GM agoniza e pode falir em 200912 de novembro de 2008.
A General Motors (GM), a maior montadora dos Estados Unidos e a segunda maior do mundo pode ter que fechar suas portas. Está à beira da falência e com o caixa operando abaixo do necessário. A própria direção da gigante automobilística tratou de deixar claro que suas reservas são suficientes para garantir a operação apenas até o final do ano.A queda nas vendas e a paralisação da produção em diversos países está refletindo no mercado financeiro. As ações da GM tiveram queda de 22,9% na segunda-feira, dia 10, com valor de US$ 3,36 cada ação. É o pior resultado em 59 anos. Desde 1949 que as ações da GM não atingiam uma desvalorização tão grande. A GM anunciou que seu caixa está operando no nível mais baixo possível, com US$ 11 bilhões, uma queda impressionante. Em junho passado este valor era de US$ 21 bilhões. A empresa teve prejuízo de US$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre deste ano e as vendas caíram 45% em outubro e 21% entre julho e setembro. Juntamente com o colapso da montadora, outras duas grandes montadoras norte-americanas, a Ford e a Chrysler, estão em situação muito semelhante, anunciando a maior crise em um dos ramos industriais mais importantes no mundo. A Ford, por exemplo, anunciou o fechamento de três fábricas nos Estados Unidos. Os democratas e em particular o presidente eleito, Barack Obama, estão pressionando o governo Bush a liberar mais verbas para as montadoras para evitar o que seria uma das maiores falências dos últimos meses. A verba seria de pelo menos US$ 25 bilhões de investimento direto nestas montadoras e em particular na GM.O governo norte-americano chegou mesmo a cogitar salvar a GM e outras montadoras em processo de falência por meio da estatização das empresas, como foi feito com as agências financiadoras Fannie Mae e Freddie Mac.A falência das montadoras provocaria uma catástrofe social nos Estados Unidos. Estas empresas empregam mais de 4,5 milhões de pessoas. Os trabalhadores espanhóis, nesta mesma semana, já protestaram contra as demissões na Nissan, uma montadora japonesa instalada no país. As imagens do protesto retratam a revolta dos demitidos e a sua disposição de partir para cima dos patrões. A preocupação, não sem motivo, de Obama e dos democratas em salvar as montadoras demonstra não só o medo da falência generalizada destas empresas, mas principalmente da onda de mobilizações operárias sem precedentes nos Estados Unidos, que promete colocar em xeque o novo governo, mesmo antes da posse.
http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=10401
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
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