Talebã sequestra líder do governo no PaquistãoO Talebã já instituiu a lei islâmica nas regiões rurais de Swat
O administrador da província de Swat, no noroeste do Paquistão, foi sequestrado por um grupo armado de integrantes do Talebã neste domingo.
Kushal Khan foi rendido a caminho de Mingora, a cidade mais importante de Swat.
Autoridades paquistanesas e um representante do Talebã afirmaram à BBC que ambos os lados estão empenhados em chegar a um acordo para libertar Khan.
Governo e insurgentes também negociam um cessar-fogo permanente em Swat, que passaria a adotar a lei islâmica, ou sharia.
Trégua permanente?
Na semana passada, o grupo militante anunciou um cessar-fogo de dez dias na região. No sábado, o grupo prometeu anunciar nos próximos dias, se o acordo seria permanente.
Atualmente, o Talebã controla toda a região rural de Swat, enquanto o Exército paquistanês ocupa apenas partes de Mingora.
No sábado, o governo do Paquistão anunciou um "cessar-fogo permanente" com militantes do Talebã no Vale do Swat, na região noroeste do país.
"Eles se comprometeram a respeitar um cessar-fogo permanente e nós faremos o mesmo", disse o administrador da região, Syed Mohammad Javed.
Sharia
Javed afirmou também que o exército suspenderá as operações no vale e pediu a volta dos moradores que haviam deixado suas casas por causa da violência.
A adoção da sharia era uma reivindicação antiga do Talebã que, extra oficialmente, já havia determinado a prática no interior da província, fechando centena de escolas e impedindo a educação de meninas.
O porta-voz do Talebã diz que o líder insurgente Maulana Fazlullah, que liderou a violenta campanha pela adoção da sharia na região, está satisfeito com o acordo de paz, mas afirma que os militantes não vão baixar as armas até que a lei islâmica seja implementada de forma satisfatória na região.
Milhares de pessoas fugiram do Vale do Swat e centenas de escolas foram fechadas desde o início da insurgência do Talebã em 2007.
Mais de mil civis morreram durante bombardeios do Exército paquistanês ou foram decapitados por ordem dos militantes.
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