélicos— avalia Romano.
Silvana Suaiden, professora titular de Teologia da PUC Campinas, vê fundamentalismo por parte de Macedo.
— O bispo Macedo faz uma leitura fundamentalista da Bíblia. O que ele entende por povo cristão? Para ele, é, sobretudo, o povo da Iurd.
Utilizar a Bíblia para amparar essa tese, principalmente nas eleições, quando existe esse projeto de sustentação da base de políticos evangélicos? É uma jogada.
A especialista explica:
— A Bíblia tem de ser lida no contexto em que foi escrita. Ler o Antigo Testamento e dizer que ali está escrito que Deus tem um plano para os cristãos, quando não há uma referência aos cristãos? Isso não tem sustentação teológica. Ele (Macedo) pode tentar explicar, mas
isso não existe. Pode servir ao discurso do pastor-candidato, mas não se sustenta teologicamente.
"Projeto de nação" divino- Nesse ponto, do "projeto de nação" do povo de Deus — previsto supostamente no Antigo Testamento —, Macedo se antecipa às críticas, não teológicas, mas políticas. Aos que diriam que os escolhidos, então, seriam os hebreus e o Estado em questão já
estaria pronto e seria o de Israel, o líder da Universal argumenta: "Israel representa uma célula de tudo o que está planejado para acontecer. A promessa de Deus feita ao patriarca Abraão denuncia sua intenção ao dizer que o colocaria por pai de numerosas nações".
O jornal O Globo tentou entrevistar os autores do livro, por meio da assessoria de imprensa da editora Thomas Nelson Brasil, mas não houve resposta. Edir Macedo, segundo a assessoria, não daria entrevistas por estar fora do Brasil.
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?
duas semanas das eleições.
A reportagem é de Tatiana Farah e publicada pelo jornal O Globo, 21-09-2008.
A partir de uma leitura política do Antigo Testamento, Macedo incita os evangélicos à mobilização partidária, seguindo o "projeto de nação" que Deus teria sonhado para os hebreus, que ele chama de cristãos. O livro tem co-autoria de Carlos Oliveira, diretor
presidente do jornal "Hoje em Dia", de Minas Gerais.
"Tudo é uma questão de engajamento, consenso e mobilização dos evangélicos. Nunca, em nenhum tempo da história do evangelho no Brasil, foi tão oportuno como agora chamá-los de forma incisiva a participar da política nacional", escreve Macedo, estimando em 40
milhões a comunidade de evangélicos no país:
"A potencialidade numérica dos evangélicos como eleitores pode decidir qualquer pleito
eletivo, tanto no Legislativo, quanto no Executivo, em qualquer que seja o escalão, municipal, estadual ou federal".
Sobrinho de Macedo, Marcelo Crivella disputa a prefeitura do Rio pelo PRB, partido ligado à Igreja Universal.
"Forte apelo emocional"- É para essa comunidade, que Macedo chama de cristãos com exclusividade (ele exclui os cristão católicos brasileiros), que Deus teria feito os planos de governo.
No texto - repleto de expressões de linguagem de marketing e administração -, Macedo lança as bases para uma militância evangélica político-partidária. Diz que no Brasil a comunidade é como um "gigante adormecido", que se mantém alheia ao processo eleitoral. Para o cientista político Roberto Romano, Macedo envia uma mensagem aos fiéis para que deixem de lado o pudor de lidar com a política.
— Antes, os protestantes acentuavam a ruptura com o mundo. A política, a idéia de quanto mais abençoado o homem, mais rico ou poderoso ele era, era jogada para o católico ou para o judeu. Os evangélicos estão mudando essa idéia. Agora, Macedo diz:
"Vocês jáforam conquistados para Jesus, sabem como isso os consola. Mas para que o `plano de Deus' se realize, temos de deixar de ter o pudor de mexer com a política".
Apesar do texto frio, recheado de expressões filosóficas como "contrato social" e comparações com Thomas Hobbes e Maquiavel,Romano aponta a paixão na retórica.
— Há um forte apelo emocional escondido nessa carapaça de raciocínio do livro, dizendo que as armas maquiavélicas da política devem ser usadas santamente a serviço de Deus.
A estrutura do pensamento é sempre esta, Deus propõe um contrato com o povo: "Se me reconhecerem, eu os cumularei de bênçãos".
Assim, Deus é que tem de receber o poder de volta. O programa político de Edir Macedo está posto aí — diz Romano. Professor de ética na Unicamp, Romano disse que foi bem escolhida por Macedo a época para lançar o livro, às vésperas da eleições.
Afirmou não estranhar o avanço da Igreja Universal sobre a política.
— É próprio do Edir Macedo usar essa terminologia de administração e marketing; ele usa isso na igreja dele, assim como a teologia sincrética. Essa teologia da prosperidade. Não me surpreende que esteja transformando essa bem-sucedida empresa em partido, em base política.
O professor alerta que a liderança do bispo Macedo está longe de ser inconteste.
— Os evangélicos têm todo o direito de tentar chegar ao poder, mas Edir Macedo está querendo dar o salto maior que a perna.
Mesmo igrejas pentecostais têm reservas em relação à Universal; nem estou falando do pastor Caio Fabio, cujas denúncias são uma bomba de explodir quartel. É improvável que a Iurd assuma um poder inconteste desses citados 40 milhões de evangélicos— avalia Romano.
Silvana Suaiden, professora titular de Teologia da PUC Campinas, vê fundamentalismo por parte de Macedo.
— O bispo Macedo faz uma leitura fundamentalista da Bíblia. O que ele entende por povo cristão? Para ele, é, sobretudo, o povo da Iurd.
Utilizar a Bíblia para amparar essa tese, principalmente nas eleições, quando existe esse projeto de sustentação da base de políticos evangélicos? É uma jogada.
A especialista explica:
— A Bíblia tem de ser lida no contexto em que foi escrita. Ler o Antigo Testamento e dizer que ali está escrito que Deus tem um plano para os cristãos, quando não há uma referência aos cristãos? Isso não tem sustentação teológica. Ele (Macedo) pode tentar explicar, mas
isso não existe. Pode servir ao discurso do pastor-candidato, mas não se sustenta teologicamente.
"Projeto de nação" divino- Nesse ponto, do "projeto de nação" do povo de Deus — previsto supostamente no Antigo Testamento —, Macedo se antecipa às críticas, não teológicas, mas políticas. Aos que diriam que os escolhidos, então, seriam os hebreus e o Estado em questão já
estaria pronto e seria o de Israel, o líder da Universal argumenta: "Israel representa uma célula de tudo o que está planejado para acontecer. A promessa de Deus feita ao patriarca Abraão denuncia sua intenção ao dizer que o colocaria por pai de numerosas nações".
O jornal O Globo tentou entrevistar os autores do livro, por meio da assessoria de imprensa da editora Thomas Nelson Brasil, mas não houve resposta. Edir Macedo, segundo a assessoria, não daria entrevistas por estar fora do Brasil.
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?
Uma questão de consciência coletiva
A partir de outubro, oito retroescavadeiras retirarão nos 41 quilômetros da calha do Rio Tietê, entre as Barragens de Edgar de Souza e Penha, 400 mil metros cúbicos de entulho, no período de um ano. O volume é suficiente para lotar as caçambas de 40 mil caminhões. O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) investirá R$ 27,2 milhões nesse projeto de engenharia preventiva, considerado essencial para garantir o escoamento das águas do rio em períodos de chuvas sem o transbordamento do leito. O anúncio foi feito ontem, dia 22, data em que se comemora o Dia do Tietê.Mais uma vez o governo do Estado arca sozinho com a responsabilidade que deveria ser de todas as prefeituras e comunidades da região metropolitana de São Paulo, que durante décadas contribuíram fortemente para a poluição das águas do Rio Tietê. Sem vazão suficiente, o rio passou a responder às agressões com grandes ameaças à população em todas as épocas de chuvas. A cada forte precipitação, as águas inundavam bairros inteiros, deixando grande número de moradores desabrigados, a capital paralisada e a saúde das comunidades ameaçada. Entre 1995 e 2006, com financiamento do Japan Bank for International Cooperation (JBIC), o governo realizou a principal obra do Programa de Combate às Enchentes, o aprofundamento e alargamento da calha, ao custo de US$ 1,1 bilhão. Somente na última etapa do projeto, no período de 2002 a 2006, um total de 10 milhões de metros cúbicos de sedimentos, entulho e lixo de toda natureza foi retirado do rio, o que resultou na redução da probabilidade de inundações nos bairros cortados pelo Tietê, nos dias de chuva pesada, de 50% para 1%. Concluídas as obras, o então governador Geraldo Alckmin afirmou que, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), um consórcio seria o responsável pela manutenção da calha do rio. O setor privado, no entanto, não demonstrou interesse e, diante das ameaças cada vez mais evidentes de novo e grave assoreamento, o Estado assumiu a tarefa sozinho.Afinal, 400 mil metros cúbicos de entulho já se acumularam nos últimos dois anos. Tendo em conta alguns fatos, como a melhora da economia, o avanço da construção civil, a expansão das periferias e a falta de consciência ambiental, é de prever que a quantidade de entulhos levados ao rio pelas águas das chuvas aumente e, em pouco tempo, o Tietê volte à ser uma ameaça constante de perturbação da vida nas cidades que atravessa. Preservar o resultado das obras que alargaram o leito do rio e o aprofundaram em 2,5 metros é fundamental. Desembocam no Rio Tietê 632 entradas de esgoto e 62 córregos sem saneamento. Milhares de casas ainda lançam esgoto diretamente nas águas desses córregos, apesar dos grandes investimentos na construção de redes coletoras, estações de tratamento e outros equipamentos. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) investiu US$ 400 milhões para ligar 300 mil casas à rede de esgoto. Ofereceu gratuitamente a milhares de proprietários de imóveis da região metropolitana os serviços de ligação entre as redes domésticas e públicas para evitar o despejo de esgoto no rio. Os resultados ficaram aquém do esperado.Também são muitas as prefeituras da Grande São Paulo que resistem a investir em saneamento. Mais da metade dos municípios da região metropolitana ainda despeja esgoto in natura no rio e mais de 250 prefeituras pertencentes à Bacia do Tietê pouco ou nada investiram em obras de contenção de erosão.O governo estadual vai gastar R$ 27 milhões por ano para manter a vazão do Tietê, e mais ainda para o desassoreamento dos principais afluentes do rio. Para retirar os dejetos do Rio Tamanduateí, por exemplo, outro R$ 1,5 milhão é necessário. No Córrego Cabuçu de Cima outros R$ 7 milhões foram destinados às obras de limpeza da calha. Poderia, simplesmente, cruzar os braços, uma vez que o problema das enchentes aflige, diretamente, os munícipes e atinge o prestígio eleitoral dos prefeitos da região. Não o do governador do Estado.
http://www.estadao.com.br
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Notícias do STF
País está avançando contra nepotismo, afirma Gilmar Mendes
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, afirmou hoje (23) que o país está “avançando de forma significativa” contra o nepotismo no serviço público ao aplicar a Súmula Vinculante sobre o tema. “Eu tenho a impressão que as notícias dos últimos dias dão conta de que nós estamos avançando, na Câmara, no Senado”, disse.
Gilmar Mendes citou exemplo de Manaus, onde esteve na semana passada participando de um evento. Na ocasião, a Câmara Municipal da cidade anunciou 90 exonerações em respeito à súmula. “Estamos tendo um movimento positivo em razão súmula.” Editada no dia 21 de agosto pelo STF, em decisão unânime, a Súmula Vinculante número 13 passou a vigorar cinco dias depois, quando foi publicada no Diário da Justiça. O dispositivo tem de ser seguido por todos os órgãos públicos e, na prática, proíbe a contratação de parentes de autoridades e de funcionários para cargos de confiança, de comissão e de função gratificada no serviço público, além de vedar o nepotismo cruzado.
Segundo Gilmar Mendes, o descumprimento à súmula pode acarretar “punições de variada ordem”. Denúncias devem ser encaminhadas à Procuradoria Geral da República ou ao Ministério Público nos estados. O ministro lembrou, ainda, que é possível alegar desrespeito à súmula no STF, por meio de reclamação.
Gilmar Mendes falou sobre o assunto ao final da solenidade de abertura do Encontro "Agenda Positiva para a Justiça Federal", que reúne no Conselho da Justiça Federal, em Brasília (DF), magistrados que atuam em cargos de gerência de órgãos da Justiça Federal. O objetivo é fazer uma avaliação das atividades de gestão do Judiciário federal para aprimorar a prestação jurisdicional.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, afirmou hoje (23) que o país está “avançando de forma significativa” contra o nepotismo no serviço público ao aplicar a Súmula Vinculante sobre o tema. “Eu tenho a impressão que as notícias dos últimos dias dão conta de que nós estamos avançando, na Câmara, no Senado”, disse.
Gilmar Mendes citou exemplo de Manaus, onde esteve na semana passada participando de um evento. Na ocasião, a Câmara Municipal da cidade anunciou 90 exonerações em respeito à súmula. “Estamos tendo um movimento positivo em razão súmula.” Editada no dia 21 de agosto pelo STF, em decisão unânime, a Súmula Vinculante número 13 passou a vigorar cinco dias depois, quando foi publicada no Diário da Justiça. O dispositivo tem de ser seguido por todos os órgãos públicos e, na prática, proíbe a contratação de parentes de autoridades e de funcionários para cargos de confiança, de comissão e de função gratificada no serviço público, além de vedar o nepotismo cruzado.
Segundo Gilmar Mendes, o descumprimento à súmula pode acarretar “punições de variada ordem”. Denúncias devem ser encaminhadas à Procuradoria Geral da República ou ao Ministério Público nos estados. O ministro lembrou, ainda, que é possível alegar desrespeito à súmula no STF, por meio de reclamação.
Gilmar Mendes falou sobre o assunto ao final da solenidade de abertura do Encontro "Agenda Positiva para a Justiça Federal", que reúne no Conselho da Justiça Federal, em Brasília (DF), magistrados que atuam em cargos de gerência de órgãos da Justiça Federal. O objetivo é fazer uma avaliação das atividades de gestão do Judiciário federal para aprimorar a prestação jurisdicional.
Espelhando-se em Maluf
Sobe o tom e baixa o nível Estadão - Quando um político como Paulo Maluf se põe a dar oportunas lições de ética eleitoral - "A campanha deve ser propositiva e não de agressão entre os candidatos" , é hora de exigir dos candidatos Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab, nessa ordem, que cessem a escalada de ataques rasteiros em que degenerou a competição entre eles pela vaga de adversário da petista Marta Suplicy no segundo turno da eleição para a Prefeitura paulistana. A ambição é um atributo legítimo - mais do que isso, indispensável - no ofício da política.
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Datas & Curiosidades
“Na Antártida, ouvi ruídos de cristais de água doce congelada que faziam aquele som quando entravam em contato com a água salgada. Pensei em fotografar, mas achei que teria muito tempo para isso. O fenômeno não se repetiu. Algumas oportunidades são únicas”. Amyr Klink, navegador, SP.
Quinta-feira, 25 de setembro de 2008.
Anjo do dia: Iealaiah.
Dia de São Sérgio, russo, (1315-1392).
Dia Nacional da Radiodifusão.
Dia Nacional do Trânsito.
1952 Nascimento: Christopher Reeve, ator norte-americano que se notabilizou pela interpretação do Super-homem no cinema.
1955 Nascimento: Amyr Klink, navegador, em São Paulo.
1962 Criação do Ministério do Planejamento, e o titular da pasta é Celso Furtado.
1967 Carlos Lacerda e João Goulart assinam o Acordo de Montevidéu, que pede a volta da democracia no Brasil.
1991 Legião Brasileira de Assistência - LBA: seis funcionários indicados por Rosane Collor são afastados por corrupção.
1992 PC Farias é indiciado em nove crimes.
1996 Menino de 6 anos é suspenso da escola sob a ridícula acusação de assédio sexual, por ter beijado uma amiguinha na bochecha, na Carolina do Norte - EUA.
www.farmaciadepensamentos.com
Quinta-feira, 25 de setembro de 2008.
Anjo do dia: Iealaiah.
Dia de São Sérgio, russo, (1315-1392).
Dia Nacional da Radiodifusão.
Dia Nacional do Trânsito.
1952 Nascimento: Christopher Reeve, ator norte-americano que se notabilizou pela interpretação do Super-homem no cinema.
1955 Nascimento: Amyr Klink, navegador, em São Paulo.
1962 Criação do Ministério do Planejamento, e o titular da pasta é Celso Furtado.
1967 Carlos Lacerda e João Goulart assinam o Acordo de Montevidéu, que pede a volta da democracia no Brasil.
1991 Legião Brasileira de Assistência - LBA: seis funcionários indicados por Rosane Collor são afastados por corrupção.
1992 PC Farias é indiciado em nove crimes.
1996 Menino de 6 anos é suspenso da escola sob a ridícula acusação de assédio sexual, por ter beijado uma amiguinha na bochecha, na Carolina do Norte - EUA.
www.farmaciadepensamentos.com
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Navios Russos a caminho para manobras
O pessoal que estava preocupado com a IV Frota Americana por causa do pré-sal, ponha as barbas de molho.
Enquanto isso Hugo Chavez está mais feliz que pinto no lixo.
Fontes: Folha Online, Estadão Navios russos zarparam nesta segunda-feira, 22, para manobras no Caribe, programadas para sinalizar aos Estados Unidos o ressurgimento da Rússia como potência militar e política global. O exercício, resultado de uma sólida aliança com o presidente antiamericano da Venezuela, Hugo Chávez, será atentamente acompanhado pelas Marinhas ocidentais, por ser a primeira mobilização russa desse tipo - tão próxima da costa dos EUA - desde o fim da Guerra Fria.
O cruzador nuclear "Pedro, o Grande" encabeça a frota russa que deixou o país. O envio é a maior mostra do poderia militar russo na região do continente americano desde o fim da Guerra Fria. O Kremlin intensificou recentemente seus contatos com Venezuela, Cuba e outros países latino-americanos, ao mesmo tempo em que aumentam as tensões entre o país e os Estados Unidos. Washington criticou em vários momentos o comportamento russo durante a guerra com a Geórgia, no mês passado. O porta-voz da armada russa, Igor Dygalo,disse que o cruzador e outros três navios partiram nesta segunda-feira de Severomorsk, base da Frota do Mar do Norte da Rússia. A frota percorrerá 27.800 quilômetros para efetuar manobras conjuntas com a armada venezuelana, indicou Dygalo. A viagem ocorre depois que dois bombardeiros estratégicos da Rússia visitaram a Venezuela. A movimentação parece uma resposta ao envio de barcos de guerra norte-americanos com ajuda à Geórgia, o que irritou o governo russo. Autoridades de Moscou criticaram com dureza a atitude norte-americana no caso.
Dygalo não comentou relatos da imprensa de que submarinos nucleares também participariam do exercício e que outros navios russos iriam à Síria, onde Moscou já manifestou intenção de instalar bases. "Durante a viagem os navios vão participar dos primeiros exercícios conjuntos com a Marinha venezuelana, a fim de treinar simulações e operações de resgate contra terroristas do mar", disse Dygalo. A missão deve levar vários meses.Nos anos que se seguiram ao colapso soviético, as Forças Armadas russas, antes tão orgulhosas de si, declinaram rapidamente, devido à falta de verbas. Em alguns momentos, aviões e navios não podiam sair por falta de combustível. Mas a recuperação econômica, ajudada pelo preço do petróleo, permitiu que o Kremlin despejasse dinheiro nos quartéis, que se tornaram símbolo do resgate do poderio russo. Apear disso, analistas ocidentais dizem que a frota naval do país ainda precisa ser modernizada.
Mas suficientes para deixa o pessoal da nossa força naval babando
Enquanto isso Hugo Chavez está mais feliz que pinto no lixo.
Fontes: Folha Online, Estadão Navios russos zarparam nesta segunda-feira, 22, para manobras no Caribe, programadas para sinalizar aos Estados Unidos o ressurgimento da Rússia como potência militar e política global. O exercício, resultado de uma sólida aliança com o presidente antiamericano da Venezuela, Hugo Chávez, será atentamente acompanhado pelas Marinhas ocidentais, por ser a primeira mobilização russa desse tipo - tão próxima da costa dos EUA - desde o fim da Guerra Fria.
O cruzador nuclear "Pedro, o Grande" encabeça a frota russa que deixou o país. O envio é a maior mostra do poderia militar russo na região do continente americano desde o fim da Guerra Fria. O Kremlin intensificou recentemente seus contatos com Venezuela, Cuba e outros países latino-americanos, ao mesmo tempo em que aumentam as tensões entre o país e os Estados Unidos. Washington criticou em vários momentos o comportamento russo durante a guerra com a Geórgia, no mês passado. O porta-voz da armada russa, Igor Dygalo,disse que o cruzador e outros três navios partiram nesta segunda-feira de Severomorsk, base da Frota do Mar do Norte da Rússia. A frota percorrerá 27.800 quilômetros para efetuar manobras conjuntas com a armada venezuelana, indicou Dygalo. A viagem ocorre depois que dois bombardeiros estratégicos da Rússia visitaram a Venezuela. A movimentação parece uma resposta ao envio de barcos de guerra norte-americanos com ajuda à Geórgia, o que irritou o governo russo. Autoridades de Moscou criticaram com dureza a atitude norte-americana no caso.
Dygalo não comentou relatos da imprensa de que submarinos nucleares também participariam do exercício e que outros navios russos iriam à Síria, onde Moscou já manifestou intenção de instalar bases. "Durante a viagem os navios vão participar dos primeiros exercícios conjuntos com a Marinha venezuelana, a fim de treinar simulações e operações de resgate contra terroristas do mar", disse Dygalo. A missão deve levar vários meses.Nos anos que se seguiram ao colapso soviético, as Forças Armadas russas, antes tão orgulhosas de si, declinaram rapidamente, devido à falta de verbas. Em alguns momentos, aviões e navios não podiam sair por falta de combustível. Mas a recuperação econômica, ajudada pelo preço do petróleo, permitiu que o Kremlin despejasse dinheiro nos quartéis, que se tornaram símbolo do resgate do poderio russo. Apear disso, analistas ocidentais dizem que a frota naval do país ainda precisa ser modernizada.
Mas suficientes para deixa o pessoal da nossa força naval babando
E cade o Greenhalgh...
Por Ana Prudente:
E cade o Greenhalgh...
De cada ação que ele entra junto aos amigos da Comissão de Anistia, seu escritório de advocacia leva 30% dos mais de 6 bilhões de reais até agora gastos com indenizações aos guerrilheiros que atacaram a sociedade brasileira nos anos 60. Basta fazer os cálculos!
E fico me perguntando se ele anda pagando todos os impostos sobre estas grandes quantias, além das acusações que pairam sobre sí!
Por Alberto Rossi
Você se lembra?
Se a memória ainda não estiver fraca, vamos pensar um pouco:
Caso LUBECA - envolvido Luiz Eduardo Greenhalgh
Caso CELSO DANIEL - envolvidos - Luiz Eduardo Greenhalgh,
Caso TONINHO DO PT - envolvido Luiz Eduardo Greenhalgh,
Caso MENSALEIRO - envolvido Luiz Eduardo Greenhalgh
Caso ALOPRADOS - envolvido Luiz Eduardo Greenhalgh
Caso MST - defensor e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh
Caso Dantas - envolvido Luiz Eduardo Greenhalgh
Este senhor esta nestas e mais uma porção que são escamoteadas.
Será que o MPF, Ministério da Justiça, PF e todos os Órgãos de Justiça deste país, não se deram conta de que esta instalada nesta republiqueta de fundo quintal, administrada pelos dois piores partidos PT e PMDB que jamais na história deste país existiu, um balcão de negócios sujos para afundar com a nossa sociedade e transformar este país em uma ARVEBOEQUAPARNAMA(Argentina,Venezuela,Bolívia, Equador Paraguai e Panamá).
Estou pagando para não ver.
E cade o Greenhalgh...
De cada ação que ele entra junto aos amigos da Comissão de Anistia, seu escritório de advocacia leva 30% dos mais de 6 bilhões de reais até agora gastos com indenizações aos guerrilheiros que atacaram a sociedade brasileira nos anos 60. Basta fazer os cálculos!
E fico me perguntando se ele anda pagando todos os impostos sobre estas grandes quantias, além das acusações que pairam sobre sí!
Por Alberto Rossi
Você se lembra?
Se a memória ainda não estiver fraca, vamos pensar um pouco:
Caso LUBECA - envolvido Luiz Eduardo Greenhalgh
Caso CELSO DANIEL - envolvidos - Luiz Eduardo Greenhalgh,
Caso TONINHO DO PT - envolvido Luiz Eduardo Greenhalgh,
Caso MENSALEIRO - envolvido Luiz Eduardo Greenhalgh
Caso ALOPRADOS - envolvido Luiz Eduardo Greenhalgh
Caso MST - defensor e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh
Caso Dantas - envolvido Luiz Eduardo Greenhalgh
Este senhor esta nestas e mais uma porção que são escamoteadas.
Será que o MPF, Ministério da Justiça, PF e todos os Órgãos de Justiça deste país, não se deram conta de que esta instalada nesta republiqueta de fundo quintal, administrada pelos dois piores partidos PT e PMDB que jamais na história deste país existiu, um balcão de negócios sujos para afundar com a nossa sociedade e transformar este país em uma ARVEBOEQUAPARNAMA(Argentina,Venezuela,Bolívia, Equador Paraguai e Panamá).
Estou pagando para não ver.
Morales não obedece a Suprema Corte da Bolívia
O índio imperador assumiu também o Poder Judiciário.
Corte Suprema, em Sucre, Bolívia.
Fonte: ANSA, Folha online, LaRázon, Rádio Fides, A Notícia O presidente da Bolívia, Evo Morales aproveitou a posse do governador nomeado por seu governo, o chefe de Estado Maior da Força Naval, o Contra-Almirante Landelino Rafael Bandeira Arze, para ocupar interinamente o governo do estado de Pando, para dizer claramente que não está disposto a obedecer as determinações da Suprema Corte Boliviana, se essa se pronunciar favoravelmente a libertação de Leopoldo Fernández, o Governador de Pando."Quero pedir à Justiça, à Corte Suprema, ao Procurador-Geral, realmente, que façam justiça. Que escutem o que o povo pede, o que os familiares das vítimas pedem, pelas pessoas que foram feridas de forma selvagem nessa região", disse Morale, tentando levar a opinião pública. A Corte Suprema prepara-se para tomar medidas em consonância com a lei, que vão desagradar Morales, que já acusou, condenou e prender o governador por “massacre” aos seus correligionários.
Leopoldo Fernández, preso julgado e condenado por Evo Morales, sem respeito as leis, a lógica nem aos direitos humanos
Os juízes da mais alta Corte boliviana decidiram que devido a sua condição de Governador de Estado, eleito por voto popular, Leopoldo Fernándes tem direito a foro especial, deve ser julgado "sob a modalidade de julgamento de privilégio constitucional". Para isso, será necessária a autorização prévia do Congresso, por isso inicialmente já determinaram que o juiz Williams Dávila, quem ordenou a prisão preventiva de Fernández, deve passar o caso e transferir o prisioneiro a cidade de Sucre, sede da Suprema Corte.Demonstrando que não está pretendendo obedecer às determinações do poder judiciário o presidente Evo Morales disse, que "não é possível que alguns poderes do estado, como o poder judiciário, soltem pessoas envolvidas" em crimes. "Vamos ser firmes no cumprimento da medida de confinamento", disse em coletiva de imprensa o vice-ministro de Justiça, Wilfredo Chávez, em resposta à CSJ que pede a mudança do governador regional para Sucre.Chávez qualificou a solicitação de transferência para Sucre do governador como um "atropelo" e assegurou que ele permanecerá em sua condição de "confinado" por ter violado o estado de sítio decretado pelo governo em sua região após os choques entre governistas e opositores na semana passada.O Conselho de Justiça da Bolívia inclusive mandou investigar o juiz Williams Dávila, que ordenou a prisão do governador do Estado de Pando, Leopoldo Fernández. Um dos membros do Conselho, Rodolfo Mérida, disse que "todas as ações judiciais que se considerem um excesso, venham de onde venham, são um mal" e que "a violação dos direitos fundamentais das pessoas tem que ser investigada para que seja, posteriormente, sancionada no marco da norma constitucional". Ele disse que o Conselho vai investigar se houve prevaricação do juiz, ou seja, se sua decisão foi contrária à lei e motivada por interesse pessoal. E nos dizemos ou para agradar o Presidente Evo Morales.Até hoje, segunda-feira, 21, meio dia, hora de La Paz, não haviam sido obedecidas às ordens da Suprema Corte Boliviana, inclusive a de transferir desde a quinta-feira, o governador de Pando, do Presídio de La Paz, para uma prisão especial num quartel em Sucre, onde fica a sede da Corte Suprema. O jornal boliviano "La rázon" publicou que tentou obter a opinião sobre a desobediência com o Presidente da Suprema Corte, Juiz Eddy Fernández, porém quando foi questionado o magistrado pra não falar desligou o telefone.
Corte Suprema, em Sucre, Bolívia.
Fonte: ANSA, Folha online, LaRázon, Rádio Fides, A Notícia O presidente da Bolívia, Evo Morales aproveitou a posse do governador nomeado por seu governo, o chefe de Estado Maior da Força Naval, o Contra-Almirante Landelino Rafael Bandeira Arze, para ocupar interinamente o governo do estado de Pando, para dizer claramente que não está disposto a obedecer as determinações da Suprema Corte Boliviana, se essa se pronunciar favoravelmente a libertação de Leopoldo Fernández, o Governador de Pando."Quero pedir à Justiça, à Corte Suprema, ao Procurador-Geral, realmente, que façam justiça. Que escutem o que o povo pede, o que os familiares das vítimas pedem, pelas pessoas que foram feridas de forma selvagem nessa região", disse Morale, tentando levar a opinião pública. A Corte Suprema prepara-se para tomar medidas em consonância com a lei, que vão desagradar Morales, que já acusou, condenou e prender o governador por “massacre” aos seus correligionários.
Leopoldo Fernández, preso julgado e condenado por Evo Morales, sem respeito as leis, a lógica nem aos direitos humanos
Os juízes da mais alta Corte boliviana decidiram que devido a sua condição de Governador de Estado, eleito por voto popular, Leopoldo Fernándes tem direito a foro especial, deve ser julgado "sob a modalidade de julgamento de privilégio constitucional". Para isso, será necessária a autorização prévia do Congresso, por isso inicialmente já determinaram que o juiz Williams Dávila, quem ordenou a prisão preventiva de Fernández, deve passar o caso e transferir o prisioneiro a cidade de Sucre, sede da Suprema Corte.Demonstrando que não está pretendendo obedecer às determinações do poder judiciário o presidente Evo Morales disse, que "não é possível que alguns poderes do estado, como o poder judiciário, soltem pessoas envolvidas" em crimes. "Vamos ser firmes no cumprimento da medida de confinamento", disse em coletiva de imprensa o vice-ministro de Justiça, Wilfredo Chávez, em resposta à CSJ que pede a mudança do governador regional para Sucre.Chávez qualificou a solicitação de transferência para Sucre do governador como um "atropelo" e assegurou que ele permanecerá em sua condição de "confinado" por ter violado o estado de sítio decretado pelo governo em sua região após os choques entre governistas e opositores na semana passada.O Conselho de Justiça da Bolívia inclusive mandou investigar o juiz Williams Dávila, que ordenou a prisão do governador do Estado de Pando, Leopoldo Fernández. Um dos membros do Conselho, Rodolfo Mérida, disse que "todas as ações judiciais que se considerem um excesso, venham de onde venham, são um mal" e que "a violação dos direitos fundamentais das pessoas tem que ser investigada para que seja, posteriormente, sancionada no marco da norma constitucional". Ele disse que o Conselho vai investigar se houve prevaricação do juiz, ou seja, se sua decisão foi contrária à lei e motivada por interesse pessoal. E nos dizemos ou para agradar o Presidente Evo Morales.Até hoje, segunda-feira, 21, meio dia, hora de La Paz, não haviam sido obedecidas às ordens da Suprema Corte Boliviana, inclusive a de transferir desde a quinta-feira, o governador de Pando, do Presídio de La Paz, para uma prisão especial num quartel em Sucre, onde fica a sede da Corte Suprema. O jornal boliviano "La rázon" publicou que tentou obter a opinião sobre a desobediência com o Presidente da Suprema Corte, Juiz Eddy Fernández, porém quando foi questionado o magistrado pra não falar desligou o telefone.
A tua ausência...
Não sabia que a tua ausência seria tão dolorida.
Acho que nos deixamos levar por nossas vaidades,sendo assim,perdemos...
Quando não nos permitimos que,nossos sentimentos fluam,fazemos a coisa errada.
Quantas e quantas vezes,quis você comigo.Administrei os sentimentos,perdi oportunidades.
Quantas e quantas vezes,quis estar com você.Administrei os sentimentos,deixei de tê-la em muitos momentos.
Quantas e quantas vezes,quis o seu amor.Administrei os sentimentos,não fui amado na quantidade e,necessidade que desejava.
Os sentimentos,são mais fortes que nós mesmos,porém nos fingimos de fortes e nada ganhamos com esse comportamento.
Me culpo por todos os erros que cometi,todas as atitudes que tomei e,não fiz nada para mudar...
Acho que nos deixamos levar por nossas vaidades,sendo assim,perdemos...
Quando não nos permitimos que,nossos sentimentos fluam,fazemos a coisa errada.
Quantas e quantas vezes,quis você comigo.Administrei os sentimentos,perdi oportunidades.
Quantas e quantas vezes,quis estar com você.Administrei os sentimentos,deixei de tê-la em muitos momentos.
Quantas e quantas vezes,quis o seu amor.Administrei os sentimentos,não fui amado na quantidade e,necessidade que desejava.
Os sentimentos,são mais fortes que nós mesmos,porém nos fingimos de fortes e nada ganhamos com esse comportamento.
Me culpo por todos os erros que cometi,todas as atitudes que tomei e,não fiz nada para mudar...
Para descontrair um pouco
FHC MORRE E VAI PARA O INFERNO.
COMO CASTIGO FICA DENTRO DE UM IMENSO TANQUE CHEIO DAQUILO QUE SEMPRE FEZ NA VIDA REAL - MERDA - ATOLADO ATÉ O QUEIXO.
ELE OLHA PARA O LADO E VÊ O MALUF DENTRO DO MESMO TANQUE COM A MERDA PELA CINTURA.
FHC, IRRITADO, CHAMA O CAPETA E RECLAMA: ASSIM NÃO DÁ, ASSIM NÃO DÁ, ASSIM NÃO DÁ, TENHA DÓ. EU NÃO ROUBEI TANTO ASSIM! CRIEI O REAL, MANTIVE A INFLAÇÃO BAIXA E NINGUÉM NUNCA CONSEGUIU PROVAR NADA CONTRA MIM.
ESTOU AQUI QUASE AFOGADO, ENQUANTO O MALUF, QUE ROUBOU ADOIDADO, ESTÁ ATOLADO SÓ ATÉ A CINTURA?
O CAPETA, MUITO BRAVO, OLHA PARA O MALUF E GRITA: MALUF! JÁ NÃO TE FALEI PARA PARAR DE SUBIR NA CABEÇA DO LULA.
COMO CASTIGO FICA DENTRO DE UM IMENSO TANQUE CHEIO DAQUILO QUE SEMPRE FEZ NA VIDA REAL - MERDA - ATOLADO ATÉ O QUEIXO.
ELE OLHA PARA O LADO E VÊ O MALUF DENTRO DO MESMO TANQUE COM A MERDA PELA CINTURA.
FHC, IRRITADO, CHAMA O CAPETA E RECLAMA: ASSIM NÃO DÁ, ASSIM NÃO DÁ, ASSIM NÃO DÁ, TENHA DÓ. EU NÃO ROUBEI TANTO ASSIM! CRIEI O REAL, MANTIVE A INFLAÇÃO BAIXA E NINGUÉM NUNCA CONSEGUIU PROVAR NADA CONTRA MIM.
ESTOU AQUI QUASE AFOGADO, ENQUANTO O MALUF, QUE ROUBOU ADOIDADO, ESTÁ ATOLADO SÓ ATÉ A CINTURA?
O CAPETA, MUITO BRAVO, OLHA PARA O MALUF E GRITA: MALUF! JÁ NÃO TE FALEI PARA PARAR DE SUBIR NA CABEÇA DO LULA.
Oposição,isso existe?
Por José Nêumanne
Diz o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que "a oposição foi revogada, saiu da moda". O reconhecimento prévio do malogro neste ano eleitoral reproduz, com exatidão e sinceridade, a situação política esdrúxula que o País vive. E também ajuda a explicar tal fiasco, pois a autocondenação à morte mostra que o prócer, a exemplo dos colegas de bancada, sabe que o galo canta, mas não tem idéia de onde fica o poleiro do qual todo dia este saúda o Sol. O desabafo de Guerra traduz desalento e é também uma confissão de impotência, que resulta da própria incompetência, não apenas para combater o fenômeno que a tirou de moda, mas também para compreender a cena política, condição básica para que a partir de tal compreensão se esbocem as linhas-mestras para enfrentar e resolver o problema. A maior tragédia da oposição brasileira hoje não é a eficiência do governo, mas a própria ineficiência para perceber e atuar.
O patamar a que galgou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - de 64% de popularidade, segundo a última pesquisa Datafolha - não pode ser produto apenas de sua inegável sorte: resulta também de sua capacidade rara de se comunicar com os segmentos mais pobres e numerosos da população. Para isso usa a própria vivência e, da mesma forma, recorre a uma intuição admirável. Além da fortuna, a virtude de saber conciliar o levou ao governo depois de três derrotas seguidas em duas disputas contra o tucano Fernando Henrique e outra com o alagoano Fernando Collor. Isso não é inusitado na história política do Brasil independente. À capacidade de dom Pedro II de atender a liberais e conservadores - facilitada pelo fato de que, segundo glosava uma quadrinha popular no século 19, nada mais igual a um saquarema que um luzia no poder, apelidos jocosos dados pelo povo aos grupos que se revezavam no poder no Segundo Império - deveu-se a longevidade de seu reinado. Do talento do gaúcho Getúlio Vargas para reunir grupos na aparência antagônicos sob seu tacão - os latifundiários do PSD com os proletários do PTB - dependeu outra bem-sucedida aliança, tal como a primeira fundida no chumbo em que se imprimia o Diário Oficial: a conciliação pela via da nomeação. A diferença entre nosso atual caudilho e os modelos históricos aqui lembrados é que ele realizou a primeira conciliação antes de alcançar o poder, ao submeter à disciplina partidária e a seu comando carismático grupos antes irreconciliáveis da esquerda armada, ao lado de lideranças sindicais e líderes da esquerda eclesiástica. Sob o estandarte socialista da mudança de "tudo o que está aí", mas com um discurso conservador na economia, para não afugentar o voto da classe média e da classe operária especializada, ele subiu a rampa do Palácio do Planalto. No poder, mesmo não sendo um profundo conhecedor da história política nacional, aproveitou-se magistralmente das lições dos grandes conciliadores, radicalizando experiências de união nacional que já tinham sido ensaiadas, mas nunca levadas a cabo até o ponto em que ele as praticou. Foi além de Eurico Dutra e do próprio Getúlio, que montaram Gabinetes de união nacional. E conseguiu de antigos adversários políticos aparentemente inconciliáveis - de egressos da ditadura, como Paulo Maluf, José Sarney e Delfim Netto, a fisiológicos notórios, como Severino Cavalcanti, Jader Barbalho e Renan Calheiros - o que negara a Itamar Franco no grande acordo feito na pós-queda da República de Alagoas. De fato, essa mentalidade de mosqueteiros de fancaria ("todos por cada um e ninguém pelo povo") se repete monotonamente nos palácios brasileiros desde a Independência. Mas Lula lhe deu consistência e vigor: Fernando Henrique, seu antecessor também nisso (os quadros de seus dois governos se repetem no atual, numa monotonia enervante), jamais teria estômago para fazer a defesa vigorosa que o presidente faz de políticos e práticas inconfessáveis - de Severino Cavalcanti aos "mensaleiros". Lula ganhou a primeira eleição prometendo ser diferente dos adversários e a segunda, garantindo que estes eram farinha do mesmo saco onde escondeu seus companheiros apanhados em flagrante em delitos catalogados ao longo de todo o Código Penal. Para isso contou com a ajuda dos opositores, que lhe entregaram as batatas da vitória no instante em que se negaram a sacrificar a cabeça do então presidente nacional do PSDB, Eduardo Azeredo (MG), flagrado em crime idêntico aos de que foram acusados "companheiros" do quilate do ex-presidente do PT do presidente José Genoino e de seu principal organizador, José Dirceu. A elite oposicionista, incapaz de enxergar um palmo além dos narizes empoados de seus baluartes, não foi capaz de compreender o fato. Lula não dormiu sobre os louros do triunfo nas urnas, conseguido pelos próprios méritos e pela incompetência dos adversários: seu oponente, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), conseguiu o feito de ser menos votado no segundo turno que no primeiro. E no segundo governo faz mais do mesmo, ao repetir a fórmula testada e aprovada de encher os cofres dos banqueiros e a barriga dos miseráveis. Essa fórmula mágica, capaz de içar candidaturas municipais do limbo ao topo (como as de João da Costa, no Recife, e Luiz Marinho, em São Bernardo do Campo), produz efeito de avalanche ameaçando sepultar os sonhos oposicionistas de voltar ao Planalto em 2010. Mas, a bem da verdade, Lula nada tem que ver com a lambança de seus adversários Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM), únicos responsáveis pelo oxigênio injetado na candidatura petista de Marta Suplicy no maior município do País. A eleição paulistana prova que a oposição sai da moda por méritos de Lula e deméritos próprios. Doses de adesão alheia e da falta de visão dela mesma é que podem vir a revogá-la.
*José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde.
Diz o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que "a oposição foi revogada, saiu da moda". O reconhecimento prévio do malogro neste ano eleitoral reproduz, com exatidão e sinceridade, a situação política esdrúxula que o País vive. E também ajuda a explicar tal fiasco, pois a autocondenação à morte mostra que o prócer, a exemplo dos colegas de bancada, sabe que o galo canta, mas não tem idéia de onde fica o poleiro do qual todo dia este saúda o Sol. O desabafo de Guerra traduz desalento e é também uma confissão de impotência, que resulta da própria incompetência, não apenas para combater o fenômeno que a tirou de moda, mas também para compreender a cena política, condição básica para que a partir de tal compreensão se esbocem as linhas-mestras para enfrentar e resolver o problema. A maior tragédia da oposição brasileira hoje não é a eficiência do governo, mas a própria ineficiência para perceber e atuar.
O patamar a que galgou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - de 64% de popularidade, segundo a última pesquisa Datafolha - não pode ser produto apenas de sua inegável sorte: resulta também de sua capacidade rara de se comunicar com os segmentos mais pobres e numerosos da população. Para isso usa a própria vivência e, da mesma forma, recorre a uma intuição admirável. Além da fortuna, a virtude de saber conciliar o levou ao governo depois de três derrotas seguidas em duas disputas contra o tucano Fernando Henrique e outra com o alagoano Fernando Collor. Isso não é inusitado na história política do Brasil independente. À capacidade de dom Pedro II de atender a liberais e conservadores - facilitada pelo fato de que, segundo glosava uma quadrinha popular no século 19, nada mais igual a um saquarema que um luzia no poder, apelidos jocosos dados pelo povo aos grupos que se revezavam no poder no Segundo Império - deveu-se a longevidade de seu reinado. Do talento do gaúcho Getúlio Vargas para reunir grupos na aparência antagônicos sob seu tacão - os latifundiários do PSD com os proletários do PTB - dependeu outra bem-sucedida aliança, tal como a primeira fundida no chumbo em que se imprimia o Diário Oficial: a conciliação pela via da nomeação. A diferença entre nosso atual caudilho e os modelos históricos aqui lembrados é que ele realizou a primeira conciliação antes de alcançar o poder, ao submeter à disciplina partidária e a seu comando carismático grupos antes irreconciliáveis da esquerda armada, ao lado de lideranças sindicais e líderes da esquerda eclesiástica. Sob o estandarte socialista da mudança de "tudo o que está aí", mas com um discurso conservador na economia, para não afugentar o voto da classe média e da classe operária especializada, ele subiu a rampa do Palácio do Planalto. No poder, mesmo não sendo um profundo conhecedor da história política nacional, aproveitou-se magistralmente das lições dos grandes conciliadores, radicalizando experiências de união nacional que já tinham sido ensaiadas, mas nunca levadas a cabo até o ponto em que ele as praticou. Foi além de Eurico Dutra e do próprio Getúlio, que montaram Gabinetes de união nacional. E conseguiu de antigos adversários políticos aparentemente inconciliáveis - de egressos da ditadura, como Paulo Maluf, José Sarney e Delfim Netto, a fisiológicos notórios, como Severino Cavalcanti, Jader Barbalho e Renan Calheiros - o que negara a Itamar Franco no grande acordo feito na pós-queda da República de Alagoas. De fato, essa mentalidade de mosqueteiros de fancaria ("todos por cada um e ninguém pelo povo") se repete monotonamente nos palácios brasileiros desde a Independência. Mas Lula lhe deu consistência e vigor: Fernando Henrique, seu antecessor também nisso (os quadros de seus dois governos se repetem no atual, numa monotonia enervante), jamais teria estômago para fazer a defesa vigorosa que o presidente faz de políticos e práticas inconfessáveis - de Severino Cavalcanti aos "mensaleiros". Lula ganhou a primeira eleição prometendo ser diferente dos adversários e a segunda, garantindo que estes eram farinha do mesmo saco onde escondeu seus companheiros apanhados em flagrante em delitos catalogados ao longo de todo o Código Penal. Para isso contou com a ajuda dos opositores, que lhe entregaram as batatas da vitória no instante em que se negaram a sacrificar a cabeça do então presidente nacional do PSDB, Eduardo Azeredo (MG), flagrado em crime idêntico aos de que foram acusados "companheiros" do quilate do ex-presidente do PT do presidente José Genoino e de seu principal organizador, José Dirceu. A elite oposicionista, incapaz de enxergar um palmo além dos narizes empoados de seus baluartes, não foi capaz de compreender o fato. Lula não dormiu sobre os louros do triunfo nas urnas, conseguido pelos próprios méritos e pela incompetência dos adversários: seu oponente, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), conseguiu o feito de ser menos votado no segundo turno que no primeiro. E no segundo governo faz mais do mesmo, ao repetir a fórmula testada e aprovada de encher os cofres dos banqueiros e a barriga dos miseráveis. Essa fórmula mágica, capaz de içar candidaturas municipais do limbo ao topo (como as de João da Costa, no Recife, e Luiz Marinho, em São Bernardo do Campo), produz efeito de avalanche ameaçando sepultar os sonhos oposicionistas de voltar ao Planalto em 2010. Mas, a bem da verdade, Lula nada tem que ver com a lambança de seus adversários Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM), únicos responsáveis pelo oxigênio injetado na candidatura petista de Marta Suplicy no maior município do País. A eleição paulistana prova que a oposição sai da moda por méritos de Lula e deméritos próprios. Doses de adesão alheia e da falta de visão dela mesma é que podem vir a revogá-la.
*José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde.
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