
domingo, 1 de março de 2009
Vale a pena Ler de novo
Silêncio, hospitalChico Anysio
"Nos primeiros tempos de casamento ele aparentava uma saúde de ferro mas, de uns anos pra cá, mostrava-se tão frágil, tão suscetível às doenças, que Dona Belinha, sua esposa, intranqüilizava-se cada vez mais.
— Qualquer coisinha o Pirilo hospitaliza-se — choramingava às amigas. — Tão frágil, tão doentinho...
E assim era. Por um simples sintoma de gripe ou resfriado, o Pirilo pegava um pijama, escova de dentes, pente e chinelos, metia-os numa maleta branca e hospitalizava-se.
— O que é que você tem, Pirilo?
— perguntava a esposa preocupada, vendo o marido fazer a mala para mais uma ida à casa de saúde.
— Nada, minha velha.
— E se não tem nada, por que você vai para o hospital, Pirilo?
— insistia Dona Belinha, mais preocupada do que nunca.
— Com saúde não se facilita. Não tenho nada agora, mas estou esperando uma gripe de uma hora para outra.E se internava por quatro, cinco dias. Proibia as visitas e não aceitava flores ou maçãs. "Se eu morrer, não quero ninguém no velório. Na doença e na morte, longe os parentes", era a teoria que defendia e a que a família obedecia.
— Chama-se isso de hipocondria — explicou um médico a quem Dona Belinha secretamente visitou:— Hipocondria?— É uma ansiedade habitual relativa à própria saúde — decifrava o médico.
— É muito comum, um caso assim. Há pessoas que não vivem sem tomar remédio. Seu marido é um caso desses. Só que em estado mais grave, porque ele chega a ir para o hospital. Mas não se preocupe. Os hipocondríacos são os que vivem mais.
— Isso pega, doutor? — inquiriu Dona Belinha, quase desejando que sim, para poder acompanhar o marido, de quem sentia muita falta, durante os dias de nosocômio.
— Pegar, não digo, mas quem convive com um hipocondríaco, sendo de espírito fraco, pode-se contagiar por esta mania.E ela muito rezava e pedia que lhe fosse dado este contágio.
— Belinha, traz a mala.
— Pra onde você vai, Pirilo?— Vou-me hospitalizar.
— O que é que você está sentindo?
— Hoje, fazendo as unhas, tirei sangue da cutícula. Isso pode infeccionar, dar tétano, gangrenar, sei lá. Com saúde não se brinca.E, de mala branca na mão e infalível chapéu preto à cabeça, lá ia o Pirilo para o Hospital dos Estrangeiros, onde tinha conta corrente (pagava por semestre) e apartamento quase fixo.
— O apartamento de sempre, Sr. Pirilo? perguntava a enfermeira, como se aquilo fosse um hotel.— Não. Desta vez quero um no terceiro andar, com vista para a encosta.E por uma semana, muitas vezes, curtia o seu hospitalzinho, de camisola e tudo, com exames de pressão arterial, termômetros sob a axila, colheita de urina, sangue, fezes, escarro, etc. Uma semana depois, sentindo-se recuperado, voltava ao seio da família, dizendo-se outro homem.Ao mesmo tempo em que os filhos cresciam, desenvolvia-se a hipocondria do Pirilo, que se internou pelos motivos mais burlescos, de tão banais: furúnculo, cisco no olho, mau jeito no braço, aerofagia, topada.A conselho médico a mulher nem tocava mais no assunto, tentando meter na cabeça do marido que ele não sofria de coisa alguma ("Isso pode piorar, porque ele fica irritado e..."). Ao ver Pirilo chegar e entrar em casa sem tirar o chapéu preto, a mulher já sabia que era caso de hospital. E, por conta própria (disso o médico não teve culpa), já até colaborava com a hipocondria do marido.
— Não está passando bem, Pirilo?
— Ainda bem que você notou. Hoje arrotei duas vezes, depois de tomar uma Coca-Cola. Faz a mala.E o pijama, com pente, chinelo e escova de dentes, era enfiado na mala branca que Pirilo conduzia ao Hospital dos Estrangeiros, onde era mais conhecido do que muitos dos médicos que lá operavam ou davam plantão.
— Terceiro andar, para a encosta?
— Segundo andar, de frente.— 214 — informava a enfermeira, dando-lhe a chave.Tantas foram as vezes que Pirilo se internou que, ultimamente, já ia sozinho da portaria para o quarto. Ir uma enfermeira com ele para quê, se ele conhecia os corredores e apartamentos mais do que a maioria delas? De hospital, ele dava aula. E era um custo para aceitar a alta do médico.
— Pode ir embora hoje, Sr. Pirilo.
— De jeito nenhum. Antes de quinta-feira ninguém me tira daqui.
— Mas o senhor já está bom. Os gases...
— Os gases acabaram, mas... e essa unhazinha? — Que tem a unha? — perguntava o médico, segurando-lhe a falange do pé que Pirilo lhe exibia.
— Repare na unha, veja bem.
— Está bem.
— Ora, doutor, enganar ao Pirilinho? A unha está encrava, não encrava. Antes de quinta-feira eu não saio, a não ser que a unha se resolva.De tanto Pirilo se ausentar para os hospitais, apareceu um arquiteto desquitado com ótimos planos e projetos para Dona Belinha com os quais ela concordou, de tanta distância que já sentia do marido hipocondríaco.Saiu ganhando, pois amava agora um homem formado, enquanto Pirilo continuava amante de uma ajudante de enfermeira do Hospital dos Estrangeiros, que um dia dava plantão no terceiro andar, de frente para a encosta, no outro dia no segundo andar, de frente para a frente...Os hipocondríacos merecem cuidados!
Biografia - Tancredo Neves - Gente que mudou a História
Tancredo Neves (Presidente do Brasil - morreu antes de tomar posse) 4/3/1910 - São João Del Rei, Minas Gerais 21/4/1985 - São paulo, SPTancredo Neves nasceu em São João Del Rei, Minas Gerais, em 4 de março de 1910. Advogado, ingressou na política pelo PP (Partido Progressista), pelo qual foi eleito vereador em São João del Rei em 1935, cargo que exerceu até 1937. Já pelo PSD (Partido Social Democrático), elegeu-se deputado estadual (1947-1950) e deputado federal (1951-1953). Passou a atuar no ministério a partir de 25 de junho de 1953, exercendo os cargos de ministro da Justiça e Negócios Interiores até o suicídio do presidente Getúlio Vargas. Em 1954, foi eleito novamente deputado federal, cargo que ocupou por um ano. Foi diretor do Banco de Crédito Real de Minas Gerais (1955) e da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil (1956-1958). De 1958 a 1960, assumiu a Secretaria de Finanças do Estado de Minas Gerais (1958-1960). Foi nomeado primeiro-ministro com a instauração do regime parlamentarista, logo após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Ocupou o cargo de 1961 e 1962. No ano seguinte, voltou a ser eleito deputado federal. Foi um dos líderes do MDB (Movimendo Democrático Brasileiro), partido criado em 27 de outubro de 1965, a partir do AI-2 (Ato Institucional 2), que decretou a extinção de todos os partidos políticos até então existentes e instituiu o bipartidarismo. Foi reeleito deputado federal seguidas vezes entre 1963 e 1979. Após a volta do pluripartidarismo, Tancredo foi senador pelo MDB em 1978 e fundou o PP (Partido Popular), partido pelo qual continuou exercendo o mandato até 1982. No ano seguinte, ingressou no PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) e foi eleito governador de Minas Gerais (1983-1984). Neste período político, houve grande agitação política em prol do movimento Diretas Já, numa ação popular que mobilizou os jovens e pregava as eleições diretas para presidente. Porém, com a derrota da emenda Dante de Oliveira, que instituía as eleições diretas para presidente da República em 1984, Tancredo foi o nome escolhido para representar uma coligação de partidos de oposição reunidos na Aliança Democrática. Com o senador José Sarney como vice, foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985, representando o partido da oposição e derrotando Paulo Maluf, de direita. Na véspera de tomar a posse, em 14 de março de 1985, o político foi internado em estado grave no hospital e o vice-presidente José Sarney assumiu o cargo. Morreu no dia 21 de abril de 1985, em São Paulo.
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Explosão mata três peritos da PF em Manaus
Três peritos morrem em explosão na PF em ManausSÃO PAULO (Reuters) - Três peritos da Polícia Federal morreram em uma explosão do prédio da Superintendência da Polícia Federal em Manaus ocorrida na tarde de sexta-feira, informou a assessoria do hospital para onde as vítimas foram levadas.
Max Augusto Neves Nunes e Maurício Barreto da Silva Júnior morreram neste sábado às 11h30 e 13h, respectivamente, no Hospital 28 de Agosto, segundo a assessoria da instituição, que também informou que os dois corpos já foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Manaus.
Antônio Carlos de Oliveira foi a primeira vítima da explosão ocorrida na sala do setor técnico-científico do prédio da PF na capital amazonense e já chegou morto ao hospital na sexta-feira, de acordo com Manoel Batista, do Hospital 28 de Agosto.
Segundo informações da Globo News, o acidente ocorreu na sexta-feira por volta das 17h30 e possivelmente foi causado pela explosão de um cilindro apreendido em uma operação da PF contra o tráfico de drogas.
(Reportagem de Jenifer Corrêa)
Tony Blair visita Faixa de Gaza
Enviado de paz Tony Blair visita Faixa de Gazadomingo, 1 de março de 2009
GAZA (Reuters) - O enviado de paz para o Oriente Médio Tony Blair visita a Faixa de Gaza neste domingo, em sua primeira viagem ao território palestino controlado pelo Hamas desde que foi designado para o cargo há dois anos.
"Queria vir aqui para escutar eu mesmo, em primeira mão, o povo de Gaza, cujas vidas foram duramente afetadas pelo conflito recente", disse Blair em comunicado.
Assessores afirmaram que Blair discutirá com os líderes empresariais e civis os esforços para reparar os danos causados pela ofensiva israelense do mês passado.
A reconstrução da região também está na pauta de uma conferência de países doadores prevista para segunda-feira no Egito.
"Eu transmitirei (para a conferência) o relato dos eventos (em Gaza), a avaliação deles sobre o que se precisa para a reconstrução, as metas para reconstruir um vibrante setor privado e uma sociedade civil", disse Balir.
Uma porta-voz do ex-primeiro ministro britânico disse que não há plano de Blair reunir-se com líderes do Hamas durante a visita.
(Por Nidal al-Mughrabi)
Todo interesse na Amazônia é econômico,não se chuta cachorro morto
Amazônia já está 'internacionalizada', dizem ONGsCarolina Glycerio - Da BBC Brasil em São Paulo
Preocupação global já teria 'internacionalizado' debate sobre o futuro da região
O debate sobre o futuro da Amazônia já está internacionalizado seja pela importância que ganhou a questão do aquecimento global ou pela atuação de multinacionais na região, dizem ambientalistas entrevistados pela BBC Brasil.
"O Brasil se incomoda porque sabe que não tem soberania plena. Sabe que se quiser desmatar tudo, vai ter problemas (com a comunidade internacional)", afirma o pesquisador Paulo Barreto, do Imazon.
Ele cita como o exemplo o fato de qualquer acesso a crédito para projetos na Amazônia depender hoje de estudos sobre os impactos ambientais.
Além disso, diz Barreto, o próprio governo brasileiro tem interesse em mostrar ao mundo que é capaz de fazer uma boa gestão da Amazônia para conseguir levar adiante sua ambição de desempenhar um papel maior no cenário internacional.
"O Brasil quer se colocar como um ator importante em relação a temas internacionais e a Amazônia é uma questão crítica para o país ter esse posicionamento estratégico. A gente tem que demonstrar que cuida da Amazônia."
Paulo Adário, do Greenpeace, argumenta que a economia da Amazônia é tão ou mais globalizada do que a de outras regiões já que os principais produtos da região - soja, madeira e carne - são commodities no mercado internacional.
"Só que quando esses setores vão para a mídia, eles não falam das multinacionais, falam das ONGs", afirma Adário, ressaltando o fato de as maiores empresas da soja serem estrangeiras - Cargill, Bunge, ADM e Dreyfuss.
Barreto, do Imazon, diz não acreditar que essa internacionalização se traduza numa ocupação física, pelo menos não por enquanto.
"Não vejo nenhum plano de ocupar a Amazônia, pelo menos não no curto e médio prazo. Mas se o Brasil não cuidar da Amazônia, com uma política clara, imagino que possa haver no longo prazo."
Para os dois pesquisadores, a polêmica em torno da compra de terras por estrangeiros na Amazônia e a preocupação quanto a ingerências internacionais na região são riscos marginais que estão sendo extrapolados pelo governo.
A lei atual restringe a aquisição ou exploração de terras por estrangeiros na chamada faixa de fronteira, faixa de 150 km de largura, paralela à linha divisória terrestre do território nacional.
Uma empresa com sede no Brasil e capital estrangeiro, porém, não estaria sujeita a essas restrições desde que 51% do capital pertença a brasileiros.
O futuro do Brasil está na Amazônia,diz Mangabeira
Edson Porto e Américo Martins - Enviados especiais da BBC Brasil a ManausNa Amazônia está em jogo o futuro do Brasil, diz Mangabeira .
O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, Roberto Mangabeira Unger, voltou às manchetes nesta semana por dois motivos.
O primeiro foi sua indicação para coordenar o Plano Amazônia Sustentável (PAS), um projeto para desenvolver a região de forma equilibrada. O segundo foi a sugestão de que sua indicação teria levado Marina Silva a se demitir do cargo de minista do Meio Ambiente.
Em relação ao plano, o ministro diz que ninguém está preparado para uma tarefa dessa magnitude. Quanto à ministra, ele é suscinto. "Não posso especular sobres os motivos."
O ministro falou com exclusividade à BBC Brasil e à BBC inglesa na quarta-feira, em Manaus, onde esteve para discutir os primeiros passos do PAS com o governador do Amazonas, o peemedebista Eduardo Braga.
Ele disse que o modelo econômico adotado na região amazônica terá um impacto em todo o país. "O que está em jogo na Amazônia é o futuro do Brasil."
De olho no público externo, Mangabeira Unger conversou com a reportagem da BBC em inglês, com um leve sotaque americano.
BBC - A ministra Marina Silva renunciou apenas cinco dias após a apresentação do Plano de Aceleração Sustentável (PAS) para a Amazônia. O que essa renúncia significa?
Roberto Mangabeira Unger – Eu não devo e não vou especular sobre as razões da renúncia. Tudo que eu posso dizer é que estou entre os muitos admiradores da ministra no Brasil. Ela é corajosa, tenaz e uma cidadã esperançosa que dedicou a maior parte da sua vida para defender uma causa de grande importância nacional. Em segundo lugar, eu devo dizer que o compromisso fundamental do governo com o desenvolvimento sustentável na Amazônia permanece inalterado. E nós estamos determinados a continuar agora e demonstrar para o mundo como preservação, defesa e desenvolvimento podem ser conciliados na Amazônia.
BBC – Na sua carta de renúncia, a ministra Marina disse que não teve todo o apoio do governo que achava necessário para fazer seu trabalho. É possível ter diferentes ministérios trabalhando juntos neste governo em torno da Amazônia?
Mangabeira Unger – O presidente me deu essa tarefa de coordenar os programas de desenvolvimento para a Amazônia,e ele disse que uma das razões pelas quais fez isso é que não queria que a coordenação da política para Amazônia fosse feita por um ministério especializado.
É muito natural para um ministro do Meio Ambiente estar primeiramente preocupado com a preservação do meio ambiente, mesmo que enfatizando um comprometimento com o desenvolvimento. Da mesma forma que para o ministro da Agricultura é natural que ele esteja primeiramente preocupado com a produção agrícola. É muito natural que esses diferentes ministros tenham diferenças de ênfase. O presidente sentiu que a coordenação de uma questão de tamanho significado para a nação não deveria ficar na mão de um ministro especializado. Essa foi a posição dele.
BBC – Segundo alguns órgãos de imprensa, um dos motivos que motivaram saída da ministra seria sua indicação para coordenar o PAS. Foi isso que ocorreu?
Mangabeira Unger – Eu não posso especular sobre os motivos. Estive viajando o dia todo e nem li a carta de demissão. E isso não é a minha preocupação. Minha preocupação é a tarefa que me foi dada. Essa é uma grande tarefa, não apenas para o nosso país, mas para o mundo todo. Temos que nos perguntar o que desenvolvimento sustentável realmente significa e do que necessita.
BBC – E do que necessita?
Mangabeira Unger – Há três pré-condições fundamentais. A primeira é a questão da propriedade da terra. Temos que esclarecer a titulação e a posse da terra. O segundo pré-requisito é que se faça um zoneamento ecológico e econômico da Amazônia, que possa definir uma estratégia para a Amazônia sem floresta, não só a que foi desflorestada, mas também aquela parte que nunca teve floresta, e outra para a Amazônia com floresta. A terceira pré-condição é a construção de um regime regulatório e fiscal que garanta que a floresta em pé valha mais do que a floresta cortada. Uma vez que essas pré-condições estejam satisfeitas, podemos tocar os quatro principais pontos de trabalho que nos foram dados para dar um conteúdo prático à idéia de desenvolvimento sustentável.
BBC – E quais seriam esses pontos?
Mangabeira Unger – O primeiro trabalho é tecnológico: a construção de uma tecnologia apropriada para a floresta tropical. Quase toda a tecnologia florestal disponível no mundo se desenvolveu para lidar com florestas temperadas, que são muito mais homogêneas e menos ricas que as tropicais.
O segundo trabalho é técnico, a organização de serviços ambientais avançados na Amazônia, o que é mais fácil falar do que fazer. Para ter serviços ambientais avançados na Amazônia precisamos de pessoas altamente qualificadas, que estejam dispostas a viver e trabalhar fora das grandes cidades. Em todo o mundo, pessoas muito qualificadas querem viver em grandes cidades, e uma das razões é porque apenas nas grandes cidades eles têm acesso a serviços de alta qualidade. Ninguém no mundo descobriu ainda como prover serviços de alta qualidade em um amplo território. E esse é apenas um dos vários problemas novos que teremos que solucionar.
BBC – E quais seriam os outros?
Mangabeira Unger – O terceiro é legal e institucional, qual será o regime de propriedade sob o qual a floresta será gerida. Há uma tendência em países com floresta em todo o mundo de ir na direção de gerenciamento comunitário da floresta, como alternativa a um sistema de concessão para grandes negócios. Mas esse sistema de gerenciamento comunitário ainda tem que ser definido em um formato legal preciso.
E o quarto trabalho, e possivelmente o mais formidável deles, é o desenvolvimento da ligação entre a floresta e as indústrias, indústrias que transformem a madeira e outros produtos da floresta. Essas indústrias não vão surgir a menos que a gente crie incentivos econômicos, não apenas para que elas se instalem, mas também para que seja adicionado valor a essa atividade industrial. Então é um grande trabalho.
BBC – Ministro, para que tudo isso funcione é preciso que diferentes ministros, políticos e atores, que como o sr. mesmo disse têm diferentes visões e interesses, trabalhem juntos e também é preciso que sejam estabelecidas prioridades na Amazônia. O sr. estaria preparado para enfrentar, por exemplo, os planos do Ministério da Agricultura para a Amazônia?
Mangabeira Unger – Eu creio que se produz uma impressão falsa, por causa do foco de alguns em rivalidades e desentendimentos. A verdade é que há base para uma convergência inclusiva de opiniões no Brasil. Há algumas pessoas que deixariam a Amazônia como um santuário, um parque, para o deleite e benefício da humanidade. E há algumas outras que acreditam que desenvolvimento requer portar abertas para formas predatórias de exploração. Mas a vasta maioria do país se opõe a essas duas visões e está determinada a encontrar uma forma para reconciliar três compromissos: o compromisso com a conservação, o compromisso com um sistema de produção inclusivo e o compromisso de defesa da nossa soberania. O que está no cerne desses três compromissos é a definição de uma estratégia econômica coerente. Sem essa estratégia, não teremos o compromisso com a conservação.
BBC – Por quê?
Mangabeira Unger – A Amazônia não é um conjunto de árvores. É primeiro um grupo de pessoas, de 25 milhões de brasileiros. Se essas pessoas não tiverem oportunidades, elas serão forçadas a atividades econômicas desordenadas, o que levará ao desflorestamento. Da mesma forma, sem uma estratégia econômica não existirão estruturas econômicas e sociais na região. Uma região vasta sem essas estruturas não pode ser defendida. Ou seja, se quisermos solucionar o problema de defesa, de um lado, e da conservação, de outro, temos que ter sucesso em criar uma estratégia econômica coerente. E para lidar com essa tarefa temos que superar essa falsa disputa entre os dois extremos dos argumentos. Temos que olhar para o conteúdo.
BBC – Mas quando se olha para o conteúdo do PAS ele parece com um plano de negócios, mais do que um projeto de desenvolvimento sustentável...
Mangabeira Unger – Não concordo de forma alguma. Primeiro é preciso dizer que esse plano é apenas um ponto de partida. Não é um programa completo.
BBC – Mas o plano menciona uma série de grande obras, como hidrelétricas e portos, mas praticamente não toca na questão da preservação.
Mangabeira Unger – Eu não concordo. É verdade que os projetos do governo foram incluídos no documento, mas na verdade o compromisso com a preservação está em todo o texto. Mas o problema não é o texto. O trabalho aqui não é ficar interpretando o significado das palavras neste texto, porque como eu disse este plano é apenas um ponto de partida. A questão real é o que vem agora, como tomamos agora ações de curto prazo que possam ter um efeito imediato, mas que ao mesmo tempo sinalizem a direção em que planejamos avançar. E essa é a nossa preocupação agora. É por isso que estou aqui hoje (quarta-feira) visitando o governador do Amazonas e tenho a intenção de visitar todos os governadores da região amazônica. Estamos procurando por eixos que nos levarão do curto prazo para o longo prazo.
BBC – E que medidas seriam essas?
Mangabeira Unger – Hoje, por exemplo, nós discutimos que ações práticas podem ser tomadas para resolver a questão da propriedade da terra, nos colocando em um caminho acelerado para ir da posse à propriedade da terra. Também discutimos como podemos criar alternativas práticas para a produção em pequena escala para quem está nas zonas de transição entre a floresta e as áreas abertas, para que essas pessoas não sejam empurradas na direção das atividades ilegais. E ao mesmo tempo temos que ter um aparato do Estado monitorando esse processo. Também discutimos a construção de uma rede de parques industriais para transformar madeira e outros produtos da floresta. Além disso, também discutimos a questão da formação humana. A mais promissora das idéias é uma nova forma de formação secundária, que combinaria educação geral com educação técnica e profissional.
BBC – O sr. está falando de uma grande transformação do modelo de desenvolvimento da região, algo extremamente difícil e amplo. O que é preciso para que se possa realmente alterar esse modelo?
Mangabeira Unger – É preciso quebrar essa tarefa em tarefas menores, usando pequenas coisas para construir as grandes. É disso que precisamos. Estamos convencidos que a Amazônia é uma causa nacional e não uma causa local. É um grande laboratório nacional, não é uma fronteira apenas da geografia, mas também da imaginação. E é o terreno em que podemos nos reinventar e nos reconstruir. É um ponto simples na história do país. No século 19 nós ocupamos as costas, no século 20 caminhamos para o oeste e o centro do país e no século 21 vamos transformar o Brasil através da transformação da Amazônia. O que está em jogo na Amazônia é o futuro do Brasil.
BBC – O sr. acredita que o Brasil, a população, os políticos, os empresários estão preparados para realizar uma tarefa tão difícil?
Mangabeira Unger – Ninguém nunca está preparado para tarefas dessa magnitude.
Exposição de fotos de ícones dos anos 60


Mostra reúne fotos de ícones americanos dos anos 60A atriz Marilyn Monroe no set de filmagens de 'Something's Got to Give'.
Uma mostra em Londres reúne imagens clássicas feitas pelo fotógrafo americano Lawrence Schiller dos ícones americanos da década de 60.
Entre as imagens presentes na exposição American Icons (Ícones Americanos) está uma série de fotos da atriz Marilyn Monroe.
Uma das mais famosas retrata a atriz na piscina de um hotel em 1962 no set de filmagem de Something's Got to Give. Marilyn morreu em agosto daquele ano e não finalizou o filme.
Hitchcock e Tippi Hedren durante as filmagens de 'Os Pássaros'
Schiller costumava dizer que fotografar Marilyn "foi apenas mais um trabalho" e que a atriz era sexy, e não bonita.
Além de fotógrafo, Schiller também atuou como diretor e produtor de cinema, lançou diversos livros. Como fotojornalista, trabalhou na revista Life e nos jornais London Times e Saturday Evening Post, entre outros.
A exposição em Londres traz ainda uma foto de Sophia Loren e do marido, Carlo Ponti, durante o jantar da cerimônia do Oscar, em 1962.
Sophia Loren e Carlo Ponti no jantar da cerimônia do Oscar em 1962.
Outra imagem icônica presente na mostra é do ator Buster Keaton nos estúdios MGM em 1965 - ano em que ele morreu, diagnosticado com câncer no pulmão.
Schiller, conhecido por estar "sempre no lugar certo, na hora certa", fotografou também o diretor de cinema Alfred Hitchcock e a atriz Tippi Hedren durante as filmagens do longa-metragem 'Os Pássaros'.
A mostra American Icons (Ídolos Americanos) fica em cartaz na galeria Asprey, em Londres, até 13 de fevereiro.
Devaneios de uma estilista
Artista canadense cria vestidos com folhas, flores e frutasSabe aquela história de não repetir roupas de festa?
A artista canadense Nicole Dextras levou o conceito ao extremo, criando roupas efêmeras, feitas de folhas, flores e frutas, que só podem ser usadas em uma ocasião.
Costurando as peças com espinhos, Dextras começou usando folhas encontradas perto de sua casa em Vancouver, no Canadá, mas teve que fazer um acordo com um horto florestal para obter material suficiente para sua produção.
Ciência & Saúde
Cientistas encontram pegadas humanas de 1,5 milhão de anosForam descobertas duas séries de pegadas, que teriam 10 mil anos de diferença.
Cientistas encontraram pegadas humanas de 1, 5 milhão de anos no Quênia, que revelam que os pés e o modo de andar de alguns dos primeiros hominídeos já eram bem parecidos com o do ser humano moderno.
As pegadas apresentam sinais de dedos pronunciadamente arqueados, curtos e alinhados, que diferem de pegadas mais antigas.
O tamanho e o espaçamento entre as pegadas - atribuídas ao Homo erectus - refletem a altura, o peso e o modo de caminhar do ser humano moderno.
A descoberta foi publicada na revista Science.
Poucos registros
As pegadas não são as mais antigas pertencentes a um membro da linhagem humana, já que marcas do Australopithecus afarensis, de 3,7 milhões de anos atrás, foram encontradas em Laetoli, na Tanzânia, em 1978.
Estas pegadas, no entanto, mostram pés chatos e um ângulo bem maior entre o dedão e os demais dedos do pé, que indicam pés que ainda 'agarravam' o chão.
Ainda não se sabe exatamente como um pé mais parecido com o de macacos se desenvolveu para sua versão moderna.
De acordo com o principal autor do estudo, Matthew Bennett, da Universidade de Bournemouth, na Grã-Bretanha, existem relativamente poucos registros fósseis de ossos dos pés e das mãos.
"A razão é que carnívoros gostam de comer mãos e pés", afirmou Bennett à BBC News.
"Uma vez que a carne desaparece, existe uma série de pequenos ossos que não são preservados, então sabemos pouco sobre a evolução das mãos e dos pés nos nossos ancestrais."
Salto de evolução
As pegadas foram escaneadas a laser para determinar as suas exatas dimensões.
As pegadas foram encontradas nas proximidades de Ileret, no norte do Quênia, em uma pequena colina com vários metros de sedimentos que os pesquisadores limparam cuidadosamente.
Eles encontraram duas séries de pegadas, uma cinco metros mais profunda do que a outra, separadas por areia, lodo e cinzas vulcânicas.
Através de comparações com amostras radioisótopas da região, os cientistas descobriram que as duas camadas de pegadas foram feitas com pelo menos 10 mil anos de diferença.
Outra característica fundamental descoberta com a série de pegadas é como o Homo erectus andava.
Há indícios de um grande peso no calcanhar, transferido em seguida para o canto externo do pé, progredindo para a parte interna e terminando com a elevação dos dedos.
"Isto é muito sintomático do estilo moderno de andar, e as pegadas de Laetoli não mostram estas mesmas características", disse Bennett.
A descoberta é uma importante peça para mapear a evolução dos humanos modernos, tanto em termos de fisiologia como na forma como o Homo erectus se relacionava com seu meio ambiente.
O Homo erectus foi um grande salto na evolução, demonstrando uma maior variedade de dieta e de habitat, e foi a primeira espécie da linhagem humana a sair da África.
Para os EUA,não poderá faltar guerra
Afeganistão é tarefa mais difícil que Iraque, diz enviado de ObamaO enviado especial do governo do presidente americano, Barack Obama, ao Afeganistão disse neste domingo que vencer o conflito no país será "muito mais difícil" do que no Iraque.
"Eu nunca vi algo como essa confusão que nós herdamos", disse Richard Holbrooke, em uma conferência internacional sobre segurança em Munique, na Alemanha.
Holbrooke disse que os Estados Unidos trabalharão com o princípio de que o Paquistão e outros países da região terão de ser parte da solução para os problemas do Afeganistão.
"O que é necessário, na minha visão, são novas ideias, melhor coordenação dentro do governo americano, melhor coordenação com nossos aliados da Otan e outros países envolvidos, e o tempo para acertar", disse o enviado do governo americano, que fará um giro pela região no futuro próximo.
"É como nenhum outro problema que nós enfrentamos, e na minha visão será muito mais difícil do que no Iraque. Será um longo e difícil esforço."
No mesmo encontro, o general americano David Petraeus, o principal arquiteto da estratégia americana no Iraque, também disse que o conflito no Afeganistão deve ser muito mais difícil para o governo dos Estados Unidos.
Segundo o general, as forças americanas precisam cooperar com os afegãos comuns e promover a reconciliação local, a exemplo da tática buscada pelos Estados Unidos no Iraque.
No sábado, o vice-presidente americano, Joe Biden, disse na conferência de Munique que os Estados Unidos adotarão um "novo tom" no mundo, prometendo uma nova política externa americana.
Presidente quer antecipar eleições
Karzai pede eleição presidencial antecipada no AfeganistãoMandato de Hamid Karzai chega ao fim em maio.
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, pediu neste sábado que eleições presidenciais sejam realizadas no país no dia 21 de abril - apesar de a comissão eleitoral do país ter marcado anteriormente o dia 20 de agosto como a data do pleito.
Manifestando preocupação com a falta de segurança e de logística no país para a votação, a comissão havia adiado o pleito de janeiro para agosto com o apoio dos Estados Unidos, que mantêm milhares de soldados no país.
De acordo com a constituição afegã, as eleições deveriam ser realizadas de 30 a 60 dias antes do fim do mandato do presidente incumbente. O mandato de Karzai, de cinco anos, vai até 22 de maio.
Entretanto, de acordo com a comissão eleitoral, há uma contradição entre a Carta Magna e a lei eleitoral do país, que permitiria que o presidente ficasse no poder até outubro - cinco anos depois de Karzai ter vencido a eleição - ou dezembro - cinco anos após ele ter feito seu juramento como presidente.
Além da comissão eleitoral afegã, monitores internacionais também dizem que será difícil realizar uma eleição justa no país na data pedida por Karzai devido à questão da segurança, ao mal tempo nessa época do ano e ao desafio logístico de transportar as cédulas de votação.
Pressão
De acordo com o correspondente da BBC em Cabul Ian Pannell, Hamid Karzai estava sob muita pressão para adiantar as eleições, sendo acusado de estender ilegamente seu mandato.
O presidente não tem o poder de, sozinho, definir a data do pleito.
Com o seu pedido deste sábado, Karzai joga para a comissão eleitoral e a oposição a tarefa de decidir quando as eleições devem ser realizadas e quem deve governar o país caso ela seja adiada, disse Pannell.
O Afeganistão continua a ser palco de atentados e assassinatos atribuídos a militantes islâmicos que apoiam o Talebã, a milícia que até 2001 governava o país, mas foi afastada do poder após uma ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos.
Milhares de soldados da Otan permanecem estacionados no país.
Tropas americanas
Em janeiro, o presidente da Comissão Eleitoral Afegã, Azizullah Ludin, disse que a data de 20 de agosto foi escolhida após consultas com o governo de Cabul e as forças de segurança estrangeiras que lutam contra o Talebã no país.
"Eles nos disseram que haveria novas forças de segurança aqui... e eles garantiram segurança", afirmou, em uma coletiva em Cabul em janeiro.
O presidente americano, Barack Obama, determinou que milhares de soldados sejam enviados ao país nos próximos meses para melhorar a segurança do país.
Entretanto, se a comissão eleitoral decidir atender o pedido de Karzai e adiantar a data, pode ser que o pleito presidencial antes da chegada desse reforço.
Mais uma do Chapolin Colorado
Chávez determina ocupação militar de empresas de arrozClaudia Jardim
De Caracas para a BBC Brasil
Hugo Chávez disse que Obama não deve se meter com ele
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, determinou neste sábado uma intervenção militar em todas as fábricas processadoras de arroz do país.
O governo alega que as empresas têm se negado a respeitar a congelamento de preços determinada pelo Executivo e estariam deixando de produzir."Este governo está aqui para proteger ao povo, não a burguesia rica", disse o mandatário venezuelano em cadeia nacional de rádio e televisão, ao ordenar que o Exército do país ocupasse silos de processamento de arroz.
"Peço apoio do povo para aprofundar a revolução."
Polar
De acordo com o ministro de Agricultura, Elias Jaua, entre as primeiras indústrias afetadas estará a fábrica de alimentos Polar, a maior do país.
"Há meses as empresas produtoras de arroz vêm desafiando as leis (...) no que se refere à embalagem e produção de arroz", afirmou.
Jaua disse que as empresas estariam deixando de produzir o arroz branco "para evadir" o congelamento de preços imposto pelo Executivo a todos os produtos da cesta básica.
No lugar desse produto, as indústrias estariam processando outros tipos de arroz que custam o dobro e não são afetados pelo tabelamento.
O governo afirma que a ocupação das fábricas é de caráter temporário e está prevista na lei de Soberania Alimentar.
Caso as empresas resistam a continuar produzindo sob as regras federais, o governo advertiu que poderá expropriá-las.
Expropriação
Já na sexta-feira, de acordo com a empresa Polar, 16 mil toneladas de arroz foram retidas por autoridades venezuelanas de um silo no Estado de Guárico (região central). A empresa emitiu comunicado considerando a medida "ilícita e arbitrária" e anunciou que recorrerá aos tribunais.
Desde 2002, quando o governo estabeleceu o congelamento dos preços dos produtos da cesta básica, há confronto entre empresários e governo.
Os produtores alegam que a medida afeta a competitividade do setor de alimentos. Já o Executivo argumenta que a lei combate a especulação e protege as classes E e D da inflação dos produtos de primeira necessidade.
A disputa política entre os dois grupos tem gerado períodos de escassez de alimentos. O ápice foi em 2007, quando leite, açúcar, arroz e feijão desapareceram dos supermercados às vésperas de um referendo para promover uma ampla reforma constitucional.
Na ocasião os venezuelanos rejeitaram a proposta de reforma do governo. Alguns setores oficialistas afirmam que o desabastecimento foi um dos motivos da derrota.
Desde então o governo incrementou as importações de alimentos, provenientes principalmente do Brasil e Colômbia. Cerca de 70% dos alimentos que vão à mesa dos venezuelanos são importados.
Obama
Também neste sábado, Chávez rejeitou as declarações do governo dos Estados Unidos, que criticou a situação dos direitos humanos e da luta contra as drogas na Venezuela.
O mandatário pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que "não se meta com ele".
"Não siga o mesmo caminho estúpido que o seu antecessor", George W. Bush, afirmou.
Um relatório do Departamento de Estado americano acusou a Venezuela e Bolívia de não cooperarem no combate ao tráfico de drogas na região.A Venezuela rompeu em 2005 o convênio de cooperação com a DEA (Agência Antidrogas dos EUA). Chávez afirma que, desde então, seu país "golpeou o narcotráfico como nunca antes".
"A DEA apoiava o narcotráfico e o golpismo", afirmou o mandatário, ao justificar a ruptura com o convênio.
"Os Estados Unidos são o primeiro consumidor de drogas do mundo (...) Como é isso que não podem deter a entrada de drogas no próprio território? É cinismo!", disse.
Suspeita da chacina foi motim de guardas da fronteira
Autoridades encontram mais valas comuns em BangladeshAutoridades acreditam que corpos sejam de vítimas do motim.
Pelo menos três novas valas comuns foram encontradas na manhã deste sábado em Bangladesh, durante as buscas por militares desaparecidos depois do motim de guardas da fronteira desta semana.
As informações são de que dez corpos foram encontrados nas valas, em uma horta no quartel general da guarda fronteiriça, na capital Daca, entre eles o da mulher de um dos oficiais.
Os corpos foram incinerados, o que dificultou o trabalho de identificá-los. Acredita-se que sejam de vítimas dos amotinados.
Na sexta-feira foi encontrada uma outra vala comum onde, segundo estimativas, havia 58 corpos.
O governo afirmou que não vai haver anistia para os responsáveis pelos assassinatos.
Vítimas
Cerca de 70 militares continuam desaparecidos desde o motim e as autoridades ainda não têm o número total de mortos nos confrontos.
Na sexta-feira à noite, o comandante das Forças Armadas de Bangladesh reiterou seu apoio ao governo, apesar dos relatos de que os militares estariam descontentes com a forma com a qual o governo lidou com o motim.
O general Moin U. Ahmed reiterou seu apoio depois de conversar com a primeira-ministra Sheik Hasina em Daca.
Alguns oficiais disseram que o governo deveria ter controlado o motim pela força, e não por negociações, argumentando que isso poderia ter evitado a morte de alguns colegas.
Pelo menos 200 amotinados estão presos. Eles foram capturados quando tentavam escapar do quartel, vestidos em roupas civis.
Aparentemente, o motim - iniciado em Daca na quarta-feira - foi causado por uma disputa espontânea sobre pagamento e condições. Alguns oficiais, no entanto, acreditam que a revolta pode ter sido planejada.
O governo decretou três dias de luto oficial, iniciados na sexta-feira, por conta dos confrontos.
Mundo Cão
Vala comum com 58 corpos é descoberta em BangladeshEquipes de busca retiraram corpos de esgotos em volta do quartel.
O Exército de Bangladesh informou nesta sexta-feira que foram encontrados em uma vala comum os corpos de 58 oficiais mortos durante a rebelião dos guardas de fronteira do país, que eclodiu dois dias antes.
Os corpos foram encontrados no quartel-general da guarda de proteção de fronteiras de Bangladesh, no centro da capital, Daca.
Outros 22 corpos foram encontrados antes, incluindo alguns que tinham sido retirados dos esgotos e poços.
Nos dois dias de confrontos entre os guardas de fronteira e as forças de segurança do país, que teria começado devido à reivindicação por aumento de salários, vários militares desapareceram e se suspeita que eles estejam mortos.
Acredita-se que dentro do quartel da força de proteção de fronteiras cerca de 100 pessoas tenham morrido nos dois dias de motim.
As autoridades prenderam pelo menos 200 suspeitos de participarem dos confrontos enquanto tentavam escapar vestidos com roupas civis.
Depois de visitar o complexo onde fica o quartel-general nesta sexta-feira, um ministro do governo do país declarou que os responsáveis pelas mortes não iriam ter o benefício da anistia, oferecido anteriormente pela primeira-ministra Sheikh Hasina.
Esgotos
Segundo o correspondente da BBC em Daca Mark Dummett, existe a hipótese de que os oficiais desaparecidos tenham sido baleados por seus próprios homens e seus corpos tenham sido enterrados ou jogados nos grandes canos de esgoto que passam embaixo do quartel da guarda de fronteira de Bangladesh.
Os 58 corpos foram encontrados na vala comum que ficava perto do hospital dentro do complexo da guarda de fronteira.
Familiares de desaparecidos esperavam notícias nos portões do quartel
As famílias dos desaparecidos ainda esperam do lado de fora dos portões do quartel, de acordo com Dummett.
Outros sete soldados da cavalaria da guarda de fronteira foram mortos nos confrontos dos últimos dias, além de quatro civis, incluindo um menino.
Salário
Além do quartel em Daca, a guarda de fronteiras de Bangladesh conta com cerca de 70 mil homens estacionados em 42 acampamentos em todo o país, incluindo 40 mil nas fronteiras.
A crise entre estes oficiais e o governo começou na manhã de quarta-feira, depois que comandantes da guarda teriam se recusado a analisar um melhor salário e condições de trabalho para os soldados.
Os integrantes da guarda de fronteira bengalesa estão insatisfeitos com o salário de US$ 70 (cerca de R$ 165) por mês, o equivalente ao salário de um secretário de baixo escalão do governo, enquanto os oficiais mais altos na hierarquia ganham relativamente mais.
O motim terminou na quinta-feira depois que tanques cercaram o quartel e a primeira-ministra Sheikh Hasina afirmou que analisaria as reclamações dos soldados.
O filho da primeira-ministra Sajeeb Wazed, disse à BBC que a forma como a premiê enfrentou a crise foi uma "vitória para a democracia" em Bangladesh.
A Desmoralização das Forças Armadas

A Desmoralização das Forças Armadas
Por Jorge Serrão
Por Jorge Serrão
O desgoverno do Foro de São Paulo resolveu acelerar seu processo de propaganda ideológica para desmoralizar e “demonizar” as Forças Armadas. Elaborada nos moldes do marketing de guerra bolchevique-nazista, a estratégia geral consiste em produzir efeitos psicossociais, em curto e médio prazo, para diminuir e colocar em dúvida o respeito que a opinião pública tem pelo Exército, Marinha e Aeronáutica.
A principal meta é reverter os resultados de uma pesquisa de opinião divulgada semana passada, feita com 1.200 entrevistados pela Fundação Getúlio Vargas, constatou que as Forças Armadas ocupam o primeiro lugar no índice de confiança, na comparação com outras 17 instituições.
A campanha de destruição de imagem tem três objetivos fundamentais. O primeiro é jogar a opinião pública contra as “legiões” para que seus integrantes se sintam intimidados a reagir contra o processo revolucionário inegavelmente em marcha. O segundo é vender à sociedade a imagem de que as Forças Armadas precisam sofrer reformulações radicais em suas bases, conforme algumas propostas de mudança contidas na Estratégia de Defesa Nacional lançada recentemente. O terceiro é associar os militares diretamente ao autoritarismo, pintando-os como entraves constantes para a “democracia”.
Quatro ministros do governo Lula lideram diretamente a campanha de desmoralização contra as Forças Armadas: Tarso Genro (Justiça), Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), Dilma Rouseff (Casa Civil e potencial presidenciável) e Franklin Martins (Comunicação). O governo agora prepara um comercial de televisão em que aparecerão mães de desaparecidos políticos, nos tempos dos governos militares (1964-1985), segurando fotos dos filhos e chorando que não querem morrer sem saber o paradeiro deles.
O comercial tem duas intenções. A primeira reforçar a tese de que o Supremo Tribunal Federal tem de rever a abrangência da Lei de Anistia (Lei nº 6.683/79). A segunda é preparar o lançamento, até maio, de um sistema de acesso a dados de 14 arquivos estaduais, chamado Projeto Memórias Reveladas. O governo publicará um edital para convocar donos de acervos particulares a transferirem documentos sobre o período pós-64 para arquivos públicos.
Ontem, inclusive, o ministro Paulo Vanucchi voltou a pedir que a “sociedade civil” intensifique a pressão para que documentos e informações sobre o paradeiro de desaparecidos políticos sejam revelados. Vanucchi apelou ontem que “vítimas da repressão do regime militar”, seus familiares e entidades de classe, devem entupir o STF com ações judiciais em massa contra a Lei de Anistia e pedindo punição para “os torturadores”. Propagandisticamente, o termo genérico “torturadores” inclui todos os militares...
Curiosamente, o chefão Lula tenta manter uma posição pública “em cima do muro”, fingindo ser diferente dos anti-militares que compõem seu desgoverno. Anteontem, Lula deu uma entrevista ao jornalista Jorge Oliveira – que dirige um documentário sobre o operário Manoel Fiel Filho, um dos mártires pós-64. Lula deixou claro que a Lei de Anistia foi aprovada pelo Congresso e deve ser respeitada. Lula ressaltou que a lei anistiou a todos, e que o governo não tem como interferir. No entanto, Lula pondera que cabe à Justiça se manifestar sobre o assunto.
A campanha contra as Forças Armadas, no entanto, tem objetivos geopolíticos e estratégicos muito mais graves. O Alerta Total publicará, na edição de domingo, com exclusividade, um documento oficial revelando o que existe por trás da Estratégia Nacional de Defesa (e não Estratégia de Defesa Nacional) lançada pelos ministros Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos).
Os militares terão a oportunidade de conhecer seus verdadeiros inimigos. Aqueles que os atacam agora são meros agentes conscientes da propaganda contra o Brasil.
Jorge Serrão, Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal
A desconstrução de uma Nação
A Desconstrução de uma Nação. (...)
Lembrando um passado ainda possivel de se lembrar, permanecem alguns exemplos de homens-estadistas patriotas, que no domínio politico realizaram milagres extraordinários e que nos deixaram este patrimônio que aí está graças ao esforço inteligente ligado às equações nacionais.
Pensando como brasileiros, agindo como brasileiros, sentindo como brasileiros, nada fazendo senão tendo em vista uma nacionalidade nascente.Guardo comigo, pelo que me ensinaram, algumas figuras que fizeram épocas na história , até hoje não substituídas pela grandeza dos feitos e da conduta pública.
Homens que tiveram o BRASIL na consciência, a nação no espírito, o sacrifício no trabalho, a HONESTIDADE NOS PROPÓSITOS, A RESPONSABILIDADE NAS DECISÕES.Homens que conheciam o dever e as leis, que sabiam a existência de um grande país constitucionalizado.
Relembro uns poucos nestes últimos dois séculos : CAXIAS, RIO BRANCO, RONDON, FLORIANO E VARGAS.
Embora tivessem desafetos, ou então adversários, nunca se deixaram influenciar pela ambição do poder político e nem se legaram uma obra de razão nacional, de coragem e força de vontade, de inteligência e de perseverança responsável.
De CAXIAS- recebemos uma nação unida num continente dividido.
De RIO BRANCO - recebemos nossas fronteiras bem demarcadas.
De RONDON - a expansão da nação pelo interior esquecido.
Com FLORIANO - tivemos a consolidação republicana.
Com VARGAS - a proteção dos humildes através de uma legislação social no momento bem concebida.
Todos eles marcam o seu lugar na história, como construtores de um país que tentava ser nação.Com eles a nação ficou bem formada na sua unidade, melhor formada na sua geografia, conhecida no seu interior, consolidada no regime político, aplainada nos direitos sociais. Pouco nos faltava para ingressar no mundo das potências. As crises eram pequenas e removíveis diante de soluções razoáveis. A vida social interna estava equilibrada, ainda embora houvessem resquícios de conduta discriminatória. (...)
Parece que vivíamos num país seguro pelo que havíamos recebido de uma história que invejava vizinhos. Nos respeitavam, nos admiravam, havia confiança no futuro.No momento próximo de novo século, é visível a existência de um processo político de desconstrução.(...)O importante é saber que estamos montando uma bomba social, a explodir logo adiante , nos próximos anos. Com uma nação combalida, sofrida de pressões internas e externas, tudo pode acontecer.
LAMENTÁVEL APENAS QUE OS QUE ENXERGAM FINGIREM DE CEGOS.
Vejo com apreensão alguns atos de demolição nos colúios contra o regime político, nas reformas deformantes, nas ameaças à federação, na parceria internacional, no entreguismo econômico ou nas relações de trabalho. Com as liquidações das empresas nacionais e a profunda agitação que existe no campo social, só podemos esperar por dias agitados ou por dias temperados pela violência rural e quem sabe urbana.
Não basta desconstruir pra reformar. Sem um plano de metas ou ação administrativa, a continuidade que é essencial nas instituições públicas, desaparece com o arrancar das raízes. Podemos continuar de novo sem sacrificar o que plantamos de sólido através de uma longa história de conquistas memoráveis. O simples desconstruir para reformar uma nação bem formada , é um crime contra ela própria.
Este texto é parte do artigo " A desconstrução de uma nação bem formada" de Manoel de Oliveira Franco Sobrinho publicado na Gazeta do Povo de 27/01/1992. - Professor emérito da Universidade Frederal do Paraná e professor honorário do Colégio Maior de Nossa Senhora do Rosário , de Bogotá Colômbia.
Lembrando um passado ainda possivel de se lembrar, permanecem alguns exemplos de homens-estadistas patriotas, que no domínio politico realizaram milagres extraordinários e que nos deixaram este patrimônio que aí está graças ao esforço inteligente ligado às equações nacionais.
Pensando como brasileiros, agindo como brasileiros, sentindo como brasileiros, nada fazendo senão tendo em vista uma nacionalidade nascente.Guardo comigo, pelo que me ensinaram, algumas figuras que fizeram épocas na história , até hoje não substituídas pela grandeza dos feitos e da conduta pública.
Homens que tiveram o BRASIL na consciência, a nação no espírito, o sacrifício no trabalho, a HONESTIDADE NOS PROPÓSITOS, A RESPONSABILIDADE NAS DECISÕES.Homens que conheciam o dever e as leis, que sabiam a existência de um grande país constitucionalizado.
Relembro uns poucos nestes últimos dois séculos : CAXIAS, RIO BRANCO, RONDON, FLORIANO E VARGAS.
Embora tivessem desafetos, ou então adversários, nunca se deixaram influenciar pela ambição do poder político e nem se legaram uma obra de razão nacional, de coragem e força de vontade, de inteligência e de perseverança responsável.
De CAXIAS- recebemos uma nação unida num continente dividido.
De RIO BRANCO - recebemos nossas fronteiras bem demarcadas.
De RONDON - a expansão da nação pelo interior esquecido.
Com FLORIANO - tivemos a consolidação republicana.
Com VARGAS - a proteção dos humildes através de uma legislação social no momento bem concebida.
Todos eles marcam o seu lugar na história, como construtores de um país que tentava ser nação.Com eles a nação ficou bem formada na sua unidade, melhor formada na sua geografia, conhecida no seu interior, consolidada no regime político, aplainada nos direitos sociais. Pouco nos faltava para ingressar no mundo das potências. As crises eram pequenas e removíveis diante de soluções razoáveis. A vida social interna estava equilibrada, ainda embora houvessem resquícios de conduta discriminatória. (...)
Parece que vivíamos num país seguro pelo que havíamos recebido de uma história que invejava vizinhos. Nos respeitavam, nos admiravam, havia confiança no futuro.No momento próximo de novo século, é visível a existência de um processo político de desconstrução.(...)O importante é saber que estamos montando uma bomba social, a explodir logo adiante , nos próximos anos. Com uma nação combalida, sofrida de pressões internas e externas, tudo pode acontecer.
LAMENTÁVEL APENAS QUE OS QUE ENXERGAM FINGIREM DE CEGOS.
Vejo com apreensão alguns atos de demolição nos colúios contra o regime político, nas reformas deformantes, nas ameaças à federação, na parceria internacional, no entreguismo econômico ou nas relações de trabalho. Com as liquidações das empresas nacionais e a profunda agitação que existe no campo social, só podemos esperar por dias agitados ou por dias temperados pela violência rural e quem sabe urbana.
Não basta desconstruir pra reformar. Sem um plano de metas ou ação administrativa, a continuidade que é essencial nas instituições públicas, desaparece com o arrancar das raízes. Podemos continuar de novo sem sacrificar o que plantamos de sólido através de uma longa história de conquistas memoráveis. O simples desconstruir para reformar uma nação bem formada , é um crime contra ela própria.
Este texto é parte do artigo " A desconstrução de uma nação bem formada" de Manoel de Oliveira Franco Sobrinho publicado na Gazeta do Povo de 27/01/1992. - Professor emérito da Universidade Frederal do Paraná e professor honorário do Colégio Maior de Nossa Senhora do Rosário , de Bogotá Colômbia.
Pérolas do ENEM deste ano
O tema da redação desse ano foi Aquecimento Global e não faltaram preciosidades.
01) "o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta." (e levaram o disco da Xuxa onde ela canta "Brincar de Índio")
02) "A amazônia é explorada de forma piedosa." (Imagine se não fosse?…)
03) "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta." (o mundo tem mais um Capitão Planeta?)
04) "A floresta tá ali paradinha no seu lugar e vem o homem e creu nela." (velocidade 5 do créu!)
05) "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta." (pra deixar bem claro o tamanho da destruição)
06) "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação." (pleonasmo é lei!)
07) "Espero que o desmatamento seja instinto." (ah…)
08) "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo." (Não entendi? Eles já estão extintos e vão se reproduzir na vida eterna? É isso?)
09) "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (Culpa deles que são muito sentimentais!)
10) "Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis." (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)
11) "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas." (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd's da coleção do Chaves)
12) "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (amém)
13) "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (e as renováveis também não s?)
14) "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (deve ser culpa da morte ecológica)
15) "A amazônia tem valor ambiental ilastimável.." (ignorem, por favor!)
16) "É preciso explorar sem atingir árvores sedentárias." (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas, flexões, enfim academia!)
17) "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia." (ÃHN?)
18) "Paremos e reflitemos." (Excelente Concordância!)
19) "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas." (É necessário legalizar, somente as autorizadas poderão destruí-las!)
20) "Retirada claudestina de árvores." (você entendeu? Eu não!)
21) "Temos que criar leis legais contra isso." (bacana, as nossas leis são ilegais! Apenas moral!)
22) "A camada de ozonel." (Chris O'Zonnell?)
23) "a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor." (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)
24) "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração." (procurem um médico imediatamente!)
25) "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável." (campeão da categoria "o mais enchedor de lingüiça")
26) "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação." (NÃO!???)
27) "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises." (gênio da matemática, foi excelente na prova de matemática avançada!)
28) "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes." (red bull neles – clama a natureza!)
29) "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório." (Não deixa eles ouvirem isso!)
30) "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando." (subindo!)
31) "Na floresta amazônica tem uma grande biodiversidade: passarinhos, aves, leões, onças, tigres, ursos, elefantes etc." (Caprichou na biodiversidade, mas explica os tigres, ursos e elefantes na floresta! Isso é tráfico de animais!)
32) "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (que burragem)
33) "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (imaginem as que foram votadas no banheiro deles!)
34) "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia." (O que se faz com um sujeito que escreve isso?)
35) "O que vamos deixar para nossos antecedentes?" (dicionários. Por favor!)
36) "A fiscalisação tem que ser preservativa." (lerê-lerê)
37) "Não podem explorar a Amazônia de maneira tão devassaladora." (neologismo (nova palavra) pra devastadora + avassaladora)
38) "O sero mano tem uma missão..." (A minha, por exemplo, é ter que ler isso!)
39) "O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas." (Levei uns minutos para identificar o El Niño...)
40) "O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!" (Eu não sabia que a camada tinha esse nome bonito)
41) "Enquanto isso os zoutros... tudo baixo nive...." (Seja sempre você mesmo!!)
42) "A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região." (E além de tudo, viajam pra caramba, hein?)
43) "O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente." (Entendeu ...? Eu também não!)
44) "Não devemos preservar apenas o meio ambiente e sim todo ele." (Faz sentido! Muito bom!)
45) "O grande problema do Rio Amazonas é a pesca dos peixes". (Achei que fosse a pesca dos pássaros!.)
46) "É um problema de muita gravidez." (Com certeza....se seu pai usasse camisinha, não leríamos isso!)
47) "A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO." (Quem ensinou isso a ele? A professora de Biologia ou o médico do postinho?)
48) "Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia". (Que pena. Também os ursos, tigres e elefantes sumiram de lá)
49) "A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando". (Foi trazida nas caravelas, certo! Por Pedro Alvarez Cabral?)
50) "O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos." (Não conte comigo!)
51) "Na verdade, nem todo desmatamento é tão ruim. Por exemplo, o do Aeds Egipte seria um bom beneficácio para o Brasil" (Vamos trocar as fumaças pelas moto-serras)
52) "Vamos mostrar que somos semelhantemente iguais uns aos outros". (Com algumas diferenças básicas!!)
53) "... menos desmatamentos, mais florestas arborizadas." (Concordo! De florestas não arborizadas, basta o Saara!)
54) ".... provocando assim a desolamento de grandes expecies raras." (Vocês não sabiam que os animais têm depressão?)
55) "Nesta terra ensi plantando tudo dá.". (Isto deve ser o português arcaico que Caminha escrevia...)
56) "Isso tudo é devido ao raios ultra-violentos que recebemos todo dia". (Meu Deus... Haja pára-raio!)
57) "Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado." (Quem teria sido o fabricante? Compaq ? Apple? IBM? Dell? Hp? Toshiba? Sony? Não sei!)
58) "Imaginem a bandeira do Brasil. O azul representa o céu , o verde representa as matas, e o amarelo o ouro. O ouro já foi roubado e as matas estão quase se indo. No dia em que roubarem nosso céu, ficaremos sem bandeira..." (Caraca! Ainda bem que temos aquela faixinha onde está escrito 'Ordem e Progresso'. Mas, boa reflexão!)
59) "Ultimamente não se fala em outro assunto anonser sobre os araras azuls que ficam sob voando as matas". (Talvez por terem complexo de urubus!)
60) "... são formados pelas bacias esferográficas." (Imaginem as bacias da BIC.)
61) "Eu concordo em gênero e número igual." (Eu discordo!)
62) "Precisa-se começar uma reciclagem mental dos humanos, fazer uma verdadeira lavagem celebral em relação ao desmatamento, poluição e depredação de si próprio." (Putz, que droga é essa?)
63) "O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas". (Esse deve ter tomado uma na veia)
64) "A concentização é um fato esperansoso para todo território mundial". (Haja coração!)
65) "Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos".
(Que maravilha!) COM ESSA TURMA O BRASIL CONTINUARÁ NO TERCEIRO MUNDO AINDA POR UMAS BOAS DÉCADAS!!!
01) "o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta." (e levaram o disco da Xuxa onde ela canta "Brincar de Índio")
02) "A amazônia é explorada de forma piedosa." (Imagine se não fosse?…)
03) "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta." (o mundo tem mais um Capitão Planeta?)
04) "A floresta tá ali paradinha no seu lugar e vem o homem e creu nela." (velocidade 5 do créu!)
05) "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta." (pra deixar bem claro o tamanho da destruição)
06) "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação." (pleonasmo é lei!)
07) "Espero que o desmatamento seja instinto." (ah…)
08) "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo." (Não entendi? Eles já estão extintos e vão se reproduzir na vida eterna? É isso?)
09) "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (Culpa deles que são muito sentimentais!)
10) "Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis." (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)
11) "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas." (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd's da coleção do Chaves)
12) "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (amém)
13) "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (e as renováveis também não s?)
14) "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (deve ser culpa da morte ecológica)
15) "A amazônia tem valor ambiental ilastimável.." (ignorem, por favor!)
16) "É preciso explorar sem atingir árvores sedentárias." (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas, flexões, enfim academia!)
17) "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia." (ÃHN?)
18) "Paremos e reflitemos." (Excelente Concordância!)
19) "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas." (É necessário legalizar, somente as autorizadas poderão destruí-las!)
20) "Retirada claudestina de árvores." (você entendeu? Eu não!)
21) "Temos que criar leis legais contra isso." (bacana, as nossas leis são ilegais! Apenas moral!)
22) "A camada de ozonel." (Chris O'Zonnell?)
23) "a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor." (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)
24) "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração." (procurem um médico imediatamente!)
25) "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável." (campeão da categoria "o mais enchedor de lingüiça")
26) "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação." (NÃO!???)
27) "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises." (gênio da matemática, foi excelente na prova de matemática avançada!)
28) "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes." (red bull neles – clama a natureza!)
29) "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório." (Não deixa eles ouvirem isso!)
30) "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando." (subindo!)
31) "Na floresta amazônica tem uma grande biodiversidade: passarinhos, aves, leões, onças, tigres, ursos, elefantes etc." (Caprichou na biodiversidade, mas explica os tigres, ursos e elefantes na floresta! Isso é tráfico de animais!)
32) "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (que burragem)
33) "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (imaginem as que foram votadas no banheiro deles!)
34) "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia." (O que se faz com um sujeito que escreve isso?)
35) "O que vamos deixar para nossos antecedentes?" (dicionários. Por favor!)
36) "A fiscalisação tem que ser preservativa." (lerê-lerê)
37) "Não podem explorar a Amazônia de maneira tão devassaladora." (neologismo (nova palavra) pra devastadora + avassaladora)
38) "O sero mano tem uma missão..." (A minha, por exemplo, é ter que ler isso!)
39) "O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas." (Levei uns minutos para identificar o El Niño...)
40) "O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!" (Eu não sabia que a camada tinha esse nome bonito)
41) "Enquanto isso os zoutros... tudo baixo nive...." (Seja sempre você mesmo!!)
42) "A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região." (E além de tudo, viajam pra caramba, hein?)
43) "O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente." (Entendeu ...? Eu também não!)
44) "Não devemos preservar apenas o meio ambiente e sim todo ele." (Faz sentido! Muito bom!)
45) "O grande problema do Rio Amazonas é a pesca dos peixes". (Achei que fosse a pesca dos pássaros!.)
46) "É um problema de muita gravidez." (Com certeza....se seu pai usasse camisinha, não leríamos isso!)
47) "A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO." (Quem ensinou isso a ele? A professora de Biologia ou o médico do postinho?)
48) "Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia". (Que pena. Também os ursos, tigres e elefantes sumiram de lá)
49) "A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando". (Foi trazida nas caravelas, certo! Por Pedro Alvarez Cabral?)
50) "O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos." (Não conte comigo!)
51) "Na verdade, nem todo desmatamento é tão ruim. Por exemplo, o do Aeds Egipte seria um bom beneficácio para o Brasil" (Vamos trocar as fumaças pelas moto-serras)
52) "Vamos mostrar que somos semelhantemente iguais uns aos outros". (Com algumas diferenças básicas!!)
53) "... menos desmatamentos, mais florestas arborizadas." (Concordo! De florestas não arborizadas, basta o Saara!)
54) ".... provocando assim a desolamento de grandes expecies raras." (Vocês não sabiam que os animais têm depressão?)
55) "Nesta terra ensi plantando tudo dá.". (Isto deve ser o português arcaico que Caminha escrevia...)
56) "Isso tudo é devido ao raios ultra-violentos que recebemos todo dia". (Meu Deus... Haja pára-raio!)
57) "Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado." (Quem teria sido o fabricante? Compaq ? Apple? IBM? Dell? Hp? Toshiba? Sony? Não sei!)
58) "Imaginem a bandeira do Brasil. O azul representa o céu , o verde representa as matas, e o amarelo o ouro. O ouro já foi roubado e as matas estão quase se indo. No dia em que roubarem nosso céu, ficaremos sem bandeira..." (Caraca! Ainda bem que temos aquela faixinha onde está escrito 'Ordem e Progresso'. Mas, boa reflexão!)
59) "Ultimamente não se fala em outro assunto anonser sobre os araras azuls que ficam sob voando as matas". (Talvez por terem complexo de urubus!)
60) "... são formados pelas bacias esferográficas." (Imaginem as bacias da BIC.)
61) "Eu concordo em gênero e número igual." (Eu discordo!)
62) "Precisa-se começar uma reciclagem mental dos humanos, fazer uma verdadeira lavagem celebral em relação ao desmatamento, poluição e depredação de si próprio." (Putz, que droga é essa?)
63) "O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas". (Esse deve ter tomado uma na veia)
64) "A concentização é um fato esperansoso para todo território mundial". (Haja coração!)
65) "Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos".
(Que maravilha!) COM ESSA TURMA O BRASIL CONTINUARÁ NO TERCEIRO MUNDO AINDA POR UMAS BOAS DÉCADAS!!!
Curiosidades
Oragoo.net Qual é o nome do Parque Trianon?
O Parque Trianon, um dos pontos mais conhecidos da cidade de São Paulo, se chama Parque Tenente Siqueira Campos. O nome, dado em 1932, quando a Prefeitura de São Paulo assumiu o controle do parque, que fica na avenida Paulista, é uma homenagem a Antonio Siqueira Campos, um dos líderes do movimento Tenentista, mais especificamente da Revolta dos 18 do Forte, ocorrida em 5 de julho de 1922, no Forte de Copacabana, Rio.O nome Trianon vem de uma construção que ficava bem à frente do parque, do outro lado da avenida Paulista, onde está hoje o Museu de Arte de São Paulo (Masp). Era um belvedere (local de observação) projetado por Ramos de Azevedo que ficou conhecido como Trianon, palavra francesa usada para designar um local com arredores agradáveis e bonitos.
Cláudio Humberto
Assunto:
- Parlamentares da Câmara dos Deputados pagam até cerveja com verba indenizatória.
- ONU veta status consultivo a ONG gay do Brasil por denúncias de pedofilia.
- TSE julgará nesta terça (3) o caso do governador do Maranhão, Jackson Lago, acusado de abuso de poder.
- Fazenda do prefeito de Apuí (AM), Marquinhos da Macil, é invadida após o boato de que em suas terras haveria uma mina de ouro.
Para ler estas notícias na íntegra acesse:
http://www.claudiohumberto.com.br
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